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Congestionamentos comprometem complexos brasileiros
Nos últimos meses, fortes chuvas atrasaram o carregamento de grãos de açúcar nos complexos de Santos (foto) e Paranaguá, afetando os mercados handysize e handymax na bacia do Atlântico. No último dia 14, por exemplo, 14 navios aguardavam atracação no terminal açucareiro de Pasa em Paranaguá, de acordo com a LBH Group.
A situação no Porto de Santos, o maior do País, é um pouco melhor. No terminal da Cosan, o tempo médio de espera é de quatro semanas. Mas a embarcação Hector, de 52.212 dwts, já aguarda há 36 dias, e não deve chegar ao destino até o final deste mês. No terminal da Gargill, os atrasos são mais curtos, com tempo médio de 17 dias. Estima-se que o tempo de carregamento na Cargill seja menor em relação às outras companhias, propiciando menor tempo de espera.
O alto preço do açúcar, que alcançou a maior alta em 30 anos no início de 2010, encorajou as usinas a exportar. O Brasil exportou 3,3 milhões de toneladas de açúcar em agosto. Nos primeiros quatro meses da temporada de exportação iniciada em maio, o País exportou quase 11 milhões de toneladas, ante 9 milhões de toneladas no mesmo período em 2009.
As chuvas de julho interromperam por uma semana a movimentação portuária, e os problemas foram crescendo desde então. A infraestrutura dos portos também não ajudou: 90% do açúcar é carregado para os navios por caminhões, e o período do ano coincide com a alta temporada para exportação de grãos e farelo de soja.
No mês passado, a International Sugar Organisation sugeriu, em relatório, que a Índia - maior consumidor mundial de grãos açucareiros - voltaria a ser exportadora líquida do produto na próxima temporada. O país passará de um déficit de quase 5 milhões de toneladas para um excedente de mais de 3 milhões de toneladas, o que provavelmente reduzirá as exportações brasileiras, aliviando a demanda portuária brasileira.
Preços das importações sobem 0,6%
Os preços dos bens importados pelos EUA cresceram 0,6% no mês passado, puxados pela alta nos combustíveis, informou o Departamento do Trabalho. Economistas ouvidos pela Dow Jones esperavam um avanço mais modesto, de 0,3%. O aumento seguiu-se ao de 0,1% em julho, em dado revisado. Originalmente havia sido anunciada alta de 0,2% em julho.
A alta de agosto foi puxada por um aumento de 1,7% nos preços de importação de combustíveis, que, por sua vez, foi conseqüência do avanço de 2,1% nos preços do petróleo - o maior ganho desde abril -, que mais do que contrabalançou a queda de 3,5% nos preços do gás natural. Excluindo petróleo, os preços das importações subiram 0,2% em agosto ante julho.
Os preços das importações do Canadá e do México subiram 0,7% em agosto, enquanto o índice de preços de importações da União Européia aumentou 0,3%. Maiores preços do petróleo contribuíram para o avanço. Os preços das importações do Japão aumentaram 0,2% em agosto, enquanto o índice de preços de importações da China permaneceu inalterado.
Com relação às exportações dos EUA, os preços retomaram a tendência de alta em agosto, subindo 0,8% depois de cair nos dois meses anteriores. A alta de agosto foi o maior ganho mensal desde o de 1,1% registrado em abril. Os preços das exportações de bens agrícolas e suprimentos industriais contribuíram para o aumento.
Importações impulsionam tráfego nos portos dos EUA
Os portos de Los Angeles e Long Beach registraram aumento nas movimentações de contêineres no mês passado, com as importações superando as exportações e alta no tráfego de equipamentos vazios em ambos os complexos.
Los Angeles escoou 730 mil Teus em junho, computando aumento de 32,4% em relação ao mesmo mês do ano passado e perfazendo um incremento de 15%, para 3,7 milhões de Teus, nos primeiros seis meses deste ano.
O aumento é justificado pelo retorno dos serviços para alta temporada, com os navios atracando com quase a capacidade total utilizada. A grande quantidade de recipientes vazios é resultado de maiores volumes de importação e reposição de equipamentos na Ásia.
O volume de importações aumentou 32,3%, para 372 mil Teus em Los Angeles, superando as exportações, que registraram crescimento anual de 12,6%, para 154.500 Teus. O tráfego de equipamentos vazios teve alta de quase 53%, para 204 mil Teus.
Em Long Beach, as movimentações computaram crescimento durante o sétimo mês consecutivo em junho, com alta de 25,8%, para 520 mil Teus em comparação com o mesmo mês do ano passado.
As importações subiram 27% para pouco mais de 262 mil Teus, enquanto os embarques aumentaram apenas 1,8%, para 116 mil Teus. Contêineres vazios registraram alta de 52,8%, chegando a 142 mil Teus.



