22.09.09 - ter

Infraero revela interesses na ampliação do aeroporto de VG

 O presidente da Empresa Brasileira de Infra-estrutura Aeroportuária (Infraero), Murilo Marques Barboza afirmou que, a estatal tem interesses comerciais na ampliação do aeroporto de Várzea Grande, Marechal Rondon, para operação de vôos internacionais e garantiu que os investimentos beneficiarão não somente a Copa do Mundo em Cuiabá em 2014, mas, sobretudo o pós Copa que também será importante para o crescimento de todo o Brasil.
“A ampliação do aeroporto transcende a Copa do Mundo, porque será importante para crescimento do Brasil. A Infraero estará presente antes, durante e depois do mundial de futebol, porque temos interesses na ampliação do aeroporto para operação de vôos internacionais. Cuiabá é uma cidade com muito potencial, por estar na fronteira de vários países”, declarou Barboza.
Segundo o presidente da Infraero, o Itamarati solicitou que a estatal desse suporte de ampliação aos aeroportos das cidades que têm potencial em operar vôos transfronteiriços.
No sentido de concretizar o quanto antes a infra-estrutura aeroportuária na Cidade Industrial, Barboza pediu a união de esforços da bancada de Mato Grosso, do governador do estado, Blairo Maggi (PR) e dos prefeitos de Cuiabá, Wilson Santos (PSDB) e Várzea Grande, Murilo Domingos (PR), para desenvolverem juntos o planejamento urbanístico das cidades, estrutura necessária para suporte da ampliação das áreas de transporte de passageiros como também de cargas.
“Vamos aproveitar o embalo da Copa do Mundo em Cuiabá, porque a Copa vai sair no arrasto. O evento é importante mas, temos que pensar no futuro”, pontuou.
O diretor de operações e engenharia da Infraero, João Jordão, afirmou que a estatal quer dar celeridade no andamento das obras do aeroporto, e tem objetivo de entregar 40% de tempo antes do prazo estabelecido.

Fonte:NetMarinha
22.09.09 - ter

É cedo para desativar políticas de estímulo', diz Mantega

 O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que é muito cedo para que as políticas de estímulo à economia adotadas por diversos países em meio à crise mundial sejam desativadas.
"É claro que cada país terá o seu ritmo e os seus problemas para resolver. Mas não é ainda o tempo certo para sinalizarmos uma desativação das políticas de estímulo. Nós devemos continuar de modo a consolidar o crescimento", disse Mantega nesta segunda-feira, em entrevista exclusiva ao correspondente da BBC no Brasil, Gary Duffy.
"Não podemos dar a mensagem para os mercados de que nós vamos começar a nos preocupar com a dívida pública, com o déficit. Alguns países podem se precipitar e anunciar a elevação da taxa de juros. Tudo isso seria nesse momento improdutivo", disse o ministro, às vésperas da reunião de cúpula do G20, que começa nesta quinta-feira em Pittsburgh, nos Estados Unidos.
No encontro, chefes de Estado dos países que compõem o grupo das 20 principais economias do planeta (entre elas o Brasil) deverão discutir uma estratégia de saída para reduzir os programas de socorro ao mercado adotados a partir de setembro de 2008, quando a crise se acentuou.
Regulamentação
Também estará na pauta do encontro uma nova regulamentação do sistema financeiro internacional.
"Nós sabemos que uma das principais causas dessa crise foi a falta de regulação dos mercados financeiros. Portanto, não podemos deixar isto passar e permitir que os mercados financeiros criem uma nova crise. É o momento de fazer uma mudança nas regras de regulação", afirmou Mantega.
Segundo o ministro, é preciso diminuir os "exageros" feitos durante a crise. "Nós temos que exigir mais capital dos bancos, os bancos não podem se meter em aventuras financiando atividades não-sustentáveis. Nós não podemos permitir que sejam pagos bônus para as diretorias através simplesmente do desempenho", disse.
O ministro afirmou que os bancos deveriam ser submetidos anualmente a um teste de estresse, como foi feito pelos Estados Unidos, para avaliar a necessidade de aumento de capital.
Também disse que seria necessário um registro das operações de derivativos em escala internacional, "de modo que a gente saiba quem está com risco e quem está sem risco".
Emergentes
Mantega disse que, quase um ano após a reunião do G20 em Washington (em novembro de 2008), no encontro desta semana alguns líderes vão falar "que é hora de tornar o G20 uma instituição permanente".
De acordo o ministro, os países emergentes vêm sendo tratados com mais respeito pelas nações avançadas e participam mais ativamente das decisões.
"Os Brics (Brasil, Rússia, Índia e China) se reúnem regularmente, nós já somos um grupo de influência muito forte, e nós somos os principais responsáveis pela retomada do crescimento mundial. Acredito que esta situação vai se consolidar", disse.
FMI e Banco Mundial
No entanto, segundo Mantega, é preciso que os países emergentes tenham não apenas palavra no G20, mas direito a voto de fato.
O ministro voltou a falar sobre a necessidade de reforma no Fundo Monetário Internacional (FMI) e no Banco Mundial, "para que de fato sejam instituições multilaterais que tenham o poder de atuar nas crises e que sejam respaldadas por legitimidade".
"Nós temos que ser seduzidos a participar, a colocar mais dinheiro, a ter uma atuação conjunta, desde que nós tenhamos o direito a voto que têm hoje os países avançados", disse.
"Estamos propondo que rapidamente se faça uma reforma no FMI, transferindo 7% da participação acionária dos países avançados, principalmente os países europeus, que não têm o mesmo peso econômico que tinham no passado, de modo que os países emergentes possam ter um peso maior nas decisões desses organismos", afirmou.
O ministro disse que já há consenso sobre a necessidade de reforma nesses organismos e que a discussão é sobre o percentual que caberá aos países emergentes. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

Fonte:NetMarinha
22.09.09 - ter

Ásia vai liderar recuperação da crise, diz banco de desenvolvimento

 As economias da Ásia, com a chinesa à frente, dão sinais que liderarão a recuperação da crise financeira mundial, segundo o BAD (Banco Asiático de Desenvolvimento), segundo avaliação que consta do relatório semestral da instituição, divulgado nesta terça-feira.
Segundo o documento, a economia da Ásia --excluído o Japão-- crescerá 3,9% em 2009, acima dos 3,4% estimados em sua previsão de março passado. O banco ainda elevou de 6% para 6,4% a previsão de crescimento da região em 2010.
Em relação à China, o BAD assinalou que a terceira maior economia do mundo registrará neste ano uma expansão de 8,2%, contra 7% previstos no relatório anterior. A economia da Índia, por sua vez, crescerá 6 % em 2009, um ponto percentual superior ao total estimado em princípio pelo BAD.
O banco considera que em 2010, a economia da China se expandirá 8,9%, enquanto a da Índia terá expansão de 7%.
Segundo o BAD, Ásia sairá antes que outras regiões da pior recessão econômica mundial das últimas oito décadas, em parte, graças ao gasto público que fizeram os governos destes países e as políticas fiscais de corte de impostos que adotaram.
Para resistir a maior queda de suas exportações em duas décadas, principal causa de seu menor crescimento, o governo da China destinou cerca de US$ 586 bilhões a medidas que perseguem estimular sua economia.Durante do primeiro semestre, o investimento na China representou 7,1% do crescimento econômico registrado no período.
"Apesar da piora das condições no entorno econômico mundial, os países em desenvolvimento da Ásia liderarão a recuperação mundial", apontou o economista-chefe do BAD, Jong-Wa Lee, na apresentação do relatório.
A economia da Indonésia crescerá 4,3% em 2009, contra previsão anterior de expansão de 3,6 %.
Os governos da Coreia do Sul e de outros países do Sudeste Asiático aprovaram também medidas de estímulo para impulsionar a despesa interna.
O BAD calcula que, em conjunto, esses países asiáticos injetaram na economia regional, mais de US$ 700 bilhões, mas ainda estão em recessão. A economia sul-coreana terá recuo de 3,6% neste ano, maior que o de 2% previsto anteriormente. Tailândia, Malásia e Cingapura continuarão estagnadas, o que deve levar o Sudeste Asiático a ter um crescimento econômico de 0,1% em 2009.
O BAD alertou que recuperação da Ásia é ainda débil e que portanto existe o risco que descarrile se das políticas financeiras desaparecem as medidas de apoio fiscal e monetário que aplicou desde finais do ano passado.
"Corte de impostos, maior gasto público, assistência e políticas monetárias manejáveis robustecem o consumo e o investimento", destacou o banco. "A melhora das perspectivas econômicas não deve fazer com que as economias emergentes da Ásia caiam na complacência."
No ano passado a economia da Ásia cresceu 6,3% e 9,5% em 2007, de acordo ao BAD.

Fonte:NetMarinha
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