12.04.10 - seg

Frota terá crescimento de 9,6% este ano

O número de porta-contêineres previsto para entrar no tráfego no acumulado do primeiro semestre deve chegar a 430 mil Teus. Entre janeiro e março, 70 embarcações saíram dos estaleiros, incorporando 307 mil unidades de 20 pés às rotas marítimas. Com isso, a expectativa é que a frota mundial aumente 9,6% até dezembro. As informações são da consultoria marítima francesa Alphaliner.
Os números representam recorde de aumento de oferta. No segundo semestre de 2009, por exemplo, foram entregues 228 mil Teus, em média. Somente neste mês, a expectativa é que o montante chegue a 150 mil Teus - o recorde mensal desde o meio de 2008.
Dezesseis unidades com capacidade média de mais de 5 mil Teus devem ser liberadas para entrarem em serviço ainda em abril - incluindo dois navios de 14 mil Teus, que deverão ser incluídos na frota do armador MSC.
As entregas estão sendo feitas seguindo a recuperação da demanda mundial e o início da alta temporada de verão. Além disso, a política de redução de velocidade continua absorvendo a capacidade ociosa e economizando bunker, enquanto os preços dos combustíveis permanecem em níveis acima de US$ 450 por tonelada.
A principal causa da procura de navios para o segundo trimestre foi o lançamento de vários serviços nas rotas mundiais, absorvendo novos pedidos de embarcações e também algumas unidades da frota ociosa. Com isso, vários navios que tinham sido postergados devem ter suas entregas em breve.
Ainda de acordo com a Alphaliner, atualmente o total de embarcações ociosas está avaliado em 8,9% da frota global, apontando o menor nível desde fevereiro do ano passado
12.04.10 - seg

Portonave bate recorde de movimentação e busca crescimento de 50% em 2010

Em dois anos e cinco meses de operação o Terminal Portuário de Navegantes encerrou o mês de março com a melhor movimentação de contêineres desde o início das atividades. A Meta para este ano é movimentar acima de 600 mil TEUS, um crescimento prévio de 50%, com relação a 2009
A Portonave S/A – Terminais Portuários de Navegantes, localizada no complexo portuário do Rio Itajaí-Açu, no estado de Santa Catarina, registrou um crescimento de 23,4% durante o o mês de março, em comparação a fevereiro. No momentante, 54 mil TEUs foram movimentados pelo Terminal, superando em aproximadamente 2,2 mil TEUs, marca atingida em outubro de 2009 e, até então, a melhor desde o início da operação, em outubro de 2007.
Em março deste ano, 55 navios passaram pela Portonave, movimentando uma média de 575 contêineres cada, 70 a mais que o número registrado em fevereiro deste ano. “No último mês  tivemos uma ampliação da movimentação de serviços que recentemente iniciaram a operar no Terminal, como o ASIA, uma joint venture operada entre o armador alemão Hamburg Süd e a dinamarquesa Maersk Line. Além disso o mês de março tem como característica a retomada de mercado depois das baixas comuns em dezembro e janeiro. A partir de agora as atividades devem se manter estáveis, com picos de movimentação em julho e agosto”, afirma o diretor-superintendente administrativo da Portonave, Osmari de Castilho Ribas.
O primeiro trimestre do ano foi marcado por bons resultados. No dia 5 de fevereiro o Terminal atingiu a marca dos mil navios com a atracação da embarcação Flamengo, da Hamburg Süd. A marca foi registrada 27 meses após o início das operações da Portonave, que contabiliza mais de 789 mil TEUs movimentados. Na mesma data foi iniciado o serviço semanal ASIA. O ASIA faz escala na China, Cingapura, Coreia do Sul, Japão e também na África do Sul, incluindo o país na lista dos portos diretos oferecidos pela Portonave. A expectativa é que a adição do ASIA represente um crescimento de 10% nas importações e exportações da Portonave em 2010.  Para o Superintendente, o terminal agora opera em ritmo acelerado de crescimento. "Nossa meta para 2010 é operar acima de 600 mil TEUS, registrando um crescimento de aproximadamente 50%, com relação a 2009. Pode ser um objetivo ousado, mas estamos correndo atrás dele", reforça Castilho.  Atualmente o Terminal contabiliza 14 serviços fundamentais para o comércio internacional e, com eles, está presente em todos os continentes.Terminal contabilizou 193% de crescimento no primeiro trimetre
Em 2009 a movimentação da Portonave registrou crescimento de 73%, quando recebeu um total de 621 navios e movimentou 413.969 TEUs. As exportações somaram 114.396 contêineres e as importações ficaram em 54.256 unidades. Em 2010, o primeiro trimestre do ano registrou crescimento de 193% das importações em relação ao mesmo período de 2009. As exportações aumentaram 42,5 % e 156 navios atracaram no Terminal.  Estrutura estratégica para a logística
O terminal localizado no complexo portuário do rio Itajaí-Açu, é de fácil acesso pela BR-101 e BR-470 e está próxima às principais cidades do Sul do país, grande polo exportador de produtos. O Terminal conta com três portêineres, dois guindastes MHCs, oito transtêineres, dois reach stackers e 25 caminhões especiais, os terminal tractors, utilizados para fazer a movimentação de contêineres dentro do pátio.
O scanner da Portonave também merece destaque. O HCVG, da EBCO Systems, tem capacidade de identificar qualquer tipo de material dentro dos contêineres em apenas 30 segundos. O investimento, de cerca de R$ 6,5 milhões, garante segurança e rapidez na fiscalização dos contêineres que entram e saem do Terminal.
Terminal com ISO 9001
Entre os dias 17 e 18 de março, a Portonave passou pelas auditorias que garantiram a manutenção da ISO 9001, conquistada pela empresa em 2009. A Portonave foi o primeiro Terminal Portuário do país a receber a certificação na versão 2008 e passa por auditorias anuais para sua manutenção. A Portonave também possui o ISPS Code, código internacional que visa a segurança e proteção de navios e instalações portuárias. Além disso, a Portonave acaba de ser recomenda para a auditoria final da ISO 14001, que deve acontecer em junhoA jornalista viajou a convite da Portonave para conferir os lançamentos e dados referentes ao Trimestre do terminal, lançados na Feira de Transporte de Carga, Logística e Comércio Internacional, que aconteceu dos dias 06 a 08 de Abril em São Paulo-SP.
12.04.10 - seg

Brasil assina acordo para fortalecer comércio bilateral com a China, mas adia processo com a Índia

Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e da China, Hu Jintao, assinam na próxima semana acordo para a criação do Programa de Ação Conjunto Brasil-China, denominado PAC. O objetivo é fortalecer o comércio bilateral entre os dois países com base em áreas específicas, como tecnologia e desportos. Já com o primeiro-ministro da Índia, Manmonahan Singh, foram adiadas algumas negociações por divergências sobres as questões nucleares.
Antes do acordo, Jintao e Singh participam da 2ª Cúpula dos Países Bric – Brasil, Rússia, Índia e China – que será realizada em Brasília durante a próxima semana.
É a segunda visita de Jintao ao Brasil. O subsecretário-geral político II do Itamaraty, Roberto Jaguaribe, que coordena a 2ª Cúpula Bric, destacou as relações entre Brasil e China. “É um passo importante assegurando um avanço nas relações”, disse ele. “A partir de 2016, a China é um país de economia de mercado.”
Com a Índia o processo de negociação está estagnado porque o Brasil discorda da posição do governo indiano em relação ao Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP). Para a comunidade internacional, o TNP é o primeiro passo para um esforço coletivo de conter a disseminação dos armamentos nucleares.
Porém, o embaixador afirmou que a relação do Brasil com os indianos é positiva. “A nossa relação com a Índia é muito mais intensa. No passado, por causa dos armamentos [nucleares], [o processo de negociação em alguns setores] foi suspenso”, disse Jaguaribe.
Os países do Bric querem ser reconhecidos como um fórum de coordenação e negociação, não uma entidade normativa. O Brasil e a Rússia são grandes produtores de matérias-primas, os brasileiros com alimentos e os russos com o petróleo.
A Índia concentra o setor de serviços, enquanto a China acelera seu crescimento industrial tornando-se uma das principais parceiras de vários países. Com economias em desenvolvimento, todos os países se sentem unidos pelas dificuldades no cenário internacional.

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