19.04.10 - seg

Cresce a exportação de 23 estados brasileiros

As exportações de 23 unidades da Federação tiveram crescimento no mês de março de 2010 com relação ao mesmo período do ano passado. Os dados estarão disponíveis, a partir de hoje (15/4), no site do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), www.mdic.gov.br.
Dentre os estados que apresentaram crescimento em suas vendas, o destaque foi o Maranhão, que exportou US$ 484,912 milhões no mês passado, contra US$ 122,638 milhões no mesmo período de 2008, apresentando um aumento de 295%. O Rio de Janeiro também registrou elevação, com crescimento de 175%. O estado embarcou US$ 1,807 bilhão, sendo que em março de 2009 os embarques foram de US$ 656,963 milhões.
A Região Sudeste vendeu ao mercado externo US$ 8,856 bilhões, com um participação de 56% na pauta exportadora. Os três estados que compõem a Região Sul tiveram embarques de US$ 2,803 bilhões (17%). As próximas regiões do ranking são Centro-Oeste – US$ 1,601 bilhão (10%); Nordeste – US$ 1,572 bilhão (10%) e, por fim, a Região Norte, com US$ 666,223 milhões (4%).
Municípios
Dos mais de 2 mil municípios que participam do comércio brasileiro, Angra dos Reis (RJ) foi o maior exportador em março de 2010, com embarques de US$ 1,760 bilhão. No ranking dos municípios que mais exportaram, em segundo e terceiro lugares apareceram, respectivamente, São Paulo (SP), com US$ 1,248 bilhão; e Macaé (RJ), com US$ 1,106 bilhão. O município de São José dos Campos (SP) ficou em quarto, com US$ 1,062 bilhão e em quinta colocação foi para Paraupebas (PA), com US$ 1,014 bilhão.

19.04.10 - seg

Brasil e África do Sul negociam exportações de suínos

Nos próximos 30 dias, uma missão do governo sul-africano virá ao Brasil para conhecer o sistema nacional de certificação de carne suína. A visita foi acertada pelo ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Wagner Rossi, com a ministra da Agricultura da África do Sul, Tina Joemat-Pettersson, em reunião nesta sexta-feira (16), em Brasília.
Com o convite, o governo brasileiro pretende demonstrar a segurança do sistema de rastreabilidade do País e abrir o mercado sul-africano para a carne suína. As exportações do produto foram interrompidas no final de 2005, com o embargo sanitário imposto em função do comunicado de foco de febre aftosa em bovinos brasileiros.
Antes do embargo, a África do Sul era um dos principais destinos da carne suína produzida no Brasil. As exportações em 2004 totalizaram US$ 17,69 milhões, atrás das vendas para Países Baixos, Cingapura, Argentina, Ucrânia Hong Kong e Rússia. “A ministra acenou que deseja a reabilitação das exportações de carne de suínos in natura para a África do Sul”, afirmou Rossi após o encontro.
A ministra sul-africana também demonstrou interesse na transferência da tecnologia brasileira para produção de biocombustíveis e na cooperação conjunta em terceiros países africanos.  Uma das possibilidades seria a produção de etanol da cana-de-açúcar em Moçambique. Wagner Rossi garantiu que o Brasil está pronto para analisar propostas de cooperação e convidou Tina Joemat-Pettersson para conhecer plantas de produção de etanol no País
19.04.10 - seg

Dragagem da hidrovia do Mercosul começa no segundo semestre

Um projeto logístico que há muitos anos é discutido no Estado deve começar a ser realizado ainda neste ano. Segundo o deputado federal Henrique Fontana (PT), a dragagem da chamada hidrovia do Mercosul (que permitirá a ligação das lagoas Mirim e dos Patos) deverá ser iniciada no segundo semestre. Para concretizar esse projeto, uma das principais obras será o aprofundamento do canal São Gonçalo, localizado na Metade Sul gaúcha, que permitirá a conexão das duas lagoas.
No entanto, Fontana informa que, além da dragagem, deverá ser implementado um sistema de sinalização para a navegação na hidrovia. Outra ação que será tomada é a revitalização do terminal de Santa Vitória do Palmar. O deputado relata que não há um prazo para a conclusão das melhorias a serem feitas, mas destaca que o investimento deverá ser constante.
Fontana lembra que a proposta conta com o apoio da bancada gaúcha em Brasília e é uma das obras listadas na segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Outro ponto a favor do empreendimento é que ele faz parte de um acordo binacional entre os governos do Brasil e Uruguai. No país vizinho, para aproveitar essa nova rota comercial, a empresa Timonsur investirá em torno de US$ 30 milhões em um terminal portuário.
Quando concluída, a hidrovia do Mercosul se tornará um sistema que, além de envolver as lagoas Mirim e dos Patos, atingirá os rios Jacuí e Taquari, o que somará uma extensão superior a 600 quilômetros. Fontana enfatiza que esse corredor deverá contribuir para que aumente a movimentação de cargas em portos como o de Pelotas, Porto Alegre, Cachoeira do Sul e Estrela. Também poderá implicar construções de novos terminais em cidades como Tapes e São Lourenço do Sul. "Será uma revolução na logística do Rio Grande do Sul."
O deputado participou nesta semana, com representantes do Ministério dos Transportes e outros políticos, de reuniões para debater o assunto. O presidente da Associação Brasileira dos Terminais Portuários (ABTP), Wilen Manteli, vê com satisfação o interesse de políticos no tema. O dirigente comenta que o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) tinha assegurado uma verba de cerca de R$ 20 milhões para realizar a iniciativa.
Manteli adianta que poderão vir do Uruguai cargas como madeira, arroz e minérios. No sentido inverso, o Rio Grande do Sul poderá transportar produtos do agronegócio. O presidente da ABTP aponta que os itens uruguaios poderão acessar, pela via fluvial, o porto do Rio Grande para serem exportados. Outra opção é irem até Estrela e de lá chegar ao centro do Brasil por ferrovias.

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