Arquivo de Notícias: setembro - 2010

30.09.10 - qui

Empresas devem trabalhar em rede para reduzir custos na exportação

A partir do momento em que se trabalha em grupo, há divisão dos custos e os benefícios são coletivos, disse Minervini, autor do livro "O Exportador", uma referência para quem trabalha na área.

O especialista afirmou que nos países latinos há uma cultura de se trabalhar de forma individual. Para ele, isso é uma barreira que precisa ser superada. "A exportação é a melhor escola da competitividade. Se uma empresa exporta, ela tem que se confrontar com a concorrência internacional e acaba descobrindo novas aplicações para os produtos e novas exigências do consumidor", disse. Para ele, hoje, exportar é uma questão de sobrevivência para as empresas. Apesar de existir um grande mercado interno, ele ressaltou que há muita concorrência externa e para se sobressair tem que conhecer o mercado internacional para saber como se está vendendo lá fora.

Para Minervini, exportar exige paciência, pois é uma atividade de médio e longo prazo. Apesar da globalização e dos avanços da internet, as empresas precisam conhecer as diferenças culturais. "Em muitos países ainda se faz negócio cara a cara", disse. Ele chamou a atenção para a importância de se fazer pesquisas de mercado. "Não dá para se atirar a esmo. Temos que identificar o mercado mais correto e o segmento que pode ser mais lucrativo". Outro fator que ele considera importante é a questão logística, pois o produto tem que chegar no "outro lado do mundo" da forma mais competitiva possível.

Start Export: para as empresas que querem ingressar no mercado internacional ou ampliar o mercado de atuação, a FIESC tem o programa Start Export. Iniciativa que busca minimizar riscos e otimizar os resultados de pequenas e médias indústrias na exportação. O programa engloba um conjunto de soluções que compreende diagnósticos e treinamentos, o desenvolvimento e a execução de um plano de ação voltado ao comércio internacional e a assessoria permanente, realizada por profissionais especializados. Em 2009, doze indústrias do estado participaram do Start Export.

30.09.10 - qui

Importações do Paraná mantêm crescimento maior que exportações

As importações do Paraná mantiveram em agosto a tendência de crescerem em um ritmo mais rápido do que as exportações. Os embarques do Estado somaram US$ 1,449 bilhão, valor 31% acima do registrado em agosto de 2009. A entrada de produtos teve um incremento maior, de 75%, para US$ 1,371 bilhão. No ano, as importações acumulam alta de 52%, para US$ 8,5 bilhões, e as exportações, de 17%, para US$ 9,3 bilhões. Apesar da forte expansão do comércio internacional, a balança comercial do Paraná ainda não se recuperou completamente da crise econômica. Nos oito primeiros meses do ano, as exportações ficaram 14% abaixo do que foi visto no mesmo período de 2008. No caso das importações, o volume de 2010 ainda está 11% abaixo do verificado em 2008.

Apesar da lentidão, são visíveis alguns sinais de expansão nos embarques do setor industrial. As exportações de produtos da categoria de materiais de transportes, que inclui veículos, cresceram quase 50% nos primeiros oito meses de 2010, na comparação com o mesmo período do ano passado. As vendas de produtos da indústria mecânica tiveram alta de 58%, enquanto os materiais elétricos e eletrônicos avançaram 30%. Além disso, a montadora Renault apareceu como a empresa que mais exportou neste ano, com vendas de US$ 650 milhões, seguida pela cooperativa Coamo, que exportou US$ 500 milhões.

Importações – O aumento das compras do exterior, de 52% neste ano, ocorre em quase todas as categorias de itens que entram no Estado. A importação de materiais de transporte, principal grupo da pauta, cresceu 59% nos primeiros oito meses do ano, chegando a US$ 1,6 bilhão, seguida pelo grupo de petróleo e derivados, que teve expansão de 79%, para US$ 1,3 bilhão.

A aceleração das importações também provocou uma mudança no ranking dos países de origem das compras do Paraná. No período de janeiro a agosto, a China assumiu a primeira colocação, com vendas de US$ 1,182 bilhão, ultrapassando a Argentina, que exportou US$ 1,023 bilhão ao Estado. Também houve crescimento expressivo nas importações da França (alta de 114% no ano) e da Suécia (124%), provocadas pela retomada do setor automotivo no Estado.

28.09.10 - ter

Porto de Paranaguá pode ser escala de cruzeiros marítimos

Porto de Paranaguá pode ser escala de cruzeiros marítimos

O Porto de Paranaguá poderá entrar de vez na rota dos navios de turismo. A Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) está trabalhando para que o Porto de Paranaguá atenda às exigências das grandes operadoras e a cidade passe a ser o escala de cruzeiros marítimos.

“Pelo que percebemos, o porto de Paranaguá atende as exigências técnicas para receber um de nossos navios. Fora isso, temos aqui um elemento muito importante que é a vontade da administração em receber os cruzeiros e isso conta bastante”, disse Duarte.

INTEGRAÇÃO - Vencida a etapa de qualificação técnica, Duarte explicou que é necessário medir o apelo turístico da cidade e da região do entorno do Porto. Para isso, a Appa fará uma parceria com a Secretaria Estadual de Turismo do Paraná e a Fundação Municipal de Turismo com o objetivo de apresentar à empresa as alternativas de turismo da região.

Ele lembrou que os atrativos turísticos de Paranaguá são inúmeros e suficiente para atrair turistas. “Temos a Ilha do Mel, o centro histórico de Paranaguá, estamos próximos a Morretes e Antonina, sem falar de Curitiba”, disse.

“Estamos somando esforços para atender mais esta fatia de mercado. No que depender da Appa, Paranaguá estará na lista de escalas dos grandes transatlânticos já na próxima temporada”, disse o superintendente.

O último navio de passageiros que atracou em Paranaguá foi o holandês, Veendam, em março deste ano. Vindo de Punta Del Este, no Uruguai, o navio trazia 1300 turistas canadenses e americanos e fez escala de 12 horas em Paranaguá. Na ocasião, a Appa, a Fumtur e a Secretaria Estadual de Turismo trabalharam em conjunto para recepcionar o grupo.

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