13.07.11 - qua

Maiores transportadoras aumentam participação de mercado

Maersk é a líder, com 15,4% de market share na capacidade global.
De acordo com a analista do segmento marítimo Alphaliner, as 20 maiores transportadoras aumentaram a sua participação combinada no market share global, alcançando 84% de participação.
Ainda assim, segundo a companhia, a indústria permanece competitiva, apesar da dominância cada vez maior das maiores companhias, já que nenhuma transportadora controla mais do que 20% do mercado sozinha.
O market share das maiores transportadoras registrou uma pequena queda em 2009 e 2010, já que a crise econômica da época resultou em uma redução temporária da capacidade. No entanto, nos últimos 12 meses a tendência mudou, com as 20 maiores transportadoras aumentando conjuntamente sua capacidade em 12%, ultrapassando o ritmo de crescimento da indústria em 9%.
Ainda segundo a Alphaliner, as três maiores transportadoras são a Maersk (15,4%), a MSC (12,9%) e a CMA CGM (8,3%). Quem ocupa a vigésima posição é a United Arab Shipping Company com 1,5% de participação do mercado.
12.07.11 - ter

Recorde de capacidade deve chegar ao mercado em 2012

O ano 2012 será complicado para as companhias marítimas: a previsão é de que a capacidade da indústria atinja recorde. Ao menos é o que alertou a companhia analista Braemar Seascope em seu relatório mais recente.

De acordo com a analista, a capacidade de frota que será injetada no mercado no próximo ano sofrerá um aumento de 9,5%, chegando a 16,8 milhões de Teus (unidade de medida equivalente a um contêiner de 20 pés).

As 230 novas embarcações que devem ser introduzidas em 2012 terão, juntas, capacidade para 1,5 milhão de Teus (unidade de medida equivalente a um contêiner de 20 pés). Dessas, 59 têm capacidade nominal de 10 mil Teus ou mais.

O influxo das novas embarcações no próximo ano baterá o recorde anual anterior, de 1,52 milhão de Teus, registrado em 2007 - antes que a crise econômica viesse. Cerca de 80 navios serão entregues já no primeiro trimestre do próximo ano.

A Braemar afirmou: "Tendo em mente que a maior parte dos porta-contêineres ultralargos são, atualmente, utilizados nos serviços Ásia-Europa, o influxo do próximo ano terá tonelagem suficiente para criar outros cinco loops com dez navios de 13.000 Teus".

08.07.11 - sex

China ganha cada vez mais espaço no mercado brasileiro

China ganha cada vez mais espaço no mercado brasileiro
SÃO PAULO - Sem o aumento contido dos preços, os importados procedentes da China representariam um valor muito maior do total desembarcado no Brasil. No primeiro trimestre, o desembarque físico de produtos chineses no Brasil aumentou 25,5% na comparação com o mesmo período de 2010, bem mais que a média de 12,4% ou do crescimento de 10,9% no volume importado dos EUA.  Nos preços, porém, os chineses ficaram abaixo da média, enquanto os americanos puxaram o aumento de preços nas importações do período, com alta de 14%. Os produtos chineses chegaram ao Brasil 8,6% mais caros, abaixo do aumento médio de 11,6%. Os dados são da Fundação Centro de Estudos de Comércio Exterior (Funcex).Esse movimento é ainda mais acentuado na comparação com 2009. No primeiro trimestre deste ano, o país importou da China o dobro do volume importado no primeiro trimestre daquele ano, com preço médio 1,49% menor. No mesmo período, o volume comprado dos EUA cresceu 30,7%, com preços 3,17% maiores.Sílvio Campos Neto, economista da Tendências Consultoria, diz que a divergência no comportamento das exportações ao Brasil está relacionada às diferenças na pauta exportadora dos dois países. O aumento de volume nos desembarques com origem China, diz ele, comprova a crescente importância do país asiático como fornecedor, prestes a tornar-se o maior exportador de bens para o país.Com taxa de câmbio favorável à exportação, diz Fábio Silveira, sócio da RC Consultores, os chineses estão diversificando o perfil de produtos vendidos ao Brasil, que englobam intermediários e acabados classificados como bens de consumo e capital. "Eles estão mais preocupados em se fortalecer em novos mercados e o Brasil é um deles. Por enquanto, não precisam elevar tanto os preços."Já os americanos, lembra Campos Neto, têm mantido uma pauta exportadora mais estabilizada, ou sem mudanças tão aceleradas quanto a da China. "Por isso, os EUA tendem a exigir um comportamento mais equilibrado na variação entre volumes e preços dos itens exportados ao Brasil."O economista da Tendências lembra também que os americanos fornecem bens de capital e itens de maior valor agregado, que ainda estavam com preços mais baixos no período pós-crise. Com a recuperação atual dos mercados internacionais, existe oportunidade para uma recomposição de preços desse tipo de bem. Outro fator que pesa no aumento de preço dos desembarques originados dos EUA são os combustíveis, um dos principais itens exportados pelos americanos ao Brasil e que apresentaram recuperação de preços.Os preços dos importados dos EUA, lembra Flávio Samara, economista da LCA Consultores, já refletem também o efeito do choque de commodities nas cadeias de produção americanas. "Já se percebe na economia dos EUA o repassse de parte do choque para os produtos finais, o que também eleva os preços dos produtos exportados."Apesar de representar um ritmo forte, a taxa de crescimento de 25,5% no volume importado da China representa uma desaceleração em relação ao que vinha ocorrendo. No primeiro trimestre de 2010, na comparação com o mesmo período de 2009, o aumento havia sido de 61,6%. Os preços, porém, foram em sentido inverso, com queda de 9,29%.A perspectiva, agora, é que os preços devolvam um pouco do valor perdido até o ano passado e reflitam a recuperação esperada para a zona do euro e para os EUA. A tendência que se desenha para o ano, diz Samara, é que os preços das importações cresçam em ritmo maior que o anterior e que o aumento no volume importado se desacelere.Samara lembra que o menor ritmo de crescimento do volume importado também reflete a desaceleração da economia brasileira em 2011, na comparação com o desempenho de 2010. As dúvidas em relação ao comportamento de preços dos importadores, diz ele, ficam por conta da taxa de crescimento dos EUA e da continuidade - ou não - da recuperação dos países da zona do euro.Por: Marta Watanabe - Jornal Valor Econômico
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