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Frango, motores, suínos e blocos fundidos puxam exportação de SC
FLORIANÓPOLIS - As exportações catarinenses acumulam alta de 18,4% até agosto, para US$ 5,89 bilhões. A alta se deve ao bom desempenho dos embarques de carne de frango (23,2%), motores e geradores elétricos (34,5%), carne suína (42,4%) e blocos de motores (47,4%). As vendas de frango, produto líder entre os dez mais vendidos ao exterior, somaram US$ 1,37 bilhão no período, com expectativa de crescimento nos próximos meses. Os dados foram divulgados pela Federação das Indústrias (FIESC), nesta segunda-feira
Hoje é um bom negócio produzir carne de frango", afirmou o vice-presidente estratégico da FIESC, Mário Lanznaster, ressaltando que é um produto que tem o mercado aberto, sem restrições culturais, ao contrário da carne suína. A alta nas exportações de frango se deve principalmente ao preço do produto. Enquanto os US$ 259,7 milhões embarcados a mais em relação ao mesmo período em 2010 corresponderam a uma alta de 23,2% no valor, o volume vendido subiu apenas 5%, para 427,8 mil toneladas.
A carne suína, o quinto produto mais exportado por Santa Catarina, cresceu 42,4% no período, para US$ 295,4 milhões, mas sofre com as oscilações do mercado russo. "Os recentes cortes têm deixado o setor com medo por que há menos opções de mercado para exportação e é um produto mais difícil de vender", afirmou Lanznaster que também preside a Aurora Alimentos.
Há expectativa de abertura para o produto na China, Japão e Coreia, no entanto, não tem data prevista, embora o estado tenha recebido visita de uma missão japonesa na última semana. "As tratativas são demoradas, mas depois que se iniciarem as exportações, dificilmente vão parar", disse.
O câmbio continua afetando as empresas exportadoras. Lanznaster afirma que o cenário estaria melhor se o dólar estivesse num outro patamar. "Gostaríamos que o governo federal fosse mais rápido e presente nas exportações", disse ele, lembrando que a logística para o transporte de insumos também é um obstáculo para as exportadoras.
Os dez países para quem Santa Catarina mais exportou registram alta nos embarques, com destaque para a Argentina (39%), Japão (28,9%), China (39,5%) e Alemanha (17,2%).
Importação: de janeiro a agosto, as compras catarinenses no exterior registraram alta de 29,2%, para US$ 9,50 bilhões. Os produtos mais importados no período foram catodos de cobre refinado (30,7%), polietilenos (33%), fios de fibras de poliésteres (33,3%) e polipropileno sem carga (49,6%).
Os principais países de quem Santa Catarina mais importou foram China, Chile, Argentina, Estados Unidos e Alemanha.
No período, o saldo da balança comercial catarinense fechou negativo em US$ 3,60 bilhões.
A Fiesc é um dos expositores do Itajaí Trade Summit - ITS 2011, Feira e Fórum de logística, transporte e comércio internacional que acontece nos dia 14, 15 e 16 de setembro, no Centreventos da cidade de Itajaí, Santa Catarina.
Maiores informações e Cadastramento on line no :
http://itajai.tradesummit.com.br
Fórum NetMarinha
A Fiesc foi convidada a participar do Fórum NetMarinha que acontece em paralelo ao ITS.
Você pode acompanhar a participação da Fiesc no Fórum NetMarinha no dia 14 de setembro, às 15:00, no Centreventos em Itajaí, abordando os temas:
- Incentivo à importação: Sonegação fiscal ou catalisador de desenvolvimento logístico regional?
- Menos ICMS na importação e mais arrecadação para o Estado de Santa Catarina;
- Ações de inconstitucionalidade de setores da indústria e o real desenvolvimento de novos polos logísticos no Estado;
- Qual será o impacto na economia Brasileira e para o Estado de Santa Catarina com o fim destes incentivos?
Convidados:
-ABECE (Associação Brasileira de Empresas de Comércio Exterior) - Michal Gartengraft, diretor da Rosenberg Associados, responsável pelo estudo, “Importação e incentivos fiscais – desconstruindo mitos”.
-FIESC (Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina)
-Confaz SC (Conselho Nacional de Política Fazendária de Santa Catarina) – Ramon dos Santos Medeiros, auditor fiscal da Receita Estadual.
- SDS SC(Secretaria de Desenvolvimento Sustentável de Santa Cataria) – Marcelo Fett, coordenador de assuntos estratégicos.
-Porto de Itajaí - Antonio Ayres, superintendente do Porto de Itajaí.
Maersk Line começa a operar no Porto de Itapoá
O navio Maersk Lima atracou no Porto de Itapoá, iniciando as operações da Maerski Line no terminal. No fim de agosto, foram realizados 435 movimentos, em uma operação de cerca de oito horas, com produtividade de 54 MPH (Movimentos por Hora).
Essa é a primeira vez que o navio atraca em águas catarinenses e, devido seu tamanho, de 301 metros de comprimento e 55 de largura, poucos terminais brasileiros tem capacidade suficiente para operá-lo, inclusive pelo espaço utilizado para manobra e pela baía de evolução da embarcação.
Com o maior número de navios e linhas de serviços marítimos do mundo, a Maersk Line faz diferença ao participar das atividades de um terminal, pois incrementa de maneira significativa a abertura de novos negócios, garantindo novas linhas e serviços de importação e exportação para a região.
Por: Guia marítimo.
Colômbia: Rodada de Negócios promete alavancar exportações para o Brasil
O encontro reúne cerca de 130 exportadores de produtos manufaturados, vestuário, serviços e agroindústria da Colômbia. Os empresários colombianos já têm mais de 1,1 mil reuniões marcadas com empresas de todas as regiões do Brasil e confirma a previsão de que pelo menos US$ 50 milhões em negócios serão gerados.
A presidente da Proexport Colômbia, María Claudia Lacouture, lembra que essa é a primeira rodada de negócios no governo de Juan Manuel Santos, que assumiu a presidência do país no ano passado, e mostra o esforço do país vizinho em se aproximar do Brasil.
"Estamos incrementando exportações e desenvolvendo um trabalho forte de integração entre os dois países". Esta rodada é a continuação de um trabalho desenvolvido há um mês na Colômbia com o encontro do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), diz.
Já a embaixadora da Colômbia no Brasil, María Elvira Pombo, afirma que o número de empresários inscritos no evento mostra o estreitamento da relação bilateral. "No começo as reuniões tinham com muito esforço 30 a 40 empresários e hoje já passou dos 100", ressalta. Para o vice-governador de São Paulo, Guilherme Afif Domingos, a rodada de negócios contribui para a aproximação de duas das maiores economias da América do Sul.
Esta é a terceira edição da Rodada de Negócios e os colombianos aproveitam para mostrar produtos ainda desconhecidos do público brasileiro. É o caso das cerâmicas esmaltadas e porcelanato de mármore fabricados pela Alfa. "Temos produtos de pedras naturais com textura e cores diferentes das brasileiras, diz o diretor comercial da companhia", Luigiano Rigitano.
Para o executivo, o Brasil representa uma oportunidade de acessar um público consumidor de produtos de construção. "Estamos interessados em participar desse processo de crescimento do setor imobiliário brasileiro", afirma.
No setor de vestuário, o interesse também é o acesso a classe C brasileira. "Queremos que esse país populoso e consumista tenha os nossos produtos", diz a responsável por vendas externas da OndadeMar. A fabricante que já exporta para países da Europa, América Central, além dos Estados Unidos traz diferenciais para tentar entrar no competitivo mercado brasileiro. "Nossas roupas de banhos têm telas com material de qualidade, pedras, estampas e detalhes feitos a mão, que agregam valor a esses materiais", diz
Do lado brasileiro, a responsável por compras conjuntas do Makro, Nicole Krisztan, lembra que a rodada de negócios será utilizada pela atacadista como forma de prospectar novos clientes para as unidades brasileiras, mas também do Peru, Argentina e Venezuela. Buscamos produtos que podemos colocar na rede. "Temos 15 lojas na Colômbia e outras 135 nos países da América do Sul", diz.
Para uma representante do Pão de Açúcar, o evento é importante por reunir diversos fornecedores. "Não temos condições de ir a todos os fornecedores do exterior e aqui temos a oportunidade de encontrar vários com muitos produtos diferenciados", afirmou, ressaltando que acredita que sejam firmadas parcerias durante o encontro.
De acordo com informações do Ministério de Comércio, Indústria e Turismo da Colômbia, as exportações para o Brasil em 2010 alcançaram US$ 1,040 bilhão, dos quais 62,8% foram de produtos não tradicionais.
A Rodada de Negócios ainda abre espaço para que os exportadores colombianos fortaleçam alianças comerciais e conheçam novos contatos para distribuir seus produtos em terras brasileiras.
A Proexport Colômbia também detectou oportunidades concretas no mercado brasileiro para a venda de materiais de construção, acessórios femininos e masculinos em couro, onde se pode destacar a venda de cintos, sandálias, carteiras e bolsas de qualidade. Em serviços, o setor editorial colombiano oferece possibilidades particularmente para os interessados no aprendizado da língua espanhola. Também existem diversas oportunidades de negócios no Brasil para cosméticos naturais, peças para automóveis, confecções, engenharia, construção, entre outros.
(Informações/Foto: Divulgação)



