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04.11.10 - qui
Exportações crescem mais que importações pela primeira vez este ano
As exportações brasileiras somaram US$ 18,833 bilhões no mês de outubro, com acréscimo de 37,1% em relação ao mesmo período do ano passado, e pela primeira vez no ano registraram melhor crescimento mensal que as importações. Estas aumentaram 35,9% em igual base de comparação, de acordo com o secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Welber Barral.
As vendas externas também cresceram 2,5%, comparado ao mês anterior, enquanto as importações foram 2,2% menores. Mas, segundo Barral, essa movimentação não pode ser tomada como tendência no comércio internacional. O melhor desempenho das vendas externas decorre, principalmente, do aumento de 58% nos preços de produtos básicos como o minério de ferro, a celulose, o milho, o açúcar e o farelo de soja, entre outros.
Em contrapartida, as importações foram mais concentradas em setembro, com vistas a abastecer o mercado doméstico com produtos típicos de fim de ano, de acordo com Barral. Mas destacou que as compras externas continuam altas, em especial no que se refere a bens de capital (máquinas industriais, veículos, tratores etc.) que cresceram 37,2% em relação a outubro de 2009, mas tiveram diminuição de 10,4% comparado a setembro.
Barral acredita, no entanto, que "deve ocorrer uma pequena acomodação das exportações" nos dois últimos meses do ano, o que normalmente tem acontecido em anos anteriores. Ressaltou, porém, que "é preciso aumentar a competitividade das vendas brasileiras para o mercado externo, começando pela redução da sobrecarga de fretes e da carga tributária, além de resolver desequilíbrios cambiais.
O secretário não revelou o nome, mas afirmou que uma empresa francesa, instalada no Paraná, que exportava parte de sua produção no Brasil para a Argentina, agora exporta diretamente da França para o mercado argentino, porque os custos de movimentação de carga são menos onerosos, apesar da distância.
"Temos que corrigir todas as possíveis distorções que prejudiquem a competitividade da produção brasileira lá fora", disse. E uma das questões mais sérias no momento, acrescentou, é o dumping cambial (negociação com preços abaixo do custo) que "tem distorcido preços no mundo inteiro", e nesse contexto, a reunião de cúpula do G20, na Coreia do Sul, semana que vem, "será de fundamental importância". Precisamos, segundo ele, "aumentar a efetividade do combate à concorrência desleal, em razão de práticas irregulares".
Fonte: Agência Brasil.
04.11.10 - qui
Aumenta número de encomendas de porta-contêineres
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O total de encomendas para novos porta-contêineres no terceiro trimestre de 2010 é de aproximadamente 400 mil Teus (unidade equivalente a um recipiente de 20 pés). O resultado é considerado o maior nível trimestral para novas embarcações em mais de dois anos.
Segundo dados da Lloyds` List - publicação especializada no setor marítimo - o incremento nos pedidos entre julho e setembro é 10 vezes maior que a capacidade encomendada na primeira metade do ano. Estima-se que 228 navios já foram entregues à frota global neste ano.
Apesar da maior parte das encomendas ter sido realizada diretamente pelas transportadoras, o retorno dos armadores aos estaleiros aponta sinais positivos para a frota global de porta-contêineres, segundo a Clarkson Research Services.
A consultoria estima que o segmento de porta-contêineres continuará em bons ventos nos próximos meses, com o trade global apresentando expectativa de alta de 11,5% para o restante do ano, atingindo 138,5 milhões de Teus. "A taxa de incremento no volume do transporte de contêineres observado até o momento tem sido muito mais forte do que as expectativas iniciais", informou a Clarkson.
Cerca de 37% dos porta-contêineres previstos para entrega em 2010 nos primeiros nove meses do ano foram adiados ou cancelados, e 69 embarcações totalizando 113 mil Teus foram enviadas para demolição. No entanto, segundo a Clarkson, o risco de excesso de capacidade continua. "Um número considerável de navios ainda é aguardado para ser adicionado à frota, com uma carteira de encomendas que, apesar de reduzida em relação ao segundo trimestre, ainda equivale a 28% do total da capacidade mundial", conclui o estudo.
Com informações Guia Marítimo
Segundo dados da Lloyds` List - publicação especializada no setor marítimo - o incremento nos pedidos entre julho e setembro é 10 vezes maior que a capacidade encomendada na primeira metade do ano. Estima-se que 228 navios já foram entregues à frota global neste ano.
Apesar da maior parte das encomendas ter sido realizada diretamente pelas transportadoras, o retorno dos armadores aos estaleiros aponta sinais positivos para a frota global de porta-contêineres, segundo a Clarkson Research Services.
A consultoria estima que o segmento de porta-contêineres continuará em bons ventos nos próximos meses, com o trade global apresentando expectativa de alta de 11,5% para o restante do ano, atingindo 138,5 milhões de Teus. "A taxa de incremento no volume do transporte de contêineres observado até o momento tem sido muito mais forte do que as expectativas iniciais", informou a Clarkson.
Cerca de 37% dos porta-contêineres previstos para entrega em 2010 nos primeiros nove meses do ano foram adiados ou cancelados, e 69 embarcações totalizando 113 mil Teus foram enviadas para demolição. No entanto, segundo a Clarkson, o risco de excesso de capacidade continua. "Um número considerável de navios ainda é aguardado para ser adicionado à frota, com uma carteira de encomendas que, apesar de reduzida em relação ao segundo trimestre, ainda equivale a 28% do total da capacidade mundial", conclui o estudo.
Com informações Guia Marítimo
04.11.10 - qui
Brasil teme uma guinada protecionista
As informações que começaram ontem a chegar de Washington a Brasília permitem prever um Congresso mais protecionista nos EUA e dificuldades para avançar com a agenda de liberalização comercial, disse uma autoridade brasileiro.
Mas nem o Itamaraty nem o Palácio do Planalto têm uma avaliação precisa do que esperar da nova configuração política americana.
O secretário de Comércio Exterior, Welber Barral, mostrou-se mais otimista, argumentando que a estratégia de superação da crise nos EUA exige uma atuação mais liberal no comércio. Ele não dá como certo que o novo Congresso tornará o país mais protecionista. "O objetivo do governo Obama é dobrar exportações e isso não será feito sem acordos", comentou."
Os novos parlamentares conservadores do movimento Tea Party, de forte tendência nacionalista, são considerados avessos a compromissos multilaterais.
Com informações valor Econômico
Mas nem o Itamaraty nem o Palácio do Planalto têm uma avaliação precisa do que esperar da nova configuração política americana.
O secretário de Comércio Exterior, Welber Barral, mostrou-se mais otimista, argumentando que a estratégia de superação da crise nos EUA exige uma atuação mais liberal no comércio. Ele não dá como certo que o novo Congresso tornará o país mais protecionista. "O objetivo do governo Obama é dobrar exportações e isso não será feito sem acordos", comentou."
Os novos parlamentares conservadores do movimento Tea Party, de forte tendência nacionalista, são considerados avessos a compromissos multilaterais.
Com informações valor Econômico



