08.11.11 - ter

China se tornará maior importador de agrícolas

A China se tornará o maior importador de produtos agrícolas do mundo dentro de cinco a 10 anos por causa das limitadas terras aráveis e de tecnologias “relativamente fracas” de cultivo, informou a China News Agency no fim de semana, citando Cheng Guoqiang, pesquisador do Centro de Pesquisa de Desenvolvimento do Conselho de Estado do país.

Cheng revelou que a área agrícola per capita na China é 40% menor do que a média global, de acordo com a agência de notícias O país agora é o principal importador de soja e algodão do mundo, importante comprador de açúcar e está se tornando um grande participante do comércio global de milho, à medida que a renda cresce e as pessoas incorporam mais carnes em suas dietas.

O pesquisador disse ainda que importar soja é “inevitável”, segundo uma reportagem publicada ontem separadamente no site oficial do Fórum Pequim, evento do qual Cheng participou. As importações da oleaginosa começaram a subir logo depois que a China se juntou à Organização Mundial de Comércio (OMC), em 2001, e alcançaram um recorde de 54,8 milhões de toneladas, ou quase 80% do consumo doméstico, em 2010.

Também no ano passado, o país se tornou um importador líquido de milho – utilizado principalmente na fabricação de ração animal -, após 14 anos de autossuficiência. De acordo com o Centro Nacional de Informação de Óleos e Grãos da China (CNGOIC, na sigla em inglês), as importações do grão devem totalizar 5 milhões de toneladas em 2011/12.

Fonte: Agência Estado

 

 

08.11.11 - ter

Exportações foram de US$ 3,185 bilhões na semana

As exportações, na primeira semana de novembro (1º a 6), com três dias úteis, foram de US$ 3,185 bilhões, com média diária de US$ 1,061 bilhão. A média é 20,1% maior que a registrada no mês de novembro do ano passado (US$ 884,4 milhões) e 4,1% menor que a do mês de outubro último (US$ 1,107 bilhão).

As importações, no período, foram de US$ 3,728 bilhões, com resultado médio diário de US$ 1,242 bilhão. Houve aumento de 42,9% sobre a média aferida em novembro de 2010 (US$ 869,8 milhões). Já em comparação com a média de outubro deste ano (US$ 989,3 milhões), houve crescimento de 25,6%.

Com isto, a balança comercial semanal registrou déficit de US$ 543 milhões, com média diária negativa de US$ 181 milhões. A corrente de comércio (soma das exportações e importações) totalizou US$ 6,913 bilhões, com média de US$ 2,304 bilhões por dia útil.


Ano

De janeiro à primeira semana de novembro deste ano (212 dias úteis), as vendas ao exterior somaram US$ 215,324 bilhões (média diária de US$ 1,015 bilhão). Na comparação com a média diária do mesmo período de 2010 (US$ 785,4 milhões), as exportações cresceram 29,3%. As importações foram de US$ 190,477 bilhões, com média diária de US$ 898,5 milhões. O valor está 25,7% acima da média registrada no mesmo período de 2010 (US$ 714,9 milhões).

No acumulado do ano, o saldo positivo da balança comercial é de US$ 24,847 bilhões, com o resultado médio diário de US$ 117,2 milhões. No mesmo período de 2010, o superávit era de US$ 14,951 bilhões, com média de US$ 70,5 milhões. Pela média, houve aumento de 66,2% no comparativo entre os dois períodos. A corrente de comércio soma, em 2011, US$ 405,801 bilhões, com média diária de US$ 1,914 bilhão. O valor é 27,6% maior que a média aferida no mesmo período no ano passado (US$ 1,5 bilhão).

Por: Guia Marítimo

07.11.11 - seg

Reforma tributária pode pôr fim à guerra dos portos

O projeto de resolução 72 do Senado, que teria o condão de eliminar a chamada “guerra dos portos” vai enfrentar uma batalha jurídica, já que foi retirado da CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) e encaminhado à (CCJ) Comissão de Constituição e Justiça. Na prática, o projeto estabelece, basicamente, a redução a zero da alíquota do Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestação de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS), nas operações interestaduais com bens e mercadorias importados do exterior, desde que, após o seu desembaraço aduaneiro, tais bens e mercadorias não tenham sido submetidos a processo de industrialização, e/ou (ii) tenham sido submetidos a processo que importe apenas em alterar a apresentação do produto, pela colocação de embalagem, ainda que em substituição da original, explicam as advogadas Camila Mendes Vianna Cardoso, Teresa Gorito e Amanda Guimarães do Mendes Vianna Advogados Associados.
Perguntadas se a medida, de fato, acaba com a “guerra dos portos”, elas alegam que isoladamente a Resolução 72 não tem o condão de eliminar totalmente esta guerra. “A resolução para auferir os resultados almejados necessita que seja levado a cabo o projeto de reforma tributária que, dentre outras medidas, modifica a sistemática de contribuição do ICMS para o Estado de destino ao invés do atual sistema que privilegia o Estado de origem, majoritariamente”, sustentam.

Andrezza Queiroga

 

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