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25.05.10 - ter
No ano, saldo comercial já encolheu 50%
A balança comercial registrou saldo positivo de US$ 546 milhões na terceira semana do mês (entre os dias 17 e 23), com média diária de US$ 109,2 milhões. As exportações somaram US$ 3,970 bilhões, com média diária de US$ 794 milhões, e as importações, US$ 3,424 bilhões, média diária de US$ 684,8 milhões. O saldo acumulado no ano, porém, ainda é a metade do registrado no ano passado se comparada com a média por dia útil.
Até o dia 23 , o saldo mensal acumula US$ 2,015 bilhões, com média diária de US$ 134,3 milhões, resultado que representa crescimento de 2,4% em comparação com igual período de 2009. No ano, o saldo chegou a US$ 4,189 bilhões, com média diária de US$ 43,6 milhões, queda de mais da metade (50,3%) do registrado em igual período do ano passado
Até o dia 23 , o saldo mensal acumula US$ 2,015 bilhões, com média diária de US$ 134,3 milhões, resultado que representa crescimento de 2,4% em comparação com igual período de 2009. No ano, o saldo chegou a US$ 4,189 bilhões, com média diária de US$ 43,6 milhões, queda de mais da metade (50,3%) do registrado em igual período do ano passado
25.05.10 - ter
Índia se põe meta de crescer como a China
O premiê da Índia, Manmohan Singh, 77, prometeu diminuir a inflação do país pela metade, rivalizar sua economia com a da China e buscar a paz com o Paquistão.
Singh, que fez um balanço de mais um ano de governo, disse estar "confiante de que a inflação vai cair para de 5% a 6% em dezembro". Mas, segundo ele, o país não conseguirá alcançar "seu potencial pleno de crescimento" se não resolver a tensão com os vizinhos paquistaneses.
Economista educado em Oxford, no Reino Unido, o premiê concordou na semana passada a reiniciar as negociações de paz com o Paquistão, suspensas desde o atentado terrorista de 2008 em Mumbai - o qual foi planejado e levado a cabo por terroristas paquistaneses que tiveram seus atos facilitados pelos serviços de inteligência do Islamabad.
Singh disse que seu grande objetivo é sanar o "déficit de confiança" com o Paquistão e, com isso, acelerar o crescimento da Índia para cerca de 10% ao ano e diminuir a pobreza.
A economia da Índia multiplicou-se por seis desde 1991, quando Singh, então ministro das Finanças, introduziu reformas pró-mercado no país
Singh, que fez um balanço de mais um ano de governo, disse estar "confiante de que a inflação vai cair para de 5% a 6% em dezembro". Mas, segundo ele, o país não conseguirá alcançar "seu potencial pleno de crescimento" se não resolver a tensão com os vizinhos paquistaneses.
Economista educado em Oxford, no Reino Unido, o premiê concordou na semana passada a reiniciar as negociações de paz com o Paquistão, suspensas desde o atentado terrorista de 2008 em Mumbai - o qual foi planejado e levado a cabo por terroristas paquistaneses que tiveram seus atos facilitados pelos serviços de inteligência do Islamabad.
Singh disse que seu grande objetivo é sanar o "déficit de confiança" com o Paquistão e, com isso, acelerar o crescimento da Índia para cerca de 10% ao ano e diminuir a pobreza.
A economia da Índia multiplicou-se por seis desde 1991, quando Singh, então ministro das Finanças, introduziu reformas pró-mercado no país
24.05.10 - seg
China planeja 2 mi de chineses nas obras em Angola
Com investimento de US$ 9 bi, asiáticos transferem 100 mil trabalhadores para canteiros de obras no país. Cresce sentimento contra mão de obra chinesa em Angola, onde desemprego pode chegar a 30%
O caminhoneiro Zhang Chun Guang pilota um caminhão carregado de asfalto. Ele espera a vez, enquanto gesticula e balbucia algo que se supõe: "Não falo português". Nem precisava.
Zhang é parte de um grande plano estratégico dos chineses para ocupação econômica e demográfica de Angola, cujo objetivo é obter petróleo e exportar gente.
O governo de Angola não se pronuncia, mas circula no país a informação de que a China, o maior parceiro angolano, pretende colocar, em dez anos, 2 milhões de pessoas na emergente economia africana. Quantidade equivalente a 10% da população.
Estima-se que a China já levou ao país mais de 100 mil pessoas e, diferentemente de outros parceiros comerciais, a grande massa é de trabalhadores como Zhang.
Na letra da lei, Angola não permite que nenhum projetos com capital estrangeiro no país possua mais de 30% de mão de obra expatriada.
A Folha procurou o governo para que comentasse a relação com a China, mas não obteve resposta.
A avaliação é que os US$ 9 bilhões em capital chinês (parte a juros subsidiados) dão aos chineses condição diferenciada em Angola.
"Há projetos em que os chineses representam mais de 50% da mão de obra contratada", diz Raimundo Lima, presidente da Assembleia da Associação de Empresários e Executivos Brasileiros em Angola.
Essa situação tem criado certo mal-estar em Angola, país que, apesar do forte crescimento econômico, ainda convive com grande massa de desempregados.
A taxa oficial de desemprego é de 22,5%, mas estudos apontam pelo menos 30%.
Desemprego
Basta observar a capital, Luanda, para perceber que o desemprego é algo crônico. Em qualquer via congestionada, centenas de angolanos oferecem de tudo no trânsito, de ternos mal cortados a pães dispostos em cestos enormes no meio da poeira.
A presença maciça da mão de obra da China, confinada em canteiros, começa a nutrir a percepção de que trabalhadores chineses com baixa qualificação ocupam espaço de angolanos.
Muitos são ex-guerrilheiros que participaram da luta clandestina contra os portugueses e na guerra civil entre as organizações armadas pela controle do país, no MPLA (que saiu vitorioso), na Unita ou no FNLA.
O caminhoneiro Zhang Chun Guang pilota um caminhão carregado de asfalto. Ele espera a vez, enquanto gesticula e balbucia algo que se supõe: "Não falo português". Nem precisava.
Zhang é parte de um grande plano estratégico dos chineses para ocupação econômica e demográfica de Angola, cujo objetivo é obter petróleo e exportar gente.
O governo de Angola não se pronuncia, mas circula no país a informação de que a China, o maior parceiro angolano, pretende colocar, em dez anos, 2 milhões de pessoas na emergente economia africana. Quantidade equivalente a 10% da população.
Estima-se que a China já levou ao país mais de 100 mil pessoas e, diferentemente de outros parceiros comerciais, a grande massa é de trabalhadores como Zhang.
Na letra da lei, Angola não permite que nenhum projetos com capital estrangeiro no país possua mais de 30% de mão de obra expatriada.
A Folha procurou o governo para que comentasse a relação com a China, mas não obteve resposta.
A avaliação é que os US$ 9 bilhões em capital chinês (parte a juros subsidiados) dão aos chineses condição diferenciada em Angola.
"Há projetos em que os chineses representam mais de 50% da mão de obra contratada", diz Raimundo Lima, presidente da Assembleia da Associação de Empresários e Executivos Brasileiros em Angola.
Essa situação tem criado certo mal-estar em Angola, país que, apesar do forte crescimento econômico, ainda convive com grande massa de desempregados.
A taxa oficial de desemprego é de 22,5%, mas estudos apontam pelo menos 30%.
Desemprego
Basta observar a capital, Luanda, para perceber que o desemprego é algo crônico. Em qualquer via congestionada, centenas de angolanos oferecem de tudo no trânsito, de ternos mal cortados a pães dispostos em cestos enormes no meio da poeira.
A presença maciça da mão de obra da China, confinada em canteiros, começa a nutrir a percepção de que trabalhadores chineses com baixa qualificação ocupam espaço de angolanos.
Muitos são ex-guerrilheiros que participaram da luta clandestina contra os portugueses e na guerra civil entre as organizações armadas pela controle do país, no MPLA (que saiu vitorioso), na Unita ou no FNLA.



