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17.09.09 - qui
Embarques de soja crescem 27%
As exportações de soja em grãos feitas por Mato Grosso acumulam crescimento de 27% em relação ao volume de negócios realizados no período de janeiro a agosto de 2009, contra a mesma temporada de 2008. Conforme detalhes da balança comercial divulgados ontem pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), as vendas do grão somam US$ 3,81 bilhões.
As cifras arrecadadas por meio dos negócios com o grão representam 60,53% do total acumulado pela pauta estadual, que em oito meses de 2009 contabiliza US$ 6,30 bilhões, volume 16,35% acima do acumulado em igual período do ano passado.
Na análise mensal, agosto negociou US$ 804,09 milhões, retração de 10% frente ao saldo do mês anterior. Sobre as exportações, mais de US$ 703 milhões foram arrecadados com vendas de produtos básicos, como a soja em grão. Em relação às importações, a queda mensal é de 52,43%, já que o realizado em agosto somou compras de US$ 66,23 milhões.
Entre os produtos com melhor desempenho até o momento estão milho (+40,23%), carne de frango (+69,11%), couro (+59,56%) e carne suína (+37,07). Já entre os produtos mais negociados, as maiores baixas se concentram no óleo de soja (-75,45), carne bovina (-34,16%) e madeiras bruta (-83,65%) e a serrada (-37,97%).
Fonte:ConexãoMaritima
As cifras arrecadadas por meio dos negócios com o grão representam 60,53% do total acumulado pela pauta estadual, que em oito meses de 2009 contabiliza US$ 6,30 bilhões, volume 16,35% acima do acumulado em igual período do ano passado.
Na análise mensal, agosto negociou US$ 804,09 milhões, retração de 10% frente ao saldo do mês anterior. Sobre as exportações, mais de US$ 703 milhões foram arrecadados com vendas de produtos básicos, como a soja em grão. Em relação às importações, a queda mensal é de 52,43%, já que o realizado em agosto somou compras de US$ 66,23 milhões.
Entre os produtos com melhor desempenho até o momento estão milho (+40,23%), carne de frango (+69,11%), couro (+59,56%) e carne suína (+37,07). Já entre os produtos mais negociados, as maiores baixas se concentram no óleo de soja (-75,45), carne bovina (-34,16%) e madeiras bruta (-83,65%) e a serrada (-37,97%).
Fonte:ConexãoMaritima
17.09.09 - qui
Obras de dragagem representam 55,3% dos investimentos do PAC, diz Ipea
O Ipea (Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas) acaba de lançar, em comemoração aos 45 anos, a publicação "Brasil em Desenvolvimento: Estado, Planejamento e Políticas Públicas", com um capítulo dedicado ao setor portuário.
As conclusões da análise no contexto do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) revelam que os investimentos do programa representam apenas 23% do orçamento total para a resolução dos gargalos nos portos nacionais e engloba 19,2% do número de obras identificadas como necessárias.
De acordo com o Ipea, o PAC aplicará R$ 9,85 bilhões nos portos, enquanto as necessidades totais para o atendimento de gargalos somam R$ 42,88 bilhões.
Outra conclusiva do estudo é que a demanda mais contemplada pelo PAC refere-se às dragagens, com 55,3% do total, que constituem ponto essencial para possibilitar acesso e atracação de navios de grande porte, de modo a ampliar o potencial comercial dos portos.
Na opinião do presidente da ABTP (Associação Brasileira de Terminais Portuários), Wilen Manteli, a análise o Ipea é relevante para indicar tanto para o governo como para a iniciativa privada onde devem ser feitos os investimentos. "O estudo do Ipea é muito importante porque sinaliza claramente a necessidade de se investir em infraestrutura e na supraestrutura dos portos brasileiros", avalia.
Segundo Manteli, o levantamento evidencia que grande parte dos recursos necessários para solucionar as demandas e os gargalos dos portos sairá da iniciativa privada, enquanto os recursos públicos deverão ser destinados à dragagem e outras obras de cais públicos, o que já era previsto. "É evidente que construções de cais, reformas e novos empreendimentos acabem sendo feitos pela iniciativa privada. No entanto, é importante que o governo lance mão de inteligência para efetuar concessões e licitar reformas públicas com o apoio da iniciativa privada", ponderou.
O estudo também revelou que mais portos têm movimentado produtos com maior conteúdo tecnológico, o que comprova mudanças na pauta de comércio internacional. Os valores transacionados médios superam mil dólares por tonelada, especialmente em Niterói (RJ), Itajaí (SC), Manaus (AM), Rio de Janeiro (RJ), Pecém (CE), Santos (SP) e Salvador (BA).
Outra consideração importante do estudo é que os problemas de Santos são comuns a outros portos nacionais, elencados a seguir: congestionamento de caminhões dentro da área do porto, estrutura ferroviária, entraves burocráticos, dificuldade de acesso rodoferroviário para chegar ao porto, falta de espaço e retroáreas para armazenamento de contêineres, terno de 12 homens, áreas nobres ocupadas por produtos de baixo valor agregado, terminais lotados, custos e transit time.
Fonte:ConexãoMaritima
As conclusões da análise no contexto do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) revelam que os investimentos do programa representam apenas 23% do orçamento total para a resolução dos gargalos nos portos nacionais e engloba 19,2% do número de obras identificadas como necessárias.
De acordo com o Ipea, o PAC aplicará R$ 9,85 bilhões nos portos, enquanto as necessidades totais para o atendimento de gargalos somam R$ 42,88 bilhões.
Outra conclusiva do estudo é que a demanda mais contemplada pelo PAC refere-se às dragagens, com 55,3% do total, que constituem ponto essencial para possibilitar acesso e atracação de navios de grande porte, de modo a ampliar o potencial comercial dos portos.
Na opinião do presidente da ABTP (Associação Brasileira de Terminais Portuários), Wilen Manteli, a análise o Ipea é relevante para indicar tanto para o governo como para a iniciativa privada onde devem ser feitos os investimentos. "O estudo do Ipea é muito importante porque sinaliza claramente a necessidade de se investir em infraestrutura e na supraestrutura dos portos brasileiros", avalia.
Segundo Manteli, o levantamento evidencia que grande parte dos recursos necessários para solucionar as demandas e os gargalos dos portos sairá da iniciativa privada, enquanto os recursos públicos deverão ser destinados à dragagem e outras obras de cais públicos, o que já era previsto. "É evidente que construções de cais, reformas e novos empreendimentos acabem sendo feitos pela iniciativa privada. No entanto, é importante que o governo lance mão de inteligência para efetuar concessões e licitar reformas públicas com o apoio da iniciativa privada", ponderou.
O estudo também revelou que mais portos têm movimentado produtos com maior conteúdo tecnológico, o que comprova mudanças na pauta de comércio internacional. Os valores transacionados médios superam mil dólares por tonelada, especialmente em Niterói (RJ), Itajaí (SC), Manaus (AM), Rio de Janeiro (RJ), Pecém (CE), Santos (SP) e Salvador (BA).
Outra consideração importante do estudo é que os problemas de Santos são comuns a outros portos nacionais, elencados a seguir: congestionamento de caminhões dentro da área do porto, estrutura ferroviária, entraves burocráticos, dificuldade de acesso rodoferroviário para chegar ao porto, falta de espaço e retroáreas para armazenamento de contêineres, terno de 12 homens, áreas nobres ocupadas por produtos de baixo valor agregado, terminais lotados, custos e transit time.
Fonte:ConexãoMaritima
16.09.09 - qua
Brasil é destaque na recuperação do mercado imobiliário mundial
De um lado, sete palestrantes apresentam números e informações sobre os fundamentos da economia brasileira e os diferentes segmentos do mercado imobiliário. De outro, cerca de 150 pessoas sentadas em uma plateia atenta assistem, interessadas, a cada um dos detalhes expostos. "Vender" o Brasil está mais fácil. O país que primeiro emergiu da crise é capaz de impressionar olhos e ouvidos acostumados a más notícias. Investidores estrangeiros machucados pela crise ainda estão se refazendo das fortes perdas que tiveram, mas conseguem ver no Brasil a luz que continua apagada em praticamente todo o resto do mundo.
"O humor aqui nos Estados Unidos continua muito ruim, se os investidores não vem a um lugar onde todo mundo fala a mesma coisa fica até difícil acreditar que o cenário seja tão positivo no Brasil", afirma José Paim, presidente da Max Cap Real Estate Investment Advisors, um dos palestrantes brasileiros do Brazil Real Estate Conference. Pela primeira vez, o governo brasileiro participa de um evento como esse. Maria Fernanda Coelho, presidente da Caixa Econômica Federal, veio apresentar o programa Minha Casa, Minha Vida, que apesar do nome em português, já faz parte do vocabulário dos investidores interessados no Brasil e no tão festejado mercado de baixa renda.
O Brasil está na moda, é o que se diz por aqui. E as empresas brasileiras do setor imobiliário aproveitam a conjunção de fatores positivos para atrair investimentos ao país. A favor do Brasil existem fatores externos, como a concorrência mais fraca de outros países emergentes. Dos BRIC, segundo os investidores, apenas a China disputa com o Brasil, apesar das grandes diferenças entre os dois países.
Internamente, uma soma de fatores faz com que o timing seja muito favorável ao Brasil. Fundamentos macroeconômicos sólidos, como a queda das taxas de juros, o crescimento da classe média e da renda per capita e um crescimento estimado de cerca de 4,8% do PIB em 2010, chamam a atenção. Ao lado de fatores específicos do setor que foram resolvidos ao longo dos anos - como alienação fiduciária, patrimônio de afetação, securitização de ativos e uma sólida evolução do mercado de capitais. "Juntos, esses fatores formam um cenário único e inédito para o setor", afirma David Lawant, analista do setor imobiliário da Itaú Corretora. "O Brasil se recuperou mais rápido do que se imaginava, principalmente no setor imobiliário."
Por fim, o programa habitacional do governo do alinhavou os últimos fatores que faltavam para completar um cenário de demanda aquecida. Por conta do Minha Casa, Minha Vida, a baixa renda ganha destaque entre os diferentes segmentos do mercado imobiliário brasileiro. "Se não fosse a crise não teríamos o programa do governo", afirma Carlos Trostli, presidente da Tenda, que teve um aumento de 45% das vendas no segundo trimestre. A empresa, comprada pela Gafisa no ano passado, é uma das que mais se encaixa no programa. No primeiro semestre, 88% das vendas de R$ 620 milhões foram consequência do Minha Casa, Minha Vida. "Os investidores tem nos procurado para saber detalhes do programa e como a Tenda se beneficia."
O nível de dúvida dos investidores presentes ao evento mostra que muita gente está fazendo a lição de casa. Há poucas dúvidas superficiais e a maioria já mostra conhecimento sobre o mercado. Entre os questionamentos, há desde as diferenças entre os programas do Brasil e do México, a capacidade de operacionalização do plano do governo, a possível falta de mão-de-obra e insumos, o quanto o Bolsa Família ajuda a movimentar o segmento de baixa renda, se faltará terra para os novos empreendimentos e até se o Brasil corre o risco de ter um sub-prime.
Heidi Thompson, da Daiwa Asset Management, empresa de gestão de recursos japonês, já investiu US$ 215 milhões em ações de empresas brasileiras (Gafisa, Cyrela, Rossi, PDG, MRV, Agra e BR Malls), entoa o coro de que o segmento econômico é um dos mais atrativos no mercado imobiliário, pelo potencial de crescimento. Mas teme pelo risco político no próximo ano.
Outro fundo que já tem investimentos no Brasil, mas ainda procura novas oportunidades, é o Janus Capital Group, com ações da MRV, Cyrela, Rossi, PDG e Rodobens. Matthew Hochstetler, da Janus, vê uma transformação inédita no mercado imobiliário brasileiro. "Estamos muito otimistas com o Brasil, são vários fatores positivos, que não existiam nas últimas décadas", diz. O belga Reginald Neirynck, da Saivest Strategic Alternative Investments, acaba de montar um escritório no Brasil para investir em projetos de imóveis comerciais e logística. "Só me interessa investir no Brasil agora
Fonte:NetMarinha
"O humor aqui nos Estados Unidos continua muito ruim, se os investidores não vem a um lugar onde todo mundo fala a mesma coisa fica até difícil acreditar que o cenário seja tão positivo no Brasil", afirma José Paim, presidente da Max Cap Real Estate Investment Advisors, um dos palestrantes brasileiros do Brazil Real Estate Conference. Pela primeira vez, o governo brasileiro participa de um evento como esse. Maria Fernanda Coelho, presidente da Caixa Econômica Federal, veio apresentar o programa Minha Casa, Minha Vida, que apesar do nome em português, já faz parte do vocabulário dos investidores interessados no Brasil e no tão festejado mercado de baixa renda.
O Brasil está na moda, é o que se diz por aqui. E as empresas brasileiras do setor imobiliário aproveitam a conjunção de fatores positivos para atrair investimentos ao país. A favor do Brasil existem fatores externos, como a concorrência mais fraca de outros países emergentes. Dos BRIC, segundo os investidores, apenas a China disputa com o Brasil, apesar das grandes diferenças entre os dois países.
Internamente, uma soma de fatores faz com que o timing seja muito favorável ao Brasil. Fundamentos macroeconômicos sólidos, como a queda das taxas de juros, o crescimento da classe média e da renda per capita e um crescimento estimado de cerca de 4,8% do PIB em 2010, chamam a atenção. Ao lado de fatores específicos do setor que foram resolvidos ao longo dos anos - como alienação fiduciária, patrimônio de afetação, securitização de ativos e uma sólida evolução do mercado de capitais. "Juntos, esses fatores formam um cenário único e inédito para o setor", afirma David Lawant, analista do setor imobiliário da Itaú Corretora. "O Brasil se recuperou mais rápido do que se imaginava, principalmente no setor imobiliário."
Por fim, o programa habitacional do governo do alinhavou os últimos fatores que faltavam para completar um cenário de demanda aquecida. Por conta do Minha Casa, Minha Vida, a baixa renda ganha destaque entre os diferentes segmentos do mercado imobiliário brasileiro. "Se não fosse a crise não teríamos o programa do governo", afirma Carlos Trostli, presidente da Tenda, que teve um aumento de 45% das vendas no segundo trimestre. A empresa, comprada pela Gafisa no ano passado, é uma das que mais se encaixa no programa. No primeiro semestre, 88% das vendas de R$ 620 milhões foram consequência do Minha Casa, Minha Vida. "Os investidores tem nos procurado para saber detalhes do programa e como a Tenda se beneficia."
O nível de dúvida dos investidores presentes ao evento mostra que muita gente está fazendo a lição de casa. Há poucas dúvidas superficiais e a maioria já mostra conhecimento sobre o mercado. Entre os questionamentos, há desde as diferenças entre os programas do Brasil e do México, a capacidade de operacionalização do plano do governo, a possível falta de mão-de-obra e insumos, o quanto o Bolsa Família ajuda a movimentar o segmento de baixa renda, se faltará terra para os novos empreendimentos e até se o Brasil corre o risco de ter um sub-prime.
Heidi Thompson, da Daiwa Asset Management, empresa de gestão de recursos japonês, já investiu US$ 215 milhões em ações de empresas brasileiras (Gafisa, Cyrela, Rossi, PDG, MRV, Agra e BR Malls), entoa o coro de que o segmento econômico é um dos mais atrativos no mercado imobiliário, pelo potencial de crescimento. Mas teme pelo risco político no próximo ano.
Outro fundo que já tem investimentos no Brasil, mas ainda procura novas oportunidades, é o Janus Capital Group, com ações da MRV, Cyrela, Rossi, PDG e Rodobens. Matthew Hochstetler, da Janus, vê uma transformação inédita no mercado imobiliário brasileiro. "Estamos muito otimistas com o Brasil, são vários fatores positivos, que não existiam nas últimas décadas", diz. O belga Reginald Neirynck, da Saivest Strategic Alternative Investments, acaba de montar um escritório no Brasil para investir em projetos de imóveis comerciais e logística. "Só me interessa investir no Brasil agora
Fonte:NetMarinha

