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22.09.09 - ter
China deve anunciar hoje, na ONU, plano contra o aquecimento global
O diretor da agência da ONU responsável por questões relativas a mudanças climáticas disse ontem acreditar que a China será "líder mundial" no combate a mudanças climáticas a partir de hoje, quando Hu Jintao, o presidente chinês, discursar na minicúpula climática em Nova York.
Hu deve anunciar medidas que "desviarão significativamente as emissões chineses" do patamar atual e do níveis previstos para o futuro, disse Yvo de Boer. Será "bastante irônico", acrescentou ele, ouvir tal declaração "num país [os EUA] que estão firmemente convencidos de que a China nada está fazendo para combater as mudanças climáticas".
Os líderes mundiais estarão prestando atenção para ver se Hu fará referência à denominada "meta de intensidade de carbono" em seu discurso.
Uma meta assim comprometeria a China, maior emissora mundial de carbono, a reduzir a quantidade de gases causadores do efeito estufa que produz para cada unidade de renda nacional e estimularia a migração mais rápida rumo a fontes energéticas alternativas. Mas permitiria ao país evitar assumir metas obrigatórias de redução de emissões, que prejudicariam o seu desenvolvimento industrial.
A posição chinesa é considerada como crucial para o êxito dos esforços visando selar um acordo sobre mudanças climáticas, que será negociado Copenhague ainda neste ano. "Se eles [os chineses] assumirem uma meta de intensidade de emissão de carbono, isso seria um grande avanço", disse ontem Ed Miliband, ministro de Energia britânico, em New York.
Com sua presença em Nova York, Hu será o primeiro presidente chinês a participar de uma sessão da Assembleia Geral da ONU. Diplomatas chineses esperam que, se anunciarem suas próprias metas ousadas de uso mais eficaz de energia e outras medidas para incrementar o uso de fontes renováveis, sofrerão menores pressões em Copenhague para firmar compromissos de metas obrigatórias de cortes nas emissões, algo que, até agora, rejeitam.
A China já se comprometeu a melhorar em 20% a eficiência energética entre 2006 e 2010, e autoridades disseram que a meta para o período seguinte de cinco anos será ainda mais ambiciosa.
De Boer disse ontem ser "absolutamente essencial" que China e EUA, os maiores poluidores, reduzam suas emissões, mas admitiu que ambos têm obstáculos políticos a transpor. "Hu detalhará suas políticas no contexto do plano quinquenal [chinês, para 2011-15]", disse De Boer, acrescentando que uma postura positiva do presidente chinês ajudaria o presidente americano, Barack Obama, a superar a resistência interna a medidas contra o aquecimento mundial.
A Câmara dos Deputados dos EUA aprovou um projeto de lei contra as mudanças climáticas, mas a discussão no Senado foi adiada devido ao debate sobre a reforma do sistema de saúde.
Em maio, José Manuel Barroso, presidente da Comissão Europeia (CE), saudou o aparente progresso americano no corte de emissões de veículos, com o intuito de buscar induzir a China e seu premiê, Wen Jiabao, a se engajar no combate ao aquecimento mundial.
À época, China e Índia eram vistas como os países que mais provavelmente resistiriam a assumir compromissos de redução nas emissões de gases-estufa. Hoje, à medida que se intensificam os esforços visando um acordo mundial sobre o clima, as autoridade em Bruxelas estão fazendo uma reavaliação surpreendente: são os EUA - mais do que a China - o obstáculo a um acordo.
Até agora, os europeus vêm contendo as críticas a Obama, temendo que isso possa provocar uma reação adversa exatamente no momento em que o presidente tenta convencer a opinião pública americana cética sobre a necessidade de combater o aquecimento mundial.
Mas, em vista da proximidade da cúpula de Copenhague, em dezembro, pelo menos algumas autoridades acreditam que já é hora de aplicar mais pressão publicamente.
Fonte:NetMarinha
Hu deve anunciar medidas que "desviarão significativamente as emissões chineses" do patamar atual e do níveis previstos para o futuro, disse Yvo de Boer. Será "bastante irônico", acrescentou ele, ouvir tal declaração "num país [os EUA] que estão firmemente convencidos de que a China nada está fazendo para combater as mudanças climáticas".
Os líderes mundiais estarão prestando atenção para ver se Hu fará referência à denominada "meta de intensidade de carbono" em seu discurso.
Uma meta assim comprometeria a China, maior emissora mundial de carbono, a reduzir a quantidade de gases causadores do efeito estufa que produz para cada unidade de renda nacional e estimularia a migração mais rápida rumo a fontes energéticas alternativas. Mas permitiria ao país evitar assumir metas obrigatórias de redução de emissões, que prejudicariam o seu desenvolvimento industrial.
A posição chinesa é considerada como crucial para o êxito dos esforços visando selar um acordo sobre mudanças climáticas, que será negociado Copenhague ainda neste ano. "Se eles [os chineses] assumirem uma meta de intensidade de emissão de carbono, isso seria um grande avanço", disse ontem Ed Miliband, ministro de Energia britânico, em New York.
Com sua presença em Nova York, Hu será o primeiro presidente chinês a participar de uma sessão da Assembleia Geral da ONU. Diplomatas chineses esperam que, se anunciarem suas próprias metas ousadas de uso mais eficaz de energia e outras medidas para incrementar o uso de fontes renováveis, sofrerão menores pressões em Copenhague para firmar compromissos de metas obrigatórias de cortes nas emissões, algo que, até agora, rejeitam.
A China já se comprometeu a melhorar em 20% a eficiência energética entre 2006 e 2010, e autoridades disseram que a meta para o período seguinte de cinco anos será ainda mais ambiciosa.
De Boer disse ontem ser "absolutamente essencial" que China e EUA, os maiores poluidores, reduzam suas emissões, mas admitiu que ambos têm obstáculos políticos a transpor. "Hu detalhará suas políticas no contexto do plano quinquenal [chinês, para 2011-15]", disse De Boer, acrescentando que uma postura positiva do presidente chinês ajudaria o presidente americano, Barack Obama, a superar a resistência interna a medidas contra o aquecimento mundial.
A Câmara dos Deputados dos EUA aprovou um projeto de lei contra as mudanças climáticas, mas a discussão no Senado foi adiada devido ao debate sobre a reforma do sistema de saúde.
Em maio, José Manuel Barroso, presidente da Comissão Europeia (CE), saudou o aparente progresso americano no corte de emissões de veículos, com o intuito de buscar induzir a China e seu premiê, Wen Jiabao, a se engajar no combate ao aquecimento mundial.
À época, China e Índia eram vistas como os países que mais provavelmente resistiriam a assumir compromissos de redução nas emissões de gases-estufa. Hoje, à medida que se intensificam os esforços visando um acordo mundial sobre o clima, as autoridade em Bruxelas estão fazendo uma reavaliação surpreendente: são os EUA - mais do que a China - o obstáculo a um acordo.
Até agora, os europeus vêm contendo as críticas a Obama, temendo que isso possa provocar uma reação adversa exatamente no momento em que o presidente tenta convencer a opinião pública americana cética sobre a necessidade de combater o aquecimento mundial.
Mas, em vista da proximidade da cúpula de Copenhague, em dezembro, pelo menos algumas autoridades acreditam que já é hora de aplicar mais pressão publicamente.
Fonte:NetMarinha
22.09.09 - ter
Com déficit, Rússia prepara privatizações
A Rússia planeja uma onda de privatizações de portos, aeroportos, empresas de transporte marítimo e da petroleira Rosneft. O objetivo, segundo o primeiro vice-premiê, Igor Shuvalov, é aumentar a receita estatal já no segundo semestre deste ano.
Shuvalov, que teve um papel central na adoção de políticas anti-crise financeira, disse no domingo que o governo começou a trabalhar no processo de privatização. O projeto não só engordaria o Orçamento do país mas também permitiria que as empresas investissem em infraestrutura. E a corrupção, acrescentou, tende a cair.
"Quando o mercado estava muito bom e estávamos arrecadando dinheiro para nossas reservas, não falávamos muito sobre privatização." Essa época, disse ele em Washington, "praticamente acabou". O vice-premiê participa da reunião do G-20 esta semana em Pittsburgh. "Acho que agora é a hora que podemos voltar a isso [privatizações]", já que o país não precisa desses ativos e porque há muita gente envolvida em corrupção.
Cerca de 5.500 companhias poderiam ser "convertidas em empresas mistas ou podemos vender as ações", disse Shuvalov. Entre elas estão as que administram portos e aeroportos, que precisam, segundo o vice-premiê, de "enormes" investimentos em infraestrutura e, possivelmente, a estatal Rosneft.
O governo russo planeja vender até 20% da empresa transporte marítimo Sovcomflot ainda este ano, mas a maior parte das privatizações só seriam realizadas a partir do segundo semestre de 2010.
"Acredito que precisamos esperar um pouco", disse Shuvalov. "Quando a situação estiver mais estável, melhor e mais segura do que agora. Talvez no segundo semestre no próximo ano, mas precisamos começar a trabalhar agora. É realmente um plano que estamos esboçando agora."
Uma das prioridades da Rússia na reunião do G-20 é aprofundar as discussões sobre sua entrada na Organização Mundial do Comércio.
Fonte:NetMarinha
Shuvalov, que teve um papel central na adoção de políticas anti-crise financeira, disse no domingo que o governo começou a trabalhar no processo de privatização. O projeto não só engordaria o Orçamento do país mas também permitiria que as empresas investissem em infraestrutura. E a corrupção, acrescentou, tende a cair.
"Quando o mercado estava muito bom e estávamos arrecadando dinheiro para nossas reservas, não falávamos muito sobre privatização." Essa época, disse ele em Washington, "praticamente acabou". O vice-premiê participa da reunião do G-20 esta semana em Pittsburgh. "Acho que agora é a hora que podemos voltar a isso [privatizações]", já que o país não precisa desses ativos e porque há muita gente envolvida em corrupção.
Cerca de 5.500 companhias poderiam ser "convertidas em empresas mistas ou podemos vender as ações", disse Shuvalov. Entre elas estão as que administram portos e aeroportos, que precisam, segundo o vice-premiê, de "enormes" investimentos em infraestrutura e, possivelmente, a estatal Rosneft.
O governo russo planeja vender até 20% da empresa transporte marítimo Sovcomflot ainda este ano, mas a maior parte das privatizações só seriam realizadas a partir do segundo semestre de 2010.
"Acredito que precisamos esperar um pouco", disse Shuvalov. "Quando a situação estiver mais estável, melhor e mais segura do que agora. Talvez no segundo semestre no próximo ano, mas precisamos começar a trabalhar agora. É realmente um plano que estamos esboçando agora."
Uma das prioridades da Rússia na reunião do G-20 é aprofundar as discussões sobre sua entrada na Organização Mundial do Comércio.
Fonte:NetMarinha
22.09.09 - ter
Mercado descarta PIB negativo em 2009, pela primeira vez desde março
O mercado finalmente se convenceu que a desaceleração da atividade econômica no Brasil não foi forte o suficiente para que o Produto Interno Bruto (PIB) de 2009 seja, em termos reais, inferior ao de 2008, sinaliza pesquisa de expectativas feita pelo Banco Central. Colhida na sexta-feira, a nova mediana das projeções para este indicador ainda não chega a apontar crescimento real do PIB este ano. Mas, pela primeira vez desde o fim de março, pelo menos não prevê redução real do produto.
A pesquisa da semana anterior indicava queda de 0,15% do PIB. No fim de maio, a mediana chegou a apontar queda real de 0,73%. Apesar da crise financeira mundial e dos seus efeitos sobre o país, o governo nunca sancionou o excesso de pessimismo do mercado em relação ao comportamento da atividade econômica este ano. Estimada em 4,5% no projeto original de Orçamento para 2009, encaminhado em agosto de 2008, a taxa de crescimento real esperada pelos ministérios da Fazenda e do Planejamento para este ano, atualmente 1%, foi revista, mas manteve-se sempre positiva. Os relatórios trimestrais de inflação mostraram que o BC tampouco chegou a trabalhar com hipótese de variação negativa do PIB em 2009.
Pela nova pesquisa do Banco Central, o mercado espera estabilidade do valor real do PIB total, apesar da prever queda de 7,25% no PIB do setor industrial. A redução seria compensada pelo aumento de atividade em outros setores da economia.
Para 2010, os bancos e empresas participantes da pesquisa preveem crescimento econômico real de 4,2%, o que também representa melhora de expectativas. Na pesquisa anterior, a mediana das projeções para a variação do PIB no próximo ano estava em 4%. Para a indústria especificamente, permaneceu a mediana de 6%.
As projeções de inflação mudaram pouco, mas também foram alteradas em comparação à sondagem da semana anterior. Para o IPCA, a expectativa agora é de variação de 4,31% em 2009 e de 4,3% em 2010. Para o IGP-DI, a expectativa é de deflação de 0,2% este ano e de inflação de 4,5% no ano que vem. O mercado prevê deflação também em relação aos preços que compõem o IGP-M, nesse caso, de 0,61% para este ano.
Para 2010, a mediana das projeções de variação do mesmo índice indica inflação de 4,5%. Para o IPC da Fipe, a mediana aponta aumento do índice tanto em 2009 (4,2%) quanto em 2010 (4,45%). Para este e o próximo ano, a meta de inflação do governo, que refere-se ao IPCA, é de 4,5%.
Fonte:NetMarinha
A pesquisa da semana anterior indicava queda de 0,15% do PIB. No fim de maio, a mediana chegou a apontar queda real de 0,73%. Apesar da crise financeira mundial e dos seus efeitos sobre o país, o governo nunca sancionou o excesso de pessimismo do mercado em relação ao comportamento da atividade econômica este ano. Estimada em 4,5% no projeto original de Orçamento para 2009, encaminhado em agosto de 2008, a taxa de crescimento real esperada pelos ministérios da Fazenda e do Planejamento para este ano, atualmente 1%, foi revista, mas manteve-se sempre positiva. Os relatórios trimestrais de inflação mostraram que o BC tampouco chegou a trabalhar com hipótese de variação negativa do PIB em 2009.
Pela nova pesquisa do Banco Central, o mercado espera estabilidade do valor real do PIB total, apesar da prever queda de 7,25% no PIB do setor industrial. A redução seria compensada pelo aumento de atividade em outros setores da economia.
Para 2010, os bancos e empresas participantes da pesquisa preveem crescimento econômico real de 4,2%, o que também representa melhora de expectativas. Na pesquisa anterior, a mediana das projeções para a variação do PIB no próximo ano estava em 4%. Para a indústria especificamente, permaneceu a mediana de 6%.
As projeções de inflação mudaram pouco, mas também foram alteradas em comparação à sondagem da semana anterior. Para o IPCA, a expectativa agora é de variação de 4,31% em 2009 e de 4,3% em 2010. Para o IGP-DI, a expectativa é de deflação de 0,2% este ano e de inflação de 4,5% no ano que vem. O mercado prevê deflação também em relação aos preços que compõem o IGP-M, nesse caso, de 0,61% para este ano.
Para 2010, a mediana das projeções de variação do mesmo índice indica inflação de 4,5%. Para o IPC da Fipe, a mediana aponta aumento do índice tanto em 2009 (4,2%) quanto em 2010 (4,45%). Para este e o próximo ano, a meta de inflação do governo, que refere-se ao IPCA, é de 4,5%.
Fonte:NetMarinha

