12.08.11 - sex

Economia: América do Sul pode criar fundo anticrise

Economia: América do Sul pode criar fundo anticrise

Ministros das Finanças sul-americanos devem entrar em acordo esta sexta-feira para criar um fundo anticrise ou reforçar o existente Fundo Latino-Americano de Reservas (Flar) a fim de garantir a assistência financeira às nações com desequilíbrios, disseram autoridades na quinta-feira.
O ministro da Fazenda brasileiro, Guido Mantega, disse a jornalistas que os ministros, que irão se reunir em Buenos Aires para avaliar uma defesa comum diante das turbulências nos mercados globais, poderão decidir incorporar as duas maiores economias sul-americanas --Brasil e Argentina-- ao Flar.
"Vamos conversar sobre a entrada de novos países ao Flar, como Argentina ou Brasil, para que aumente o poder de fogo do Flar", disse Mantega, acrescentando que os ministros analisarão também os mecanismos de "swaps" de moedas usados na Ásia desde 2010 como proteção anticrise.
Mas os ministros também poderão decidir criar um novo fundo, sinalizou o vice-ministro da Economia da Argentina, Roberto Feletti.
"Não se está falando de cifras neste momento. A região tem mais de US$ 500 bilhões de reservas, por isso os bancos centrais têm forte capacidade de intervenção frente a movimentos especulativos", explicou.
Feletti disse que, além disso, os ministros buscarão na sexta-feira "fortalecer instituições bancárias de desenvolvimento da região como a CAF (Banco de Desenvolvimento da América Latina), acelerar a constituição do Banco del Sur e avançar em um esquema de multilateralismo de pagamentos."
Proteção financeira
Mantega destacou que a criação de um fundo de proteção anticrise é uma tarefa difícil no curto prazo.
Ao chegar à capital argentina na quinta-feira, ele explicou que os ministros criarão "uma comissão de países para estudar como fortalecer o Flar ou outros mecanismos" e acrescentou que "amanhã (sexta-feira) deveremos ter resultados."
Contudo, afirmou que "não é fácil criar um mecanismo" de forma imediata e que "nós podemos amanhã (sexta) definir um protocolo de intenções para criar um mecanismo para fortalecer o Flar", embora considerou que o mecanismo dos países asiáticos de "swaps" de moedas "é mais forte".
"Temos que pensar em algo maior que o Flar para proteger financeiramente nossos países, algo como fizeram os países asiáticos, que fazem 'swaps' entre eles", disse Mantega.
O Fundo Latino-Americano de Reservas, com sede em Bogotá, foi criado em 1978 e está formado atualmente por Bolívia, Colômbia, Costa Rica, Equador, Peru, Uruguai e Venezuela, segundo informações de sua página na Internet.
A entidade, que tem o objetivo de blindar seus integrantes contra as dificuldades financeiras, capta recursos no mercado e emite títulos.

(Informações: Agência Reuters / Foto: Divulgação)

 

12.08.11 - sex

Receita apreende 60 toneladas de produtos falsificados

A Receita Federal informou ontem que fez, no Porto de Paranaguá, no Paraná, a maior apreensão de produtos falsificados da história daquele local. Embora a operação tenha ocorrido na última terça-feira, só agora a Receita divulgou os dados referentes ao trabalho de apreensão.

De uma só vez, foram apreendidas 60 toneladas de produtos falsificados, entre eles bolsas, carteiras, relógios, roupas e óculos de marcas conhecidas.

A Receita informou ainda que o valor estimado da apreensão pode chegar a R$ 10 milhões e que os responsáveis pela fraude estão sendo identificados e responderão por crime de contrabando e descaminho.

A apreensão só foi possível por causa da utilização de sistemas informatizados que monitoram as cargas destinadas ao país antes mesmo que elas cheguem ao Brasil. Segundo a Receita, o novo sistema vem sendo implantado nas unidades aduaneiras de todo o país.

Fonte: Agência Brasil

11.08.11 - qui

BNDES: Investimentos japoneses no Brasil devem aumentar 20%

BNDES: Investimentos japoneses no Brasil devem aumentar 20%

Os investimentos diretos japoneses no Brasil deverão crescer cerca de 20% este ano e atingir US$ 12 bilhões. A previsão foi feita ontem (10.08), pelo superintendente da área internacional do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Sérgio Foldes, em debate na XIV Reunião do Comitê de Cooperação Econômica Brasil-Japão.
O encontro, promovido pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) e sua congênere japonesa, a Nippon Keidanren, reuniu durante dois dias, em Salvador, mais de 200 empresários dos dois países.
Segundo Foldes, os investimentos japoneses serão aplicados principalmente nos setores automotivo, eletro-eletrônico, siderúrgico e farmacêutico. Ele informou que o recente acordo firmado entre BNDES e o Japan Bank For International Cooperation para uma linha de crédito de até US$ 3 bilhões em projetos de infraestrutura no Brasil deverá atrair mais empreendimentos japoneses para os segmentos de energia elétrica, petróleo e gás.
No painel do qual Foldes participou, sobre finanças, o diretor-presidente do Banco Sumitomo Mitsui no Brasil, Teruhisa Konish, queixou-se de que as altas taxas de juros cobradas no país afugentam a demanda por empréstimos a empresas, especialmente de longo prazo.
Outra queixa dos empresários japoneses - o fim de voos diretos entre São Paulo e Tóquio, desde março último, pelas dificuldades financeiras da JAL (Japan Airlines) – não terá solução no curto prazo.
O diretor-executivo da All Nippon Airways, Hiromichi Toya, que participou do painel, disse não estar nos planos da companhia a realização de voos diretos entre os dois países.
Toya afirmou que a All Nippon Ayrways se limitará a estender para a Ásia voos da TAM. Os empresários afirmaram que a ausência de voos diretos dificulta não só o trânsito de dirigentes das empresas japonesas e brasileiras, como o intercâmbio de técnicos, com prejuízos à transferência de tecnologia.
Os empresários japoneses criticaram também a precariedade da infraestrutura brasileira, especialmente de ferrovias, e o sistema tributário do país, pela sua complexidade.         
De acordo com os presidentes da Multigrain, Nobuhiko Tomishima, e da Sumitomo Chemical do Brasil, Toshiaki Matsushita, são dois dos fatores que encarecem a produção agrícola.
A crítica foi endossada pelo presidente da Abipecs (Associação Brasileira da indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína), Pedro de Camargo Neto, moderador dos debates sobre agricultura.
Ao final da XIV Reunião do Comitê de Cooperação Econômica Brasil-Japão, os empresários dos dois países concordaram que a exploração de petróleo da camada do pré-sal e as obras de infraestrutura para a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016 são ótimas oportunidades não apenas para ampliar os negócios bilaterais, como para promover a absorção de tecnologia de ponta japonesa.
“Espero que estas oportunidades sejam concretamente trabalhadas para que atinjam os resultados almejados”, declarou o presidente brasileiro do Comitê, José de Freitas Mascarenhas, ao encerrar a XIV Reunião. Mascarenhas também preside a FIEB (Federação das Indústrias do Estado da Bahia), anfitriã do encontro.

(Informações/Foto: Divulgação)


 

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