10.01.12 - ter

Receita de ferrovias cai até 10% com proposta da ANTT

Receita de ferrovias cai até 10% com proposta da ANTT

A ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) colocou em consulta pública nesta segunda-feira sua proposta de revisão das tabelas dos tetos tarifários aplicados pelas concessionárias de ferrovias.


De acordo com a agência, a proposta prevê reduções médias de 15% para cargas gerais e de 40% para cargas mais pesadas. Segundo o superintendente de Serviços de Transportes de Cargas da ANTT, Noboru Ofugi, a proposta, se aprovada nesta configuração, deve causar redução na receita das concessionárias de até 10%.


Na prática, porém, o efeito depende da empresa e do produto transportado, já que para cada variável dessas há preços diferentes.


"O que foi calculado nas simulações é que chegariam, em alguns casos, a reduções de 8% a 10% nas receitas", disse Ofugi em entrevista por telefone.


Ele ressaltou que hoje as ferrovias já aplicam tarifas inferiores ao teto e que a revisão dessas tarifas máximas vai reduzir a margem.


"O que vinha ocorrendo é que o teto era muito alto, com margem muito grande para eles negociarem a tarifa. O que a gente fez foi propor reduzir esse teto, trazendo-o para números mais condizentes com a realidade", disse o superintendente.


Ofugi explicou que o atual modelo baseava-se nas tarifas cobradas pela antiga rede estatal de ferrovias, com correções pela inflação aplicadas nos últimos 15 anos.


"Desde então, nunca foi feito um estudo para ver realmente a pertinência da tarifa praticada", comentou.


O que se notou, segundo ele, é que os custos de operação das vias estariam superestimados e foi isso que a atual revisão procurou corrigir.


Por Canal do Transporte

09.01.12 - seg

Incentivo para exportação é insuficiente

Incentivo para exportação é insuficiente

O MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) já sinalizou que pretende apresentar um pacote de incentivo para a venda de produtos industrializados no exterior e, para Alcides Leite, professor de Trevisan Escola de Negócios, este pacote conta com ações como a criação do EximBrasil, agência de financiamento de exportação, aredução do custo de financiamento às exportações, com liberação de R$ 7 bilhões para isso, a criação de um fundo garantidor de comércio exterior, a não computação das exportações no faturamento das empresas que aderirem ao simples, a implantação do sistema de DrawBack – que isenta as importações que são incluídas no produto exportado e a devolução de 50% de créditos tributários acumulados (IPI, PIS, Cofins) em até 30 dias após a solicitação, para empresas que exportaram mais de 30% do seu faturamento nos últimos 2 anos e que exportaram nos últimos 4 anos.


No entanto, apesar de benéficas, Alcides Leite acredita que as medidas são suficientes. Segundo ele, o Brasil precisa desenvolver um plano estratégico de médio e longo prazo para exportações e definir os setores mais competitivos, bem como acrescentar valor aos produtos, mediante diferenciação”, afirma.

 

Andrezza Queiroga

 

 

09.01.12 - seg

Armazém do Porto de Paranaguá recebe certificação da Anvisa

Armazém do Porto de Paranaguá recebe certificação da Anvisa

A Appa (Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina) informa que a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) concedeu o Certificado de Boas Práticas de Armazenagem para o armazém 3B do Porto de Paranaguá (PR). Utilizado para armazenamento de carga geral, o local poderá agora receber alimentos e derivados.


Adequação - Até então, somente o TCP (Terminal de Contêineres de Paranaguá) possuía esse certificado. Segundo a Appa, para adequar o espaço de acordo com as normas da Anvisa foi feita uma reforma geral no armazém 3B, que teve a pintura refeita, a porosidade do piso retirada, o telhado reformado, além de realizada adequação da ventilação, limpeza geral e controle de pragas.


Por Canal do Transporte

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