13.12.10 - seg

Itajaí alcança segundo lugar em ranking global


Lista aponta complexos com maior crescimento.
O Porto de Itajaí (foto) figura no segundo lugar entre os complexos portuários que mais cresceram no mundo, superado apenas pelo Porto de Gdansk (Polônia). As informações são do relatório de novembro da Drewry, consultoria especializada no setor marítimo. Itajaí apresentou 72,7% de crescimento entre janeiro e outubro de 2010, enquanto o complexo polonês alcançou 97,4% no mesmo período.
Em terceiro lugar no ranking da Drewry, aparece o Porto de Vladivostok, na Rússia, com 70,5% de desenvolvimento. Dessa forma, Itajaí não apenas representa o único complexo brasileiro entre os dez portos globais com maior incremento, como também é um dos poucos representantes de toda a América Latina, juntamente com Buenos Aires, que ocupou a 24º colocação.
De acordo com o superintendente do porto, Antonio Ayres dos Santos Júnior, a inclusão de Itajaí na lista global reflete os investimentos efetuados em sua infraestrutura. "A posição ocupada por nosso complexo portuário consolida nossa posição de um dos mais operantes portos brasileiros e comprova as excelentes condições operacionais do Porto de Itajaí e dos demais terminais instalados nas margens do Rio Itajaí-Açu".

Desempenho
O complexo finalizou o mês de novembro com um total de movimentação acumulado de 9,03 milhões de toneladas e 867,21 mil Teus (medida equivalente a um contêiner de 20 pés). O resultado foi acima do esperado pela Autoridade Portuária, que havia projetado um trânsito de 800 mil Teus nos 12 meses do ano.
Já as operações relativas a novembro totalizaram 893,92 milhões de toneladas e 89,5 mil Teus, conforme resultados divulgados pelo CAP (Conselho de Autoridade Portuária) de Itajaí no dia 10.


Crédito da imagem: Assessoria de Comunicação do Porto de Itajaí.
Guiamarítimo.com.br

10.12.10 - sex

Infraero deve demorar dois anos para abrir capital




A abertura de capital da Infraero prometida pela presidente eleita Dilma Rousseff não deverá ser a solução para resolver as limitações que afligem o setor aeroportuário. Segundo a coordenadora-geral do PAC e futura ministra do Planejamento, Miriam Belchior, o processo de reestruturação da empresa vai demorar pelo menos dois anos para ser concluído. Ou seja, até lá boa parte das obras de construção e ampliação dos aeroportos deverá estar avançada, sob risco de a situação ficar absolutamente inviável. "Não são decisões simples de serem tomadas, não acredito que a abertura ocorra antes de um ano e meio, dois anos", comentou Miriam.
Antes de reestruturar a estatal, o caminho mais provável para acelerar os projetos deverá ser a aposta na concessão de aeroportos para a iniciativa privada. O governo já tem nas mãos um estudo elaborado pela consultoria Mckinsey, a pedido do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A empreitada vai se basear na experiência da primeira concessão à iniciativa privada de um aeroporto no país, o de São Gonçalo Amarante, no Rio Grande do Norte. O projeto tem investimento previsto de R$ 450 milhões a R$ 600 milhões. A expectativa é de que o leilão do aeroporto ocorra no próximo ano.
As dificuldades do setor aeroportuário passam pela lentidão da Infraero em executar seu próprio orçamento. Do R$ 1,6 bilhão que a estatal tinha previsto para investir no setor até o fim deste ano, apenas R$ 358 milhões foram desembolsados até outubro, segundo a ONG Contas Abertas. De acordo com informações do Portal da Transparência, apenas 0,9% dos valores disponíveis para os contratos em aeroportos das 12 cidades que receberão a Copa do Mundo de futebol de 2014 foram executados.
Segundo o atual ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, que vai assumir o Ministério das Comunicações, não há razões para se preocupar com as obras que suportarão a Copa. Questionado sobre a eventual possibilidade de o governo reduzir de 12 para oito o número de cidades que receberão os jogos, Bernardo afirmou que o assunto está fora de cogitação e que o governo mantém seu plano original.

Com informações Valor Econômico

10.12.10 - sex

Projeto estimula intermodalidade na região

Projeto estimula intermodalidade na região


Investimentos prioritários trariam economia de R$ 3 bilhões anuais.
A integração entre os diferentes modais de transporte da região Norte do País pode resultar em uma economia de custo superior a R$ 3 bilhões ao ano, segundo estimativas do projeto Norte Competitivo. O estudo pretende estimular projetos de infraestrutura para as hidrovias, portos, ferrovias e estradas presentes na Amazônia Legal - que compreende os estados do Acre, Amapá Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins -, e será entregue aos representantes do novo governo em fevereiro de 2011.
O relatório mapeou, durante cerca de um ano, toda a malha de transporte não apenas entre o território da Amazônia Legal, contemplando também os acessos a países vizinhos, a fim de definir nove eixos prioritários para investimento. "A idéia não foi apenas fazer o estudo, mas viabilizar a implantação das alternativas", explica um dos sócios da Macrologística, o engenheiro Renato Pavan, em entrevista ao Guia Marítimo. A companhia foi a responsável pela elaboração do projeto, sob pedido da CNI (Confederação Nacional da Indústria) através da Ação Pró-Amazônia.
O investimento necessário para as obras prioritárias é de R$ 14,1 bilhões, o que possibilitará uma economia de R$ 3,8 bilhões ao ano no custo logístico da região, estimado atualmente em R$ 17 bilhões. Com o aumento da demanda previsto até 2020, conforme apurado pelo estudo, este valor chegaria a R$ 33,5 bilhões. "Se nada for feito até 2020, algumas áreas ficarão consideravelmente complicadas", sustenta o responsável direto pelo Norte Competitivo e sócio da Macrologística, Olivier Girard.

Cabotagem
Além dos benefícios para a economia e trânsito de mercadorias no eixo Norte, o plano traz a expectativa de desenvolvimento socioeconômico através da geração de empregos diretos e indiretos, juntamente com a redução de emissões prevista pelo equilíbrio entre o modal rodoviário e alternativas ainda pouco exploradas, como a cabotagem. No entanto, Girard acredita que o fator socioambiental não é suficiente para estimular o transporte interno.
"Não adianta pensar que a maior parte das empresas analise somente o lado ambiental, pois o produtor sempre irá pensar na questão econômica. O problema da cabotagem é que ela ainda é pouco desenvolvida no aspecto de navegação, embarques, etc. Em alguns casos, atestamos que a utilização do modal sairia mais barato, mas o maior tempo de trânsito e para o desembaraço das mercadorias inviabiliza o transporte", conclui o consultor.

 

Foto: Porto de Itaqui (MA), do acervo de imagens da Macrologística.
Guiamaritimo.com.br
 
 

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