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Exportações para os EUA fortalecem saldo positivo da balança comercial
A retomada das importações dos Estados Unidos ajudou a fortalecer o resultado positivo da balança comercial brasileira, cotada em US$ 1,715 bilhão, já que, pelo segundo mês consecutivo, o mercado americano foi o principal destino das exportações brasileiras, que, no acumulado do ano, chegaram a US$ 34,169 bilhões, o que representa um crescimento de 38,2% em comparação ao mesmo período em 2011.
A participação americana ficou 13,6% mais alta nas vendas externas, somando US$ 4,645 bilhões em compras brasileiras. A média diária dos embarques externos para os Estados Unidos passou de US$ 85,2 milhões, há um ano, para US$ 119,2 milhões, no mesmo período.
Apesar dos resultados positivos destacarem os Estados Unidos, no próximo mês a situação deve mudar, já que terão início as exportações de soja, produto mais consumido pela China – país que liderou os embarques externos brasileiros no ano passado.
“Existe uma queda contínua da participação americana, que já chegou a 25%. Ainda sem as exportações da soja, os Estados Unidos se recuperaram, mas a China é de fato o primeiro destino das exportações brasileiras. Esse cenário atual vai mudar”, comenta José Augustro Castro, vice-presidente da AEB (Associação de Comércio Exterior do Brasil). Entre os itens mais exportados estão o petróleo, máquinas e equipamentos, siderúrgicos, aeronaves e partes, entre outros.
Março apresenta superávit
Nos sete dias úteis de março (1° a 11), as exportações brasileiras foram de US$ 6,517 bilhões, com resultado médio diário de US$ 931 milhões. Pela média, houve aumento de 1,4% em relação ao valor do mês de março de 2011 (US$ 918,4 milhões). Neste comparativo, houve crescimento nas vendas das três categorias de produtos.
Nos produtos básicos (5,7%), o aumento ficou por conta, principalmente, de algodão em bruto, petróleo em bruto, fumo em folhas, carne de frango e suína e minério de ferro. Decresceram, no entanto, as vendas de semimanufaturados (-3,8%), devido às quedas em semimanufaturados de ferro e aço, açúcar em bruto, zinco em bruto, ferro fundido, e couros e peles. Houve retração também nas vendas de manufaturados (-2,9%), em razão de automóveis, óleos combustíveis, veículos de carga, calçados e suco de laranja não congelado.
As importações, em março, estão em US$ 6,257 bilhões (média de US$ 893,9 milhões). O resultado ficou 5,8% acima da média de março do ano passado (US$ 844,5 milhões). Neste comparativo, aumentaram os gastos, principalmente, com adubos e fertilizantes (63,1%), instrumentos de ótica e precisão (22,3%), farmacêuticos (22%), químicos orgânicos e inorgânicos (17,9%), siderúrgicos (13,2%), borracha e obras (9,5%), e equipamentos mecânicos (8,1%).
Por Guia Marítimo.
APM Terminals investirá mais US$ 1 bilhão na modernização de Callao
A APN (Autoridade Portuária Nacional do Peru) declarou que, segundo suas previsões, a APM Terminals investirá mais de US$ 1 bilhão na modernização do Terminal Norte Multipropósito do Porto de Callao nos próximos 10 anos.
Frank Boyle, presidente da APN, ressaltou que os investimentos previstos no contrato de concessão da APM Terminals Callao com o governo peruano até 2021 foram superados por mais US$ 780 milhões, necessários para as obras.
A concessionária tem até 2016 para decidir se levará a cabo o desenvolvimento de um obra opcional do Terminal Oeste do porto de Callao, como a ampliação do cais número 5 para 28 metros de extensão e também obras de dragagem.
As etapas I e II, orçadas, respectivamente, em US$ 206 milhões e US$ 101 milhões, para modernização do Terminal Norte, serão realizadas entre este ano e 2014, e visam melhorar toda a movimentação de grãos, ampliar a quantidade de ancoradouros e instalar três gruas para navios de porte grande.
Por Guia Marítimo.
Empresas apresentam interesse na construção de ponte no Canal do Panamá
Dois consórcios e uma empresa apresentaram, nesta semana, documentos de interesse para a licitação da construção da ponte no extremo Atlântico do Canal do Panamá. O consórcio Odebrecht-Hyundai Join Venture (Brasil-Coreia) é um dos que concorre à licitação, junto com Acciona Infraestructuras-Tradeco (Espanha-México) e Vinci Construction Grands Projets (França).
A ACP (Autoridade do Canal do Panamá) informou, por meio de nota oficial, que essa é a primeira de duas etapas para selecionar a empresa que se encarregará da construção da ponte.
O processo de avaliação optará pelo melhor valor e também nos critérios técnicos, experiência e capacidade financeira. Depois desse período, o consórcio pré-qualificado será conhecido e então terá início a segunda etapa, que é a seleção da empreiteira para a construção da obra.
O objetivo da construção da terceira ponta no Canal do Panamá e ligar as duas margens do Canal e o design da ponte será inspirado em obras similare sem países como Espanha, Coreia, França, China e Japão.
Por Guia Marítimo.



