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23.09.09 - qua
China e EUA prometem esforços sobre clima, mas não dão detalhes
Os presidente de China e EUA falaram ontem sobre os esforços dos dois países para conter as emissões de poluentes que causam o aquecimento global, mas ressaltaram os obstáculos às negociações, num possível mau presságio para a conferência climática da ONU em dezembro.
O presidente chinês, Hu Jintao, apresentou na reunião sobre clima em Nova York um plano para reduzir o ritmo das emissões de poluentes das fábricas e usinas do país e ampliar o uso de energia nuclear e de outras fontes renováveis.Mas as promessas ficaram aquém do esperado, porque Hu não falou de nenhuma meta específica para as emissões do país.
O presidente americano, Barack Obama, tampouco empolgou ao falar a mais de 100 governantes na última reunião de cúpula antes da conferência de dezembro, em Copenhague, onde os países tentarão assinar um tratado climático para substituir o atual acordo de Kyoto. Obama citou as iniciativas em seus oito meses de governo na área climática, mas não anunciou novas propostas. EUA e China são os maiores poluidores do mundo.
Hu Jintao - que teria uma reunião reservada com Obama à noite - disse que a China vai crescer a um ritmo menor no futuro e que vai depender mais de fontes de energia renováveis. "Vamos nos empenhar para cortar emissões de dióxido de carbono por unidade de PIB em uma proporção notável até 2020 em relação aos níveis de 2005", disse o líder chinês.
O compromisso de Hu - feito sem dar números nem metas - foi recebido mais como uma tentativa de acalmar críticos, principalmente em Washington, que dizem que Pequim está fazendo pouco no combate ao aquecimento global. O temor da China é que parceiros comerciais venham a impor algum tipo de taxa de carbono sobre produtos chineses.
Obama disse que está acabando o tempo para o mundo reverter um caminho de catástrofes climáticas e que a geração atual será julgada por suas ações nesse área. Mas, ao mesmo tempo, pareceu jogar água fria nas expectativas sobre a conferência de Copenhague. Disse que os governos devem encarar a conferência como "um significativo passo adiante no combate global contra a mudança climática". Segundo ele, todos os governos estão enfrentando problemas para assumir compromissos com agenda climática quando "a prioridade mais imediata" é fazer suas economias saírem da crise.
Ao abrir a minicúpula de um dia em Nova York, o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, procurou palavras duras. "Não obter um acordo amplo em Copenhague será moralmente imperdoável, economicamente míope, e algo pouco inteligente do ponto de vista político."
Tanto Hu Jintao quanto Barack Obama causaram frustração entre ambientalistas. Knut Alfsen, diretor de pesquisas do Centro de Pesquisas Internacionais sobre Clima e Energia, de Oslo, disse que "foi um pouco decepcionante o fato de que a China não de um número para a intensidade dos gases de efeito estufa. Eu esperava que isso fosse apresentado agora". Mas ele disse que, mesmo assim, houve um avanço. "Há cinco anos, o clima era um não-problema para a China." Agora, segundo ele, a situação é outra. "Eles estão dizendo: 'nós vamos vamos fazer alguma coisa agora'. Essa é uma tremenda mudança".
A reação ao primeiro pronunciamento de Obama na ONU foi menos amistosa. "Estamos realmente muito, muito decepcionados com que Obama disse", afirmou Thomas Henningsen, coordenador da área climática do Greenpeace. "É, na verdade, mais um revés do que um passo adiante", disse ele, observando que o presidente americano não prometeu nada de concreto.
Fonte:NetMarinha
O presidente chinês, Hu Jintao, apresentou na reunião sobre clima em Nova York um plano para reduzir o ritmo das emissões de poluentes das fábricas e usinas do país e ampliar o uso de energia nuclear e de outras fontes renováveis.Mas as promessas ficaram aquém do esperado, porque Hu não falou de nenhuma meta específica para as emissões do país.
O presidente americano, Barack Obama, tampouco empolgou ao falar a mais de 100 governantes na última reunião de cúpula antes da conferência de dezembro, em Copenhague, onde os países tentarão assinar um tratado climático para substituir o atual acordo de Kyoto. Obama citou as iniciativas em seus oito meses de governo na área climática, mas não anunciou novas propostas. EUA e China são os maiores poluidores do mundo.
Hu Jintao - que teria uma reunião reservada com Obama à noite - disse que a China vai crescer a um ritmo menor no futuro e que vai depender mais de fontes de energia renováveis. "Vamos nos empenhar para cortar emissões de dióxido de carbono por unidade de PIB em uma proporção notável até 2020 em relação aos níveis de 2005", disse o líder chinês.
O compromisso de Hu - feito sem dar números nem metas - foi recebido mais como uma tentativa de acalmar críticos, principalmente em Washington, que dizem que Pequim está fazendo pouco no combate ao aquecimento global. O temor da China é que parceiros comerciais venham a impor algum tipo de taxa de carbono sobre produtos chineses.
Obama disse que está acabando o tempo para o mundo reverter um caminho de catástrofes climáticas e que a geração atual será julgada por suas ações nesse área. Mas, ao mesmo tempo, pareceu jogar água fria nas expectativas sobre a conferência de Copenhague. Disse que os governos devem encarar a conferência como "um significativo passo adiante no combate global contra a mudança climática". Segundo ele, todos os governos estão enfrentando problemas para assumir compromissos com agenda climática quando "a prioridade mais imediata" é fazer suas economias saírem da crise.
Ao abrir a minicúpula de um dia em Nova York, o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, procurou palavras duras. "Não obter um acordo amplo em Copenhague será moralmente imperdoável, economicamente míope, e algo pouco inteligente do ponto de vista político."
Tanto Hu Jintao quanto Barack Obama causaram frustração entre ambientalistas. Knut Alfsen, diretor de pesquisas do Centro de Pesquisas Internacionais sobre Clima e Energia, de Oslo, disse que "foi um pouco decepcionante o fato de que a China não de um número para a intensidade dos gases de efeito estufa. Eu esperava que isso fosse apresentado agora". Mas ele disse que, mesmo assim, houve um avanço. "Há cinco anos, o clima era um não-problema para a China." Agora, segundo ele, a situação é outra. "Eles estão dizendo: 'nós vamos vamos fazer alguma coisa agora'. Essa é uma tremenda mudança".
A reação ao primeiro pronunciamento de Obama na ONU foi menos amistosa. "Estamos realmente muito, muito decepcionados com que Obama disse", afirmou Thomas Henningsen, coordenador da área climática do Greenpeace. "É, na verdade, mais um revés do que um passo adiante", disse ele, observando que o presidente americano não prometeu nada de concreto.
Fonte:NetMarinha
23.09.09 - qua
Oferta de ações do BB pode turbinar crédito
Depois da multibilionária operação do Banco Santander, as atenções se voltam para o Banco do Brasil. O banco federal estuda fazer uma oferta de ações entre o final deste ano e início do próximo.
A intenção ficou clara na semana passada, quando o governo autorizou o aumento da fatia de capital do banco nas mãos de investidores estrangeiros de 12,5% para 20% das ações. O mesmo decreto presidencial também abriu caminho para o BB fazer sua listagem na Bolsa de Valores de Nova York. Essa ampliação do limite de participação estrangeira era fundamental para o banco fazer nova oferta porque, quando se vende ações a investidores numa oferta pública, não se tem controle sobre o percentual que será adquirido por investidores internacionais.
Estimativas apontam que o BB poderia fazer uma oferta de R$ 3 bilhões. Há quem calcule algo maior, próximo a R$ 5 bilhões.
A instituição ainda não teria decidido se a oferta será secundária, com venda de ações pertencentes ao governo, ou primária, para captar dinheiro novo.
O banco já realizou duas ofertas secundárias de ações, em 2006 e em 2007. Mas, agora, com o apetite demonstrado pelo banco na área de crédito, são grandes as chances de que ao menos parte da operação seja para ampliar seu capital. Nesse caso, a capacidade de empréstimo do BB se expandiria em algumas dezenas de bilhões. Um analista chega a estimar que a carteira de crédito poderia crescer cerca de R$ 50 bilhões.
A oferta contribuirá para que o BB atenda à exigência de manter ao menos 25% de suas ações em poder de investidores. Essa é uma das regras do Novo Mercado da Bovespa. Hoje, 21,71% do capital está em poder do mercado (11,1% nas mãos de estrangeiros). A União é a controladora do banco, com 65,6%. A Previ - fundo de pensão dos funcionários - tem 10,2% e a BNDESPar, 2,5%.
Fonte:NetMarinha
A intenção ficou clara na semana passada, quando o governo autorizou o aumento da fatia de capital do banco nas mãos de investidores estrangeiros de 12,5% para 20% das ações. O mesmo decreto presidencial também abriu caminho para o BB fazer sua listagem na Bolsa de Valores de Nova York. Essa ampliação do limite de participação estrangeira era fundamental para o banco fazer nova oferta porque, quando se vende ações a investidores numa oferta pública, não se tem controle sobre o percentual que será adquirido por investidores internacionais.
Estimativas apontam que o BB poderia fazer uma oferta de R$ 3 bilhões. Há quem calcule algo maior, próximo a R$ 5 bilhões.
A instituição ainda não teria decidido se a oferta será secundária, com venda de ações pertencentes ao governo, ou primária, para captar dinheiro novo.
O banco já realizou duas ofertas secundárias de ações, em 2006 e em 2007. Mas, agora, com o apetite demonstrado pelo banco na área de crédito, são grandes as chances de que ao menos parte da operação seja para ampliar seu capital. Nesse caso, a capacidade de empréstimo do BB se expandiria em algumas dezenas de bilhões. Um analista chega a estimar que a carteira de crédito poderia crescer cerca de R$ 50 bilhões.
A oferta contribuirá para que o BB atenda à exigência de manter ao menos 25% de suas ações em poder de investidores. Essa é uma das regras do Novo Mercado da Bovespa. Hoje, 21,71% do capital está em poder do mercado (11,1% nas mãos de estrangeiros). A União é a controladora do banco, com 65,6%. A Previ - fundo de pensão dos funcionários - tem 10,2% e a BNDESPar, 2,5%.
Fonte:NetMarinha
23.09.09 - qua
Brasil negociará área de livre comércio com o México
O Brasil negociará um acordo com o México para a criação de uma Área de Livre Comércio entre os dois países, informou hoje a secretária-executiva da Câmara de Comércio Exterior (Camex), Lytha Spíndola. Uma delegação do governo brasileiro coordenada pelo Itamaraty parte amanhã para a Cidade do México para apresentar as bases da proposta brasileira. As premissas da negociação foram discutidas na reunião de hoje da Camex.
O Brasil está de olho, sobretudo, no mercado de alimentos. O México é hoje o sexto maior importador de alimentos do mundo e já dá vantagens tarifárias para uma rede grande de países, inclusive ao Uruguai, parceiro do Brasil no Mercosul.
Segundo a secretária-executiva, o maior interesse do setor empresarial brasileiro nas negociações internacionais é de que o Brasil feche um acordo com o México. "Queremos fazer um acordo mais abrangente de redução de tarifas para uma parte substancial, ou para a totalidade dos produtos", disse a secretária. Segundo ela, o fechamento de um acordo bilateral para a criação de uma Área de Livre Comércio está amparado nas regras da Associação Latino-Americana de Integração (Aladi).
O Brasil tem hoje um acordo de livre comércio com o México somente para automóveis. Para uma lista de 800 produtos, há um acordo desde 2001 de redução de tarifas. "O Brasil tem interesse de oferecer uma proposta bastante forte", disse a secretária. Segundo ela, a expectativa é de que o acordo seja concluído em, no máximo, um ano.
Segundo o secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Welber Barral, há um interesse especial do Ministério da Agricultura em vender produtos lácteos e suínos aos mexicanos. Barral destacou que a Confederação Nacional da Indústria (CNI) incluiu um acordo com o México na sua lista de prioridades.
Fonte:NetMarinha
O Brasil está de olho, sobretudo, no mercado de alimentos. O México é hoje o sexto maior importador de alimentos do mundo e já dá vantagens tarifárias para uma rede grande de países, inclusive ao Uruguai, parceiro do Brasil no Mercosul.
Segundo a secretária-executiva, o maior interesse do setor empresarial brasileiro nas negociações internacionais é de que o Brasil feche um acordo com o México. "Queremos fazer um acordo mais abrangente de redução de tarifas para uma parte substancial, ou para a totalidade dos produtos", disse a secretária. Segundo ela, o fechamento de um acordo bilateral para a criação de uma Área de Livre Comércio está amparado nas regras da Associação Latino-Americana de Integração (Aladi).
O Brasil tem hoje um acordo de livre comércio com o México somente para automóveis. Para uma lista de 800 produtos, há um acordo desde 2001 de redução de tarifas. "O Brasil tem interesse de oferecer uma proposta bastante forte", disse a secretária. Segundo ela, a expectativa é de que o acordo seja concluído em, no máximo, um ano.
Segundo o secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Welber Barral, há um interesse especial do Ministério da Agricultura em vender produtos lácteos e suínos aos mexicanos. Barral destacou que a Confederação Nacional da Indústria (CNI) incluiu um acordo com o México na sua lista de prioridades.
Fonte:NetMarinha

