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Maestra vai fortalecer atuação regional nos portos
A ideia é ter a mesma estrutura e serviços para atender os clientes e terminais portuários no local dos embarques, agilizando os processos e disseminando a cultura da cabotagem. As bases físicas serão os escritórios de agentes com os quais a empresa já opera. O principal investimento será em contratação de pessoal. A medida integra a meta da Maestra de ampliar a captação de cargas e responder neste ano - o primeiro em que atua com a frota completa - por 10% do transporte de cabotagem. Ou o equivalente a 80 mil Teus (contêiner de 20 pés) dos 800 mil Teus que o mercado marítimo doméstico deve transportar nesse exercício.
Em 2011, foram movimentados 730 mil Teus entre os portos brasileiros. Cada filial terá equipe de atendimento, transporte multimodal, documentação e vendas. "Queremos dar proximidade, agilidade ao processo", diz o presidente Fernando Real. Egresso da indústria rodoviária, ele tem como lema ofertar ao cliente soluções completas, de "porta a porta", e não apenas de "porto a porto". "Não canso de bater nessa tecla. Somos provedores logísticos e não transportadores marítimos de contêineres."
Por Conexão Marítima.
Exportações de cooperativas atingem recorde de US$ 1,293 bilhão
De janeiro a março deste ano, as exportações de cooperativas cresceram 6,5% em comparação ao mesmo período no ano passado, alcançando um total de US$ 1,293 bilhão. Esse foi o maior resultado alcançado desde o início da série histórica, em 2006.
As importações também tiveram expansão de 12,7% e totalizaram US$ 54,7 milhões. Com isso, o saldo da balança comercial das cooperativas alcançou US$ 1,238 bilhão no primeiro trimestre de 2012.
O resultado, recorde para o acumulado trimestral, superou em 6,3% o registrado em 2011 (US$ 1,165 bilhão). A corrente de comércio dos três primeiros meses de 2012 também foi a que apresentou o melhor resultado da série: US$ 1,347 bilhão, com expansão de 6,8% em relação ao mesmo período do ano passado.
Entre os principais produtos exportados pelas cooperativas, de janeiro a março de 2012, destacam-se o açúcar refinado (com vendas de US$ 297,3 milhões; 23% do total); o café em grãos (US$ 177,5 milhões; 13,7%); o farelo de soja (US$ 139,5 milhões; 10,8%); e os pedaços e miudezas comestíveis de frango (US$ 138,4 milhões; 10,7%).
No primeiro trimestre de 2012, 125 cooperativas sediadas em dezessete estados brasileiros realizaram vendas externas e o Paraná teve o maior valor exportado pelo segmento: US$ 419,9 milhões, representando 32,5% do total. Em seguida ficaram São Paulo (US$ 350 milhões; 27,1%); Minas Gerais (US$ 191,7 milhões; 14,8%); Santa Catarina (US$ 103 milhões; 8%); e Rio Grande do Sul (US$ 101,4 milhões; 7,8%). Os produtos exportados pelas cooperativas, no período, foram destinados a 118 países.
No primeiro trimestre deste ano, as cooperativas importaram principalmente ureia (teor N>45), com compras de US$ 9,1 milhões, representando 16,6% do total; máquinas e aparelhos para preparação de carnes (US$ 5,6 milhões; 10,2%); diidrogeno-ortofosfato de amônio (US$ 4,1 milhões; 7,5%); cloretos de potássio (US$ 3,6 milhões; 6,6%); e sulfato de amônio (US$ 2,9 milhões; 5,4%).
Em relação aos mercados de origem (33, no total), destacam-se os Estados Unidos, com compras de US$ 8,1 milhões, representando 14,8% do total do segmento; o Japão (US$ 5,3 milhões; 9,7%); o Paraguai (US$ 5 milhões; 9,1%); a Espanha (US$ 4,1 milhões; 7,4%); e a Ucrânia (US$ 4 milhões; 7,4%).
Por Guia Marítimo.
Porto de Imbituba deve sofrer com aprovação da Resolução 72
O Porto de Imbituba deve sofrer com a aprovação da Resolução 72, que unifica o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) para produtos importados no país. Segundo Jeziel Pamato, administrador do porto, o complexo pode sofrer uma redução de cerca de 15% na movimentação total de cargas.
Segundo ele, a medida atinge especialmente cargas como fertilizantes e grãos, entre trigo, cevada e outros. “A unificação do ICMS colocará o Porto de Imbituba, assim como todos os portos de Santa Catarina, em desvantagem competitiva em relação aos outros portos brasileiros. As empresas deram preferência a Imbituba, justamente pelas boas condições operacionais e menores custos, mesmo tendo que suportar custos maiores no transporte rodoviário. Agora, com a alíquota única, há a possibilidade de estas importações passarem a serem feitas mais próximas da origem/destino”, afirma Pamato.
“Faremos o possível para que as empresas continuem importando por Imbituba. Agora, temos que esperar se a medida será aprovada e quais os benefícios que o Governo Federal nos oferecerá em contrapartida”, ressalta o administrador do porto.
Por Guia Marítimo.



