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30.11.10 - ter
LAN compra companhia aérea colombiana Aires
Chilenos se comprometeram a assumir dívidas de US$ 100 milhões. Empresa quer ampliar operações na América Latina.
A chilena LAN - que desenvolve uma fusão com a TAM - fechou a compra de 98,94% da companhia aérea colombiana Aires. No acordo, os chilenos se comprometeram a pagar US$ 12 milhões em dinheiro e vão assumir uma dívida de aproximadamente US$ 100 milhões, em valores líquidos. A finalização do negócio ainda depende da conclusão dos trabalhos de due diligence, que consiste na análise minuciosa dos documentos de uma empresa.
Em comunicado, a companhia do Chile afirma que a transação permitirá ao grupo participar do mercado de passageiros colombiano, um dos maiores na América do Sul. "Dessa forma, a LAN e suas filiais continuarão fortalecendo sua presença na região, ampliando a rede de destinos a seus passageiros", afirma a empresa.
Segundo a LAN, a Aires tem 22% do mercado doméstico colombiano e tem uma frota de 24 aeronaves.
TAM e LAN
A TAM e a LAN anunciaram em 13 de agosto acordo para unir suas operações e formar uma gigante da aviação na região, com faturamento anual de US$ 8,5 bilhões de dólares.
"As companhias aéreas do grupo oferecerão operações de passageiro e carga para mais de 115 destinos em 23 países, provendo transporte de carga em toda a América Latina e em boa parte do mundo. O grupo operará uma frota de mais de 220 aeronaves e terá mais de 40 mil funcionários. Em 2009, as empresas somaram mais de US$ 8,5 bilhões de receita, 45 milhões de passageiros transportados e 832.000 toneladas de carga. Latam estará entre os maiores grupos de companhias aéreas do mundo em termos de tamanho, lucratividade e alcance de mercado", afirmou a TAM em comunicado divulgado em 13 de agosto.
Com informações Valor Online
30.11.10 - ter
Metade das indústrias paulistas compra equipamentos estrangeiros
Com o real valorizado em relação ao dólar, uma em cada duas indústrias paulistas importa máquinas, insumos e até produtos prontos de vários lugares do mundo, principalmente da Ásia. Só este ano, 17% das empresas do setor passaram a trazer mais produtos e equipamentos do exterior, enquanto 3% começaram a importar no período.
Pesquisa inédita da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) indica que 55% das fábricas já se abastecem no exterior, em detrimento do fornecedor local. A entidade ouviu 354 empresas de todos os tipos e tamanhos instaladas no Estado. "Estamos sob efeito de uma constelação de fatores adversos que achata a competitividade e ameaça a produção doméstica", afirma o diretor do departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp, Paulo Francini.
Boa parte das empresas paulistas que recorre ao exterior está em busca de insumos mais baratos. De acordo com o levantamento, 66% das companhias importa, preferencialmente, matérias-primas, 20% trouxe máquinas e equipamentos e 23% importou produtos acabados.
Os porcentuais variam um pouco conforme o porte da empresa. Entre as grandes companhias, o porcentual de empresas que importa máquinas e equipamentos sobe para 34%. Entre as pequenas companhias, acaba sendo mais fácil já trazer o produto pronto do exterior e apenas distribuir. A pesquisa apontou que 29% das pequenas empresas paulistas trazem produtos prontos de fora do País.
Os empresários responsabilizam, entre outros fatores, o real forte pela falta de competitividade do produto nacional. Segundo Francini, o yuan chinês está subvalorizado em 40% em relação ao dólar, enquanto o real estaria sobrevalorizado em 42%. "Não tem eficiência produtiva que seja capaz de vencer o desafio de produzir por metade do valor", argumenta o executivo.
Polêmica
Mas a questão não é simples. Para o ex-ministro Mailson da Nóbrega, a taxa de câmbio piora a situação, mas não é a causa da desvantagem brasileira. "A questão sobre o câmbio é uma medida escapista", diz Mailson. "Ela desvia a atenção do problema central, que são as condições desiguais de infraestrutura, sistema tributário, legislação trabalhista e taxa de juros."
O economista Eduardo Giannetti da Fonseca afirma que a maneira certa de lidar com o câmbio forte não é protegendo a indústria, mas melhorando a competitividade. "Há muita coisa que podemos fazer aqui dentro para reduzir o custo em dólar do que é produzido no Brasil".
Ele sugere reduzir os tributos sobre a folha de pagamento. "É um peso maior do que o do câmbio sobrevalorizado", avalia. "Se reduzíssemos esses tributos, nem que seja substituindo-os por outros que não incidem sobre custo de produção, vamos dar uma enorme ajuda à indústria nesse momento difícil."
Fonte: Agência Estado.
29.11.10 - seg
Volume de contêineres em Cingapura cresce 4%
Os terminais de carga conteinerizada de Cingapura tiveram uma elevação de 4,7% ano-a-ano na movimentação de contêineres do mês de outubro para 2,4 milhões de Teus (unidade equivalente a um recipiente de 20 pés), em comparação a 2,3 milhões de Teus obtidos em outubro de 2009, de acordo com a autoridade portuária do país.
Entre os meses de janeiro e outubro, as instalações movimentaram 23,6 milhões de Teus, alta de 11% em relação a 21,3% no mesmo período do ano anterior.
O total de cargas transitadas cresceu 7% nos primeiros 10 meses de 2010, para 417 milhões de toneladas, ante 390 milhões de toneladas no período correspondente de 2009.
Entre os terminais, a PSA International - maior porto de contêineres de Cingapura - movimentou 2,3 milhões de Teus em outubro, ante 2,2 milhões de Teus em outubro do exercício anterior. Por sua vez, o terminal de Jurong observou um declínio de mais de 30% no volume de recipientes no mês analisado, de 53 mil Teus comparados a 72 mil Teus no intervalo correspondente de 2009.
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