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13.05.10 - qui
Otimismo externo replica no câmbio e dólar cai
O viés positivo dos mercados internacionais abriu caminho para os vendedores nesta quarta-feira, fazendo o dólar retomar a casa de R$ 1,77. Após flutuar entre R$ 1,77 e R$ 1,782, a moeda norte-americana fechou em baixa de 0,67%, vendida a R$ 1,773.
Segundo Sidnei Moura Nehme, diretor-executivo da NGO, os investidores ainda não conseguiram reapreciar o real para o nível de R$ 1,75, após sucessivos dias de tensão, o que elevou as cotações ao pico de R$ 1,90. Nos últimos dias, os hegde funds inverteram rapidamente suas posições líquidas vendidas no mercado futuro, passando a apostar no dólar, enquanto que os bancos fizeram "hedge".
Porém, diante da melhora na percepção quanto à suficiência dos recursos colocados no plano emergencial para a situação crítica fiscal de países da zona do euro, os investidores estrangeiros voltaram a reduzir suas posições compradas no mercado futuro da BM&FBovespa, derrubando o estoque para US$ 2,53 bilhões.
"Mas ainda restão sérias incertezas quanto à capacidade, inicialmente, da Grécia, Espanha e Portugal de adotarem programas rigorosos de austeridade, implementarem e cumpri-los", pondera o executivo.
E os números pálidos das economias divulgados hoje mostram que a tarefa para recolocar as contas em ordem, diante do baixo dinamismo, é ardua. Segundo a agência Eurostat, o Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro cresceu 0,2% nos primeiros três meses do ano, na passagem trimestral, superando as estimativas. Na França, a segunda maior economia do bloco, o crescimento foi de apenas 0,1%, na Alemanha de 0,2%. Já a Grécia viu sua economia encolher 0,8%
Ainda assim, neste mês, até o dia 7, o fluxo cambial brasileiro ficou fortemente positivo, atingindo US$ 3,711 bilhões, mesmo com as compras de US$ 3,383 bilhões do Banco Central. No período, os bancos mantiveram posições "vendidas" no mercado à vista de US$ 2,6 bilhões, com base nos dados do BC.
Segundo Sidnei Moura Nehme, diretor-executivo da NGO, os investidores ainda não conseguiram reapreciar o real para o nível de R$ 1,75, após sucessivos dias de tensão, o que elevou as cotações ao pico de R$ 1,90. Nos últimos dias, os hegde funds inverteram rapidamente suas posições líquidas vendidas no mercado futuro, passando a apostar no dólar, enquanto que os bancos fizeram "hedge".
Porém, diante da melhora na percepção quanto à suficiência dos recursos colocados no plano emergencial para a situação crítica fiscal de países da zona do euro, os investidores estrangeiros voltaram a reduzir suas posições compradas no mercado futuro da BM&FBovespa, derrubando o estoque para US$ 2,53 bilhões.
"Mas ainda restão sérias incertezas quanto à capacidade, inicialmente, da Grécia, Espanha e Portugal de adotarem programas rigorosos de austeridade, implementarem e cumpri-los", pondera o executivo.
E os números pálidos das economias divulgados hoje mostram que a tarefa para recolocar as contas em ordem, diante do baixo dinamismo, é ardua. Segundo a agência Eurostat, o Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro cresceu 0,2% nos primeiros três meses do ano, na passagem trimestral, superando as estimativas. Na França, a segunda maior economia do bloco, o crescimento foi de apenas 0,1%, na Alemanha de 0,2%. Já a Grécia viu sua economia encolher 0,8%
Ainda assim, neste mês, até o dia 7, o fluxo cambial brasileiro ficou fortemente positivo, atingindo US$ 3,711 bilhões, mesmo com as compras de US$ 3,383 bilhões do Banco Central. No período, os bancos mantiveram posições "vendidas" no mercado à vista de US$ 2,6 bilhões, com base nos dados do BC.
12.05.10 - qua
Mudanças em aeroportos ficarão para 2011, diz Anac
Proposta da agência está em análise pelo Ministério da Defesa e pela Casa Civil. Mercado cresce acima de 20% pelo décimo mês; agência cita descompasso entre demanda de clientes e oferta aeroportuária
A decisão sobre o modelo de gestão dos aeroportos deverá ficar para o próximo governo, disse ontem a presidente da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), Solange Vieira.
Caso a decisão seja tomada em 2011, o novo governo deverá definir se a administração de aeroportos no país deve ficar a cargo da iniciativa privada, permanecer sob a gestão de uma empresa estatal, a Infraero, ou passar a ser feita em parcerias público-privadas.
Segundo especialistas, a definição de um modelo é essencial para viabilizar investimentos antes da Copa e dos Jogos Olímpicos. Questionada sobre o impacto da demora do governo, Vieira disse que dependerá da velocidade das obras.
Vieira participou ontem de seminário sobre infraestrutura promovido pelo "Valor Econômico" no Rio. Segundo a presidente da agência, é preciso discutir se o monopólio na administração dos aeroportos é o modelo mais adequado e se deve ficar a cargo de empresa pública, que tem restrições para investimentos e contratações.
"Quando a gente pensa em manter uma empresa pública operando com características de setor privado, a gente tem de ter em mente que nunca vai conseguir a eficiência de uma empresa privada porque ela tem limitações burocráticas".
Os números da agência evidenciam o crescimento da demanda. Com maior acesso a crédito e passagens mais em conta, o fluxo de passageiros no mercado doméstico teve alta maior que 20% em dez meses.
A TAM continua a liderar em participação de mercado, com 42,13%, seguida pela Gol, com 40,69%. Empresas com uma fatia menor do mercado registraram crescimento expressivo no fluxo de passageiros. A Webjet teve alta de 96%, e a Azul, de 89%, na comparação com abril do ano passado.
Sem investimentos compatíveis em infraestrutura, os terminais de passageiros começam a ficar saturados. "As empresas estão fazendo milagre, criando voos noturnos adicionais, mas há sinais de estrangulamento em alguns aeroportos", afirma Paulo Bittencourt Sampaio, consultor em aviação.
O aumento da demanda sem investimento em infraestrutura não interfere apenas no conforto do passageiro. Para as companhias aéreas, ela pode resultar em restrições ao uso de aeroportos, nos moldes do que ocorre em Congonhas.
A agência realiza estudos para definir quais outros aeroportos poderão ficar saturados.
Segundo Vieira, desde o ano passado o crescimento no uso dos aeroportos não é mais centrado em São Paulo, e sim no Rio de Janeiro e em Brasília.
De janeiro a abril, as companhias brasileiras têm alta de 32% na demanda ante igual período do ano passado
A decisão sobre o modelo de gestão dos aeroportos deverá ficar para o próximo governo, disse ontem a presidente da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), Solange Vieira.
Caso a decisão seja tomada em 2011, o novo governo deverá definir se a administração de aeroportos no país deve ficar a cargo da iniciativa privada, permanecer sob a gestão de uma empresa estatal, a Infraero, ou passar a ser feita em parcerias público-privadas.
Segundo especialistas, a definição de um modelo é essencial para viabilizar investimentos antes da Copa e dos Jogos Olímpicos. Questionada sobre o impacto da demora do governo, Vieira disse que dependerá da velocidade das obras.
Vieira participou ontem de seminário sobre infraestrutura promovido pelo "Valor Econômico" no Rio. Segundo a presidente da agência, é preciso discutir se o monopólio na administração dos aeroportos é o modelo mais adequado e se deve ficar a cargo de empresa pública, que tem restrições para investimentos e contratações.
"Quando a gente pensa em manter uma empresa pública operando com características de setor privado, a gente tem de ter em mente que nunca vai conseguir a eficiência de uma empresa privada porque ela tem limitações burocráticas".
Os números da agência evidenciam o crescimento da demanda. Com maior acesso a crédito e passagens mais em conta, o fluxo de passageiros no mercado doméstico teve alta maior que 20% em dez meses.
A TAM continua a liderar em participação de mercado, com 42,13%, seguida pela Gol, com 40,69%. Empresas com uma fatia menor do mercado registraram crescimento expressivo no fluxo de passageiros. A Webjet teve alta de 96%, e a Azul, de 89%, na comparação com abril do ano passado.
Sem investimentos compatíveis em infraestrutura, os terminais de passageiros começam a ficar saturados. "As empresas estão fazendo milagre, criando voos noturnos adicionais, mas há sinais de estrangulamento em alguns aeroportos", afirma Paulo Bittencourt Sampaio, consultor em aviação.
O aumento da demanda sem investimento em infraestrutura não interfere apenas no conforto do passageiro. Para as companhias aéreas, ela pode resultar em restrições ao uso de aeroportos, nos moldes do que ocorre em Congonhas.
A agência realiza estudos para definir quais outros aeroportos poderão ficar saturados.
Segundo Vieira, desde o ano passado o crescimento no uso dos aeroportos não é mais centrado em São Paulo, e sim no Rio de Janeiro e em Brasília.
De janeiro a abril, as companhias brasileiras têm alta de 32% na demanda ante igual período do ano passado
11.05.10 - ter
Exportação sobe e China volta a ter superávit comercial
A China obteve um superávit comercial de US$ 1,68 bilhão em abril, contra um déficit de US$ 7,24 bilhões em março, segundo a Alfândega chinesa. A virada resultou de uma forte recuperação das exportações do país.
As compras externas totalizaram US$ 118,24 bilhões em abril, enquanto as exportações somaram US$ 119,92 bilhões. As vendas de produtos chineses para o exterior cresceram 30,5% em relação a abril do ano passado.
O retorno mais rápido do que o esperado ao superávit comercial pode trazer de volta a pressão para que a China permita a valorização do yuan.
"As expectativas de que haja uma apreciação do yuan continuarão a existir, mas os dados fortes das exportações de abril, por si só, não terão um grande impacto na definição do momento em que isso deve ocorrer", disse Sun Wencun, economista na CITIC Securities, de Pequim.
Há também o risco de que a valorização e as elevações na taxa de juros sejam adiadas por causa da atual turbulência nos mercados financeiros internacionais.
"Esses dados são em sua maioria antes da escalada da crise da dívida europeia. Por isso ainda é muito cedo para dizer se haverá uma menor demanda europeia pelos produtos chineses nos próximos meses", afirmou Brian Jackson, economista do Royal Bank of Canada, em Hong Kong.
Muitos economistas esperavam um segundo déficit comercial consecutivo em abril, depois de a balança chinesa ter apresentado em março o primeiro resultado negativo em seis anos. Numa pesquisa com 11 economistas, a mediana das expectativas apontava para um déficit de US$ 1,44 bilhão no mês passado.
Outros, entretanto, defendem que o déficit de março foi apenas pontual. "Continuamos a acreditar que o déficit comercial de março tenha sido um evento separado e que o superavit comercial venha a crescer pelo resto do ano", disse Grace Ng, economista do J.P. Morgan em Hong Kong.
As compras externas totalizaram US$ 118,24 bilhões em abril, enquanto as exportações somaram US$ 119,92 bilhões. As vendas de produtos chineses para o exterior cresceram 30,5% em relação a abril do ano passado.
O retorno mais rápido do que o esperado ao superávit comercial pode trazer de volta a pressão para que a China permita a valorização do yuan.
"As expectativas de que haja uma apreciação do yuan continuarão a existir, mas os dados fortes das exportações de abril, por si só, não terão um grande impacto na definição do momento em que isso deve ocorrer", disse Sun Wencun, economista na CITIC Securities, de Pequim.
Há também o risco de que a valorização e as elevações na taxa de juros sejam adiadas por causa da atual turbulência nos mercados financeiros internacionais.
"Esses dados são em sua maioria antes da escalada da crise da dívida europeia. Por isso ainda é muito cedo para dizer se haverá uma menor demanda europeia pelos produtos chineses nos próximos meses", afirmou Brian Jackson, economista do Royal Bank of Canada, em Hong Kong.
Muitos economistas esperavam um segundo déficit comercial consecutivo em abril, depois de a balança chinesa ter apresentado em março o primeiro resultado negativo em seis anos. Numa pesquisa com 11 economistas, a mediana das expectativas apontava para um déficit de US$ 1,44 bilhão no mês passado.
Outros, entretanto, defendem que o déficit de março foi apenas pontual. "Continuamos a acreditar que o déficit comercial de março tenha sido um evento separado e que o superavit comercial venha a crescer pelo resto do ano", disse Grace Ng, economista do J.P. Morgan em Hong Kong.



