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Lufthansa Cargo apresenta cargueiro MD-11 em edição especial
Os 100 anos de voos cargueiros na Alemanha estão sendo comemorados pelo setor de economia logística alemã. Em 19 de agosto de 1911, um avião que transportava exclusivamente carga decolou de uma pista de grama em Berlim-Johannisthal com destino a Frankfurt sobre o Ode. A bordo do Harlan de apenas um motor estavam exemplares recém-impressos do jornal Berliner Morgenpost”.
No último dia 19, 100 anos depois do primeiro voo de carga na Alemanha, o transporte de mercadoria por via aérea tornou-se indispensável para os fluxos mundiais de mercadorias. “A carga aérea é uma garantia de crescimento econômico e o motor que acelera o sucesso da nossa economia”, disse Christoph Franz, presidente da Lufthansa. “Para a Alemanha como segunda maior nação exportadora do mundo em especial, a existência de um setor de carga aérea que funciona e tem bom desempenho é de vital importância.”
A história da Deutsche Lufthansa está intimamente ligada aos transportes de carga. A Luft Hansa, antecessora da atual Deutsche Lufthansa AG fundada em 1926, já havia introduzido o primeiro serviço especial de carga aérea apenas dois anos depois de iniciar as operações. Quando a nova Lufthansa, fundada em 1965, iniciou as operações de voo já estava claro que, além dos passageiros, o transporte de carga também desempenharia um papel importante. Em 1956, a empresa já realizava voos cargueiros domésticos. Em 1972, a Lufthansa foi a primeira empresa aérea a operar o então maior avião cargueiro do mundo, o Boeing 747F, também conhecido como Jumbo cargueiro.
Por Global Online
Democratas questiona no Supremo Tribunal Federal o aumento de IPI para carros importados
O Democratas entrou ontem (22) com uma ação direta de inconstitucionalidade (Adin) no Supremo Tribunal Federal pedindo a suspensão do decreto do governo federal que determinou o aumento da alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para carros importados. O reajuste de 30 pontos percentuais foi anunciado pelo Executivo na semana passada.
Para o presidente do partido, senador José Agripino Maia (DEM-RN), o governo feriu a Constituição ao aumentar o imposto sem respeitar um período de adaptação das empresas. Segundo ele, deveria ter sido dado prazo de 90 dias antes de a nova alíquota entrar em vigor.
Segundo a medida, entre os requisitos estabelecidos para se livrar do aumento do imposto, estão o investimento em tecnologia e o uso de 65% de componentes nacionais (do Brasil e da Argentina). As montadoras também terão de executar pelo menos seis de 11 etapas de produção no Brasil. Os veículos fora do Mercosul automaticamente passarão a pagar imposto maior.
O Democratas questiona os efeitos práticos do decreto. Para o partido oposicionista, a medida vai prejudicar a concorrência e provocar aumento no preço de automóveis nacionais e importados. Há ainda o receio de que uma corrida por peças e componentes nacionais inflacione os preços. "É um protecionismo com efeito colateral inconveniente", afirmou Agripino.
"Os veículos importados estavam estabelecendo uma concorrência com o produto nacional, segurando e até promovendo a baixa do preço do produto nacional", completou o presidente do DEM.
O partido também irá questionar a possibilidade de que as montadoras estrangeiras entrem com arguição contra o Brasil na OMC (Organização Mundial do Comércio) por causa do protecionismo à indústria nacional.
A Adin protocolada hoje inclui pedido de medida cautelar para que os efeitos do decreto sejam suspensos imediatamente, até que o mérito do assunto seja julgado.
O recente aumento do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre os veículos de fora do Mercosul não representa uma medida protecionista, disse hoje (22) o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Ele participa em Washington do encontro dos ministros de Finanças e presidentes dos bancos centrais do G20 - grupo das 20 economias mais desenvolvidas do mundo.
Segundo o ministro, a elevação teve como objetivo aumentar a competitividade dos automóveis brasileiros e estimular a produção interna. "Não é uma medida protecionista", disse Mantega. "É uma medida que estimula investimentos locais em tecnologia e que estão abertos a todos os países, a todas as empresas. Não há nenhuma restrição a que nenhuma empresa faça isso no Brasil", acrescentou o ministro.
Na semana passada, o governo brasileiro anunciou um aumento de 30 pontos percentuais na alíquota do IPI para automóveis importados e também para aqueles fabricados no Brasil cujas montadoras não usarem um mínimo de 65% de componentes nacionais e não investirem em inovação. A medida, que deve ficar em vigor até o fim do ano que vem, provocou protestos por parte de setores como revendedoras e montadoras.
Mantega não apenas rejeitou a alegação de protecionismo como defendeu o combate ao aumento de tarifas comerciais, que tende a aumentar quando a economia global entra em crise. "Nós devemos combater e temos combatido isso. Na crise de 2008, nós tivemos sucesso, porque não houve medidas protecionistas. E nós deveremos continuar defendendo a liberdade de comércio para evitar o protecionismo", declarou.
Nesta quinta-feira, o presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick havia expressado preocupação com o risco de aumento de medidas protecionistas. De acordo com ele, depois de um aumento durante o auge da crise econômica mundial, houve queda no protecionismo no último ano, mas agora há o risco de que volte a crescer. "Haverá a tentação de alguns países de começar a proteger suas indústrias manufatureiras", disse Zoellick. "Não deixem os países navegar para o protecionismo."
Em relação à alta do dólar, que hoje chegou a ultrapassar R$ 1,90, a maior cotação em mais de um ano, Mantega disse que esse é um movimento normal de aversão ao risco. "Está ocorrendo uma desvalorização de praticamente todas as moedas em relação ao dólar."
"Nós estamos tendo um movimento paradoxal. Até recentemente, era o dólar que estava se desvalorizando. Mas quando o risco aumenta, temos um movimento contrário. Então eu vejo um movimento normal", concluiu o ministro.
Fonte: Agência Brasil
Proposta do Brasil à OMC sobre tarifas de importações será discutida na próxima reunião do Mercosul
A proposta brasileira à Organização Mundial do Comércio (OMC), de permitir aumentos nas tarifas de importações de bens industrializados, para compensar eventuais desvalorizações das moedas nos Estados Unidos e na Europa, será tema da reunião de presidentes dos quatro países do Mercosul (Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai), em dezembro, em Montevidéu. Outro tema, tratará da lista de exceções, para o comércio no âmbito do Mercosul, informou o Ministério da Indústria da Argentina.
A ministra Débora Giorgi disse que a Argentina "acompanhará a proposta do Brasil de aumentar a TEC [Tarifa Externa Comum] em uma série de posições alfandegárias para produtos cuja importação extra zona possa prejudicar o setor industrial". Ela acrescentou que é preciso buscar uma "uma salvaguarda cambial que permita preservar o mercado regional da entrada de capitais especulativos, promovidos pelas flutuações das moedas dos principais países desenvolvidos".
O secretário de Indústria, Eduardo Bianchi, disse que o governo argentino vem manifestando, há tempos, sua preocupação com o impacto da crise internacional na indústria local: sem ter para quem vender seus produtos, países industrializados podem exportar seus excedentes a preços abaixo do custo de produção. Segundo Bianchi, a Argentina chegou a propor um mecanismo de proteção, mas na época não recebeu o apoio do Brasil. Agora, disse Bianchi, a crise internacional provocou "um mudança de percepção" no Brasil
"No marco da crise internacional tínhamos a intenção de elevar a tarifa externa comum para os casos de excessos de alguns produtos importados. Na época, levamos essa proposta ao Mercosul, mas o Brasil não quis. Agora, porem, Dilma Rousseff está disposta a conversar sobre o tema. A ideia e aumentar as tarifas alfandegárias de forma transitória", declarou Bianchi.
Na próxima cúpula do Mercosul serão discutidos os detalhes da proposta brasileira. Qualquer mudança da TEC requer a aprovação de todos os países. Segundo o secretário, na prática o que se busca é poder adotar uma tarifa superior ao teto de 35% permitido pela Organização Mundial do Comercio (OMC), em casos em que uma desvalorização do dólar ou do euro leve a entrada de excedentes comerciais de países industrializados no Mercosul.
Outro tema de interesse da Argentina, é a ampliação da lista de produtos, provenientes de países fora do Mercosul, que têm exceções alfandegárias. O governo argentino quer aumentá-la de 100 a 300 produtos industrializados. Um exemplo, são os bens de capital, que têm uma TEC de 35% e que a Argentina gostaria de poder importar com tarifa zero.
Bianchi também falou sobre a preocupação dos empresários argentinos com a desvalorização do real, que este mês chegou a 12% em relação ao dólar. Ele disse que o governo está analisando diferentes medidas e não descartou a aplicação de novas licenças não automáticas que protejam o setor.
Fonte: Agência Brasil



