27.09.11 - ter

Brasil exportou US$ 5,121 bilhões na quarta semana de setembro

Nos primeiros oito meses de 2011, as exportações de cooperativas apresentaram crescimento de 32% sobre igual período de 2010, alcançando um total de US$ 3,89 bilhões. Considerando a série histórica, iniciada em 2005, este foi o maior resultado alcançado para o período em análise. Em relação à participação na pauta, considerando os oito primeiros meses do ano, as exportações das cooperativas passaram de 1,9%, em 2005, para o patamar de 2,3% em 2011. O saldo positivo (diferença de exportações e importações) chegou a US$ 3,677 bilhões de janeiro a agosto de 2011, outro resultado recorde para o período, superando em 31,9% o de 2010, quando atingiu US$ 2,787 bilhões. Em relação à corrente de comércio (soma das exportações e importações), o período de janeiro a agosto deste ano também foi o que apresentou o melhor resultado da série, US$ 4,120 bilhões. Uma expansão de 32,1%, em relação ao mesmo período de 2010.

Exportações

Entre os principais produtos exportados pelas cooperativas destacam-se os do agronegócio: açúcar refinado (com vendas de US$ 699 milhões, representando 17,9% do total exportado pelas cooperativas); soja em grãos (US$ 513,4 milhões, 13,2%); açúcar em bruto (US$ 480,1 milhões, 12,3%); e café em grãos (US$ 457,0 milhões, 11,7%).

No período comparativo em análise, entre os principais produtos exportados, houve crescimento significativo nos seguintes itens: trigo (525,4%, de US$ 38,6 milhões para US$ 241,5 milhões); café em grão (133,1%, de US$ 196 milhões para US$ 457 milhões); e etanol (55,7%, de US$ 170,1 milhões para US$ 264,8 milhões); além de arroz semibranqueado, não parboilizado, polido ou brunido (4.453,8%, de US$ 141,7 mil para US$ 6,4 milhões); e outros feijões comuns, secos, em grãos (1.596,6%, de US$ 341 mil para US$ 5,8 milhões).

Em relação aos mercados de destino, as vendas externas das cooperativas alcançaram, no período de janeiro a agosto de 2011, 128 países. Em igual período de 2010, este número foi de 129 países. Por conta de sua participação no total das vendas do setor, merecem destaque os seguintes destinos: China (vendas de US$ 476,5 milhões, representando 12,2% do total); Emirados Árabes (US$ 389,9 milhões, 10%); Alemanha (US$ 353,5 milhões, 9,1%); Estados Unidos (US$ 281,3 milhões, 7,2%); e Países Baixos (US$ 199,8 milhões, 5,1%).

Nos primeiros oito meses de 2011, das 27 Unidades da Federação, 20 realizaram exportações por meio de cooperativas, três a mais que em igual período de 2010. O Paraná foi o estado com maior valor de exportações, US$ 1,331 bilhões, 34,2% do total das exportações deste segmento. Em seguida ficaram São Paulo (US$ 1,311 milhões, 33,7%); Minas Gerais (US$ 476,7 milhões, 12,2%); Rio Grande do Sul (US$ 292,1 milhões, 7,5%); e Santa Catarina (US$ 182,1 milhões, 4,7%).

Nos oito primeiros meses de 2011, 168 empresas cooperativas realizaram exportações: seis exportaram valores acima de US$ 100 milhões; três exportaram valores entre US$ 50 e 100 milhões; 31 exportaram entre US$ 10 e 50 milhões; 17, entre US$ 5 e 10 milhões; 48, entre 1 e 5 milhões; e 63 empresas efetuaram vendas externas abaixo de US$ 1 milhão.

Importações

Nas importações, também houve expansão de 33,8% nas compras externas efetuadas por cooperativas de janeiro a agosto deste ano, se comparadas ao mesmo período do ano passado, passando de US$ 165,6 milhões para US$ 221,6 milhões. Sob a ótica das importações, a participação na pauta é 0,3%. Entre os principais produtos importados pelas cooperativas nos primeiros oito meses de 2011, destacam-se os seguintes: cloretos de potássio (com compras de US$ 39,5 milhões, representando 17,8% do total importado pelas cooperativas); cevada cervejeira (US$ 23,8 milhões, 10,7%); malte não torrado (US$ 17,7 milhões, 8,0%); e diidrogeno-ortofosfato de amônio (US$ 17,2 milhões, 7,7%).

No período em análise, entre os principais produtos importados, houve crescimentos significativos nos seguintes itens: feijões comuns, secos, em grãos (1.383,0%, de US$ 153,6 mil para US$ 2,3 milhões); máquinas para fiação de matérias têxteis (731,8%, de US$ 966,4 mil para US$ 8 milhões); óleo de girassol (+352,2%, de US$ 236 mil para US$ 1,1 milhão); diidrogeno-ortofosfato de amônio (314,8%, de US$ 4,1 milhões para US$ 17,2 milhões).

As compras externas das cooperativas foram originárias, no período de janeiro a agosto de 2011, de 43 países. Em igual período de 2010, foram 42 países de origem. Por conta de sua participação no total das compras do setor, merecem destaque: Argentina (compras de US$ 38,9 milhões, representando 17,5% do total); Alemanha (US$ 36,5 milhões, 16,5%); Rússia (US$ 19,0 milhões, 8,6%); e Estados Unidos (US$ 16,0 milhões, 7,2%).

De janeiro a agosto de 2011, das 27 Unidades da Federação , 13 realizaram importações por meio de cooperativas, uma a menos que em 2010.

O Paraná foi o estado com maior valor de importações via cooperativas, US$ 101,8 milhões, representando 45,9% do total das importações deste segmento. Em seguida aparecem: Santa Catarina (US$ 38,6 milhões, 17,4%); São Paulo (US$ 35,1 milhões, 15,8%); e Goiás (US$ 15,7 milhões, 7,1%).

O Mato Grosso do Sul foi o estado que apresentou o maior crescimento no período comparativo (5.022,2%, de US$ 88,3 mil para US$ 4,5 milhões), seguido por: Espírito Santo (532,7%, de US$ 8,4 mil para US$ 53,3 mil); Mato Grosso (254,9%, de US$ 2,1 milhões para US$ 7,4 milhões); e Bahia (228,0%, de US$ 166,1 mil para US$ 544,7 mil).

No período, 118 cooperativas realizaram importações: seis importaram valores na faixa entre US$ 10 e 50 milhões; seis importaram valores na faixa entre US$ 5 e 10 milhões; dezessete entre US$ 1 e 5 milhões; e oitenta e nove cooperativas realizaram compras externas abaixo de US$ 1 milhão. Cabe ressaltar que a maioria das cooperativas importadoras tem suas atividades relacionadas com o setor agropecuário, tendo importado insumos agrícolas (fertilizantes, ração, entre outros insumos).


Por Guia Marítimo

26.09.11 - seg

Expectativa é de que exportações caiam no 4º trimestre, diz BC

Mesmo com a revisão da projeção de exportações de US$ 250 bilhões para US$ 258 bilhões este ano, o BC (Banco Central) estima que seu ritmo caia no quarto trimestre de 2011. "O preço das exportações brasileiras de janeiro a agosto subiu 27% na comparação com o mesmo período do ano passado, o que nos levou a revisar a estimativa", afirmou o chefe do departamento econômico do BC, Túlio Maciel. Porém, ele observa que, mesmo com a ampliação, deve haver redução do ritmo das vendas ao exterior.

De acordo com Maciel, nos primeiros oito meses do ano, o valor total das exportações foi de 31% em relação a 2010, mesmo percentual obtido no terceiro trimestre quando comparado ao mesmo período do ano anterior. "Mas, na nossa estimativa, para atingir US$ 258 bilhões, o crescimento do último trimestre será de apenas 19% em relação ao mesmo período de 2010", explica ele, explicando que isso ocorre devido ao cenário de deterioração do ambiente internacional.

Fluxo cambial

O chefe do Departamento Econômico do Banco Central também informou que o saldo da saída e entrada de dólares do país, no mês, foi positivo em US$ 10 bilhões até o dia 21 de setembro. Segundo Túlio Maciel, no período, o fluxo financeiro foi positivo US$ 2,3 bilhões, enquanto o comercial, também positivo, registrou US$ 7,8 bilhões.

O BC também informou que no mês, até o dia 21, os bancos ficaram em posição comprada de US$ 3,1 bilhões, demonstrando a mudança de estratégia das instituições. Em agosto, elas haviam fechado em posição vendida de US$ 6,3 bilhões, um indicativo de aposta na queda do dólar.

Por: Guia marítimo

 

26.09.11 - seg

Medida do MDIC é considerada protecionista


Aumento do IPI desestimula busca por tecnologia.
Protecionista. É desta forma que o tributarista e ex-juiz do Tribunal de Impostos e Taxas do Estado de São Paulo, Marcelo Ricardo Escobar, sócio do Escobar Advogados, define o Decreto 7.567, de 15/09/2011, que estabelece o aumento do Imposto sobre Produtores Industrializados (IPI) para os carros que não tiverem 65% das peças produzidas no Brasil. Para o advogado, que atua com Comércio Exterior, a regra, apesar de proteger o mercado nacional, também atropela o investimento estrangeiro e, por isso, "deve ser analisada com parcimônia, já que as empresas de fora também geram empregos e desenvolvimento", afirma.

Segundo ele, o decreto desestimula a busca local por tecnologia ocasionando uma acomodação na indústria brasileira. "Trata-se de um ato protecionista, já que o objetivo da medida é proteger os fabricantes nacionais em um momento em que é inegável o acréscimo da concorrência com os produtos importados. Além disso, um dos alicerces do decreto, que seria o incentivo à inovação tecnológica pelas empresas beneficiadas, dificilmente atingirá seu objetivo, uma vez que o percentual exigido de investimento é muito baixo (0,5% da receita bruta total de venda de bens e serviços)", critica.

O decreto, válido até 31 de dezembro de 2012, visa defender a produção nacional, segundo comunicou o MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) e, entre as regras, prevê que para ter direito á isenção dos 30% do IPI, os veículos terão de ter, no mínimo, 65% de conteúdo regional de peças originárias do Brasil ou países-membros do Mercosul. Na prática, onera os veículos importados e pode ser considerada uma arma contra a recente invasão de veículos chineses ao País.

Por: Guia Marítimo

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