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CEOs do Japão se mostram temerosos
Houve falta de compradores: o presidente do Keidanren, Fujio Mitarai, da Canon, considerou "fracos" os planos do partido para acelerar o crescimento da economia.
A perspectiva de vitória do PDJ nas eleições marcadas para o dia 30 traz nervosismo a muitos líderes empresariais. O partido de centro-esquerda lidera as pesquisas com frente de até 20 pontos percentuais e deverá tirar do poder o premiê Taro Aso e seu Partido Liberal Democrático (PLD).
O apoio das empresas é um dos grandes motivos pelos quais o PLD manteve o poder em 52 dos últimos 53 anos. Desde 2004, quando o Keidanren começou a fazer análises anuais sobre as políticas do PLD e da oposição, as doações de seus membros aos governistas superaram as feitas ao PDJ em mais de 30 vezes. Os democratas, por sua vez, afirmam que proibirão as doações políticas de empresas após 2012, caso ganhem o poder.
"Com uma história tão longa [de governo do PLD], naturalmente vinha ocorrendo um relacionamento entre o partido governante e as empresas", afirma Fumio Ohtsubo, CEO da Panasonic, que também se mostra desconfiado quanto à mudança no governo. "Dificilmente é bom para a gestão das empresas que os políticos e as políticas fiquem mudando."
Os candidatos do PDJ raramente mostram-se contrários às empresas em discursos. O partido prefere atacar a burocracia excessiva do Japão, outra fonte de apoio do PLD. Ainda assim, executivos estão assustados com os planos do PDJ de endurecer os padrões trabalhistas e ambientais, além de temer que o governo do partido eleve o endividamento do país, já nas alturas, o que traria a necessidade de grandes aumentos nos impostos.
Duas políticas do PDJ azedaram a atmosfera no encontro no Keidanren. Uma foi a promessa de reduzir no Japão, até 2020, as emissões de gases causadores de efeito estufa em 25% na comparação com os níveis 1990. As metas são muito mais ambiciosas do que o corte de 8% prometido por Aso.
A segunda fonte de discórdia é a promessa do PDJ de restabelecer o veto ao uso de trabalhadores com contratos temporários de trabalho na indústria. Desde que a proibição foi levantada, em 2004, o número de empregos desse tipo aumentou, embora vários tenham perdido os empregos na recessão.
O PDJ, por sua parte, tenta parecer conciliador. Seu secretário-geral, Katsuya Okada, disse ao Keidanren que seu compromisso com as emissões apenas se aplicaria se os EUA, China e Índia mostrassem forte comprometimento por conta própria. Afirmou, ainda, que um governo do PDJ apoiaria a meta de crescimento econômico de 2% traçada por Aso.
Fonte:NetMarinha
Santa Catarina amplia mercado de frigoríficos na Rússia
Mais um frigorífico e dois entrepostos catarinenses estão habilitados a retomar a venda de carne suína para a Rússia.
O frigorífico Pamplona, de Rio do Sul, e os entrepostos DKN e Iceport, dos portos de Navegantes e Itajaí, juntam-se aos de Seara Cargill e Pamplona, de Presidente Getúlio, no Vale do Itajaí, na retomada da exportação.
A inserção de novas unidades estaduais foi comemorada pelas entidades do setor.
O comunicado de que o Estado conta com três frigoríficos e dois entrepostos aptos a vender carne suína aos russos foi feito ao Ministério da Agricultura pelo governo da Rússia na terça-feira.
Segundo o chefe do Serviço Federal de Supervisão Veterinária e Fitossanitária da Rússia, Sergey Dankvert, a decisão está baseada nas garantias do serviço veterinário brasileiro em relação ao cumprimento das exigências veterinário-sanitárias russas, e nas condições vigentes para a exportação de produtos à Federação da Rússia a partir dos frigoríficos brasileiros.
O secretário de Defesa Agropecuária, Inácio Kroetz, endossa o argumento do governo russo e estima que novos frigoríficos catarinenses passem a integrar a lista de exportadores para o país.
Neste ano, uma lista de nove unidades auditadas foi entregue às autoridades russas. Destas, cinco já conquistaram o aval para a exportação.
— Espera-se, para as próximas semanas, que o processo desta modalidade de habilitação continue e que, cada vez mais, se intensifique. Estamos confiantes que, no futuro, se torne uma rotina entre os dois países — afirmou Kroetz.
Para o presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), Wolmir de Souza, a retomada da exportação retira um questionamento latente desde o fechamento do mercado à carne suína catarinense, em dezembro de 2005.
— A expectativa é que novos frigoríficos sejam reabilitados a exportar a carne suína — disse Souza.
A opinião é compartilhada pelo diretor técnico da Associação Brasileira da Carne Suína (Abipecs), Fabiano Coser.
Mesmo comemorando a reinserção dos catarinenses, o presidente da ACCS apontou que a habilitação ao mercado russo não soluciona um dos maiores ma problema da suinocultura, a moeda cambial.
— Enquanto o preço do produto não melhorar, não teremos como remunerar a cadeia produtiva e tampouco gerar lucro ao suinocultor.
Fonte:NetMarinha
Pequenas e médias empresas podem ampliar balança comercial
A idéia da Confederação Nacional da Indústria (CNI), promotora do evento com a congênere na Alemanha, a Bundesverband der Deutschen Industrie (BDI) é ampliar a balança comercial entre os dois países, que fechou 2008 com resultado de US$ 20,87 bilhões de dólares. As exportações brasileiras responderem por US$ 8, 85 bilhões. A Alemanha vendeu US$ 12 bi para o Brasil. A CNI aposta na participação de pequenas e médias empresas para alavancar estes números.
“O encontro terá agendas sobre a internacionalização de pequenas e médias empresas. Além disso, rodadas de negócios ganharão destaque na programação”, garante José Frederico Álvares, Gerente Executivo de Comércio Exterior da CNI. O EEBA irá focar ainda duas questões relacionadas a participação de micro e pequenas empresas: inteligência comercial e responsabilidade social corporativa.
Álvares confirma ainda a participação de Karl-Theodor zu Guttenberg, Ministro da Economia e Tecnologia da Alemanha. Aos 37 anos, o mais jovem ministro da pasta desde 1949 ganhou a confiança de Angela Merkel sobretudo no campo das relações exteriores, como especialista em questões de política externa.
Do lado brasileiro está confirmada a presença do ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro Guido Mantega, da Fazenda, também são esperados. Serão dois eventos simultâneos em Vitória: o 27º Encontro Empresarial e a 36ª Reunião da Comissão Mista de Cooperação Econômica Brasil-Alemanha, de cunho governamental.
A Copa do Mundo de 2014 também estará na pauta, com relatos sobre a experiência alemã na organização do torneio e os investimentos em infraestrutura associados ao evento. “Nossa expectativa é transmitir informações e conceitos para as autoridades governamentais e empresas prestadoras de serviço nessa área”, explica Álvares.
Fonte:NetMarinha



