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Importação de máquinas pesadas subiu 28% até maio, informa Abdib
A balança comercial do setor de bens de capital sob encomenda registrou baixa de US$ 558 milhões nos primeiros cinco meses do ano. O déficit foi maior que os US$ 354 milhões verificados de janeiro a maio de 2010.
Segundo sondagem divulgada ontem pela Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib), as importações somaram US$ 2,3 bilhões, 28% superior ao mesmo período em 2010, quando as compras de equipamentos pesados estrangeiros atingiram US$ 1,8 bilhão.
Para o vice-presidente da Abdib, Ralph Terra, o volume de maquinário importado tem crescido a uma velocidade preocupante. "Caso o país não crie condições para que a indústria local possa competir internacionalmente, a Abdib prevê um cenário de curto e longo prazo complicado para os fabricantes nacionais", disse.
Entre os entraves relacionados à competitividade, ele aponta questões tributárias e a ausência de mão de obra qualificada na área.
Conforme a Abdib, até 2015 teriam de ser feitos no país investimentos da ordem dos R$ 922 bilhões, divididos entre os setores de energia elétrica (R$ 142 bilhões), petróleo e gás (R$ 424,5 bilhões), transporte e logística (R$ 172 bilhões), telecomunicações (R$ 98,5 bilhões) e saneamento básico (R$ 85 bilhões).
Por Valor Econômico
Santa Catarina: Tecon Imbituba recebe super guindastes para movimentação de contêineres
A Santos Brasil recebeu no Tecon Imbituba dois modernos guindastes, que fazem parte dos investimentos em modernização do porto, localizado em Santa Catarina. Os equipamentos, fabricados pela ZPMC, são especializados no embarque e desembarque de contêineres e estão entre os mais modernos do mundo. Com mais de 40 metros de altura, os dois Portêineres embarcaram há cerca de 40 dias no Porto de Xangai, China, e fazem a travessia da Ásia para o Brasil montados em uma plataforma especial.
A aquisição possibilitará a movimentação simultânea de dois contêineres de 20 pés, além de um de 40 pés (unidade de medida padrão). A Santos Brasil investiu US$ 15 milhões na aquisição dos equipamentos que chegam ao Sul do País.
Os portêineres têm 57 metros de lança, podendo alcançar até a 21ª fileira de contêineres das grandes embarcações. A capacidade de cada um dos equipamentos é de 65 toneladas para contêineres e 80 toneladas para operar cargas especiais.
Os portêineres são projetados para atender de maneira eficiente as maiores embarcações do mundo, os navios ULC, Ultra Large Containership. A dragagem de aprofundamento de 11 para 15 metros no Porto de Imbituba, obra realizada com recursos do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC 2) do Governo Federal, prevista para ser concluída este ano, permitirá a chegada ao Sul de Santa Catarina desses navios, que operam as principais rotas da navegação internacional.
Desde 2008, a Santos Brasil investe na ampliação do cais do terminal. A primeira fase das obras, que contempla a liberação de 300 metros, foi entregue em novembro do ano passado. Até o fim de outubro deste ano, as obras estarão concluídas e o terminal contará com 660 metros de comprimento de cais.
Com a conclusão das obras será possível aproveitar todo o potencial de Imbituba como Porto concentrador e distribuidor de cargas, uma vez que a localização também facilita o acesso ao Mercosul.
(Informações/ Foto: Divulgação)
Movimentação de cargas nos portos e terminais cresce 7,7% no 1º trimestre
Os portos e terminais brasileiros registraram um crescimento de 7,7% na movimentação de cargas no primeiro trimestre deste ano, com o transporte de de 200,6 milhões de toneladas. Em 2010, o total foi de 186,3 milhões de toneladas. Os dados são do Boletim Portuário, produzido pela Gerência de Estudos e Desempenho Portuário da Superintendência de Portos da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).
De janeiro a março, os portos registraram alta de 9,7% frente aos 6,6% dos terminais de uso privativo (TUPs). Os terminais continuam responsáveis pela maior parte da movimentação total de cargas no Brasil: dois terços do total passam pelos TUPs. A maior participação deles se explica em função das cargas de maior densidade, como o minério de ferro, os combustíveis, óleos minerais e outros derivados de petróleo.
O número de atracações caiu 1,3% na comparação entre os dois trimestres. Como a movimentação de cargas aumentou, essa queda implicou alta de 9% na consignação média dos navios. “A consignação média dos navios é de fundamental importância para diminuir os custos logísticos e, portanto, para aumentar a competitividade do Brasil no mercado internacional”, disse o diretor-geral da Antaq, Fernando Fialho.
Por A Tribuna



