Arquivo de Notícias: agosto - 2010

16.08.10 - seg

Exportações registram aumento forte em todas as regiões do país

Exportações registram aumento forte em todas as regiões do país

Nos 145 dias úteis até final de julho, os nove estados da região exportaram produtos no valor de US$ 8,8 bilhões. Foi um aumento de 43% sobre os US$ 6,1 bilhões registrados no mesmo período de 2009, de acordo com boletim divulgado na sexta-feira pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic) com detalhes da balança comercial por regiões, por estados e pelos 2.147 municípios com vendas externas.

Na balança comercial dos municípios, Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, manteve a primeira colocação com embarques de US$ 5 bilhões no ano. Dentre os dez mais bem colocados nas vendas internacionais, a cidade de São Paulo aparece em segundo lugar com US$ 3,6 bilhões, seguida por Parauapebas, no Pará, com US$ 3,1 bilhões.

Em seguida aparecem Santos, cidade do litoral de São Paulo, com vendas equivalentes a US$ 2,8 bilhões; São José dos Campos (SP), com US$ 2,5 bilhões; Itabira (MG), com US$ 2,47 bilhões; Paranaguá (PR), com US$ 2,45 bilhões; São Bernardo do Campo (SP), com US$ 2,1 bilhões; Vitória (ES), com US$ 2,08 bilhões; e Macaé (RJ), com US$ 2,05 bilhões.

16.08.10 - seg

Exportações registram aumento forte em todas as regiões do país

Exportações registram aumento forte em todas as regiões do país

Nos 145 dias úteis até final de julho, os nove estados da região exportaram produtos no valor de US$ 8,8 bilhões. Foi um aumento de 43% sobre os US$ 6,1 bilhões registrados no mesmo período de 2009, de acordo com boletim divulgado na sexta-feira pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic) com detalhes da balança comercial por regiões, por estados e pelos 2.147 municípios com vendas externas.

Na balança comercial dos municípios, Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, manteve a primeira colocação com embarques de US$ 5 bilhões no ano. Dentre os dez mais bem colocados nas vendas internacionais, a cidade de São Paulo aparece em segundo lugar com US$ 3,6 bilhões, seguida por Parauapebas, no Pará, com US$ 3,1 bilhões.

Em seguida aparecem Santos, cidade do litoral de São Paulo, com vendas equivalentes a US$ 2,8 bilhões; São José dos Campos (SP), com US$ 2,5 bilhões; Itabira (MG), com US$ 2,47 bilhões; Paranaguá (PR), com US$ 2,45 bilhões; São Bernardo do Campo (SP), com US$ 2,1 bilhões; Vitória (ES), com US$ 2,08 bilhões; e Macaé (RJ), com US$ 2,05 bilhões.

13.08.10 - sex

Desempenho da China é crucial para futuro do Brasil, diz analista

O economista Thomas Palley, do instituto New America Foundation, vê o risco de nova depressão econômica, caso os países avançados retirem os estímulos fiscais e adotem medidas de austeridade. Para ele, a ameaça, que tem sido apontada pelo Nobel Paul Krugman, de fato existe. Palley acredita, porém, que a mera manutenção do expansionismo fiscal não deve ser suficiente para evitar uma prolongada estagnação no mundo desenvolvido -é preciso também atacar desequilíbrios estruturais das economias. No caso dos EUA, ele cita a distribuição de renda, o divórcio entre a evolução dos salários do crescimento da produtividade e os déficits comerciais.
Palley é bem mais otimista em relação ao Brasil. Diz que uma eventual estagnação dos desenvolvidos atingiria em alguma medida o país, mas observa que o futuro da economia brasileira, grande exportadora de commodities, está muito ligado ao futuro da China. O Brasil, afirma, conta ainda com trunfos importantes, como o mercado interno dinâmico, o petróleo do pré-sal e grande espaço para elevar o investimento público.
O economista veio ao Brasil para participar do 3º Encontro Internacional da Associação Keynesiana Brasileira (AKB), realizado nesta semana em São Paulo, na FGV. Sediado em Washington, a New America Foundation é um instituto independente de políticas públicas. Palley diz que seria um grande equívoco apertar a política fiscal agora nos países desenvolvidos, como sugerem analistas ortodoxos. Dada a fragilidade da recuperação da economia, medidas de austeridade fiscal seriam um erro.
Palley insiste, contudo, que não basta manter os estímulos fiscais. Para que haja uma recuperação consistente, é fundamental enfrentar os desequilíbrios estruturais que contribuíram de modo decisivo para a crise. Ele aponta a "exaustão do paradigma de crescimento da economia americana" em vigor desde os anos 80. Segundo Palley, o modelo se baseia na expansão do endividamento e na necessidade de aumentos expressivos de preços de ativos, marcado por déficits comerciais elevados e perda de empregos industriais.
"Precisamos restaurar o elo entre o crescimento dos salários e o crescimento da produtividade", diz ele, que também destaca a necessidade de redução do déficit comercial americano, assim como uma política que impeça uma nova sobrevalorização do dólar. São medidas importantes para evitar a perda de investimentos e empregos industriais para o exterior.
Na Europa, Palley vê com maus olhos a estratégia da Alemanha, que segue um modelo exportador mais adequado a um "pequeno país emergente". Para manter a competitividade, há uma política de repressão salarial, que leva a pressões deflacionárias para os outros países europeus.
Se essas questões não forem enfrentadas, Palley acredita que haverá uma "longa e dolorosa estagnação" nos próximos anos. Como a japonesa nos anos 90? "Vai ser pior. O desemprego no Japão nunca ficou muito acima de 5%. Nos EUA, a taxa já está em 10% e, se você considerar os que não estão na força de trabalho, por desalento ou que não trabalham tanto quanto gostariam, a taxa está próxima de 17%."
Quanto ao Brasil, um ponto fundamental é saber o que vai ocorrer com a China, diz Palley. Grande exportador de commodities, o Brasil tem se beneficiado dos preços elevados desses produtos, muito demandados pelo país asiático. Ele considera possível que a economia asiática continue a crescer a taxas robustas, mas vê dois riscos importantes nos próximos anos.
O primeiro risco é que desequilíbrios internos afetem a economia. Ele cita a especulação imobiliária e no mercado de ações, o excesso de capacidade provocado pelos investimentos elevados e eventuais problemas nos bancos, devido a empréstimos de qualidade duvidosa para estatais. O outro risco é de que a desaceleração nos EUA prejudique o crescimento da China, que tem na economia americana um grande mercado.
Além da influência da China, Palley destaca fatores importantes que podem ajudar o Brasil a se sair bem nos próximos anos. Um deles é a força do mercado interno, que pode manter o dinamismo da economia em alta, mesmo com um cenário externo mais adverso. Outra vantagem são as oportunidades oferecidas pelo petróleo do pré-sal, cuja exploração vai demandar investimentos e, com isso, impulsionar uma parcela importante da economia. A terceira, por fim, é um espaço expressivo para o avanço investimento público. Palley não vê com preocupação a política fiscal brasileira - um déficit fiscal na casa de 3,5% do PIB não é um problema significativo, num cenário de economia global fraca.
Como os keynesianos brasileiros, Palley vê com preocupação o nível dos juros brasileiros, que, segundo ele, abocanham parcela relevante do orçamento e contribuem para a valorização do câmbio. O real forte, aliás, é um fator que pode prejudicar o Brasil, afirma. O país conseguiu manter um parque produtivo integrado nos últimos 20 anos, o que pode ser ameaçado se o dólar barato continuar por muito tempo. E aí a China se torna uma ameaça.
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