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Arquivo de Notícias: março - 2010
Saab promete fabricar caças no País e agrada empresários
A escolha da empresa sueca Saab, que concorre a licitação da compra dos 36 caças para a Força Aérea Brasileira (FAB) deve elevar as relações comerciais do Brasil com o mundo. A declaração foi do CEO da Saab, Ake Svensson. Segundo o executivo, caso o Brasil opte pelo modelo Grippen NG, imediatamente serão realizadas vendas para outros países como Índia e África do Sul de caças fabricados no Brasil.
"O Brasil fechando o negócio com a Saab teremos um casamento de longa duração formado, um casamento que renderá frutos imediatos como a venda de caças modelo Gripen para a Índia, fabricados em território brasileiro e com tecnologia dos dois países, pois já teremos a transferência tecnológica em ação", pontuou o CEO durante evento na Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp).
Outra alegação do executivo é que depois de assinado o acordo será construída uma fábrica em São Bernardo do Campo, São Paulo, para a construção das aeronaves compradas, em parceria com engenheiros brasileiros. Segundo Svensson, a transferência tecnológica não será apenas de fachada ou meramente explicativa, os engenheiros e toda a equipe brasileira irá aprender na prática. "Os brasileiros irão construir os aviões em conjunto com os funcionários suecos, assim, haverá realmente uma transferência de tecnologia."
Na opinião do professor da FGV, Fernando Arbache, o aspecto primordial a ser considerado para a escolha é a transferência tecnológica. "Em última instância, sem o conhecimento e know-how para projetar, desenvolver e produzir seus próprios produtos, uma nação permanece uma simples compradora de equipamentos, incapaz de desenvolver a tecnologia de que dispõe para alcançar maior independência e liberdade", relatou.
Questionado sobre a porcentagem de peças e tecnologia americana para a fabricação do Gripen, o presidente da Saab afirmou que não será um problema para a completa transferência de conhecimentos, uma vez que algumas peças têm outros fornecedores no mundo e a tecnologia é totalmente sueca. Segundo o relatório da FAB, entregue ao ministro da Defesa, Nelson Jobim, o Gripen é a escolha preferencial dentre as três empresas concorrentes: a francesa Dassault com o modelo Rafale, a americana Boeing com o F-18 e a própria Saab. "O modelo sueco foi considerado o melhor caça em quatro categorias: técnica, transferência de tecnologia, geração de empregos e preço", aponta o relatório da Força Aérea. A frente parlamentar por sua vez enviou "em defesa da soberania nacional" a assinatura de 195 parlamentares mais os presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado, propondo que a decisão sobre o programa F-X2 se baseie no relatório da FAB.
Roberto Giannetti da Fonseca, diretor do departamento de relações internacionais e comércio exterior da Fiesp, afirmou que o governo deve ficar atento às indicações dos relatórios e a sociedade brasileira quanto a escolha do modelo Gripen. "O que nós ouvimos sobre o desenvolvimento e transferência de tecnologia, o valor do contrato nos leva a crer que o produto sueco tem grande chance de ganhar. Além do mais a relação com os suecos é muito transparente, equilibrada e positiva, é o momento que nós deveríamos prestigiá-la. O governo deve prestar atenção a isto." Além disso, o CEO da Saab afirmou que mesmo que não seja eleita como vencedora, a empresa irá construir sua fábrica no País para a produção de aviões comerciais, militares e até veículos automotivos. "Não deixaremos de investir no Brasil, não romperemos os contratos com pequenas e médias empresas fornecedoras de produtos para a Saab e construiremos a indústria em São Bernardo do Campo, claro que não com a agilidade e rapidez que faríamos, no caso de ganharmos a licitação", esclareceu.
Presença real
Durante sua apresentação, o rei da Suécia, Carl XVI Gustaf afirmou que irá visitar as instalações da Embraer hoje para estudar o nível industrial do Brasil e testemunhar as excelentes relações comerciais e de desenvolvimento que poderão ser efetuadas. "Minha visita irá fortalecer as amigáveis relações entre os países, que serão longas e frutíferas".
O rei da Suécia afirmou ainda que há muito espaço para a parceria estratégica em diversos setores. Ele citou: cultura, energia, defesa, alta tecnologia, inovação, saúde, bioenergia, educação e biocombustíveis.
"Vemos novas possibilidades de cooperação em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), maior aprofundamento em parcerias tecnológicas por meio do protocolo de colaboração estratégica assinado ontem", concluiu.
O rei da Suécia ainda fez propaganda dos ônibus "limpos" que são fabricados na Suécia e que utilizam etanol. "Vocês deveriam comprar nossos ônibus, eles utilizam biocombustível."
Especialistas do setor afirmam que os ônibus são muito mais caros pois não possuem tecnologia adequada e ainda utilizam aditivos em seus motores.
A empresa sueca Saab lançou mão ontem de um argumento que lhe dá muita força na corrida pela venda de caças à Força Aérea Brasileira. Segundo seu presidente, Ake Svensson, a companhia pretende construir uma fábrica de caças no Brasil, com transferência tecnológica integral, e exportar os aviões fabricados aqui a países como África do Sul e Índia.
"Se o Brasil fechar o negócio com a Saab teremos um casamento de longa duração formado, um casamento que renderá frutos imediatos, como a venda à Índia de caças modelo Gripen fabricados em território brasileiro e com tecnologia dos dois países, pois já teremos a transferência tecnológica em ação", pontuou o CEO, durante evento na Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp). A fábrica ficaria em São Bernardo do Campo, em São Paulo.
Roberto Giannetti da Fonseca, diretor do departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior da Fiesp, afirmou que o governo deve ficar atento às indicações dos relatórios e à sociedade brasileira quanto à escolha do modelo Gripen. "Nó ouvimos sobre desenvolvimento e transferência de tecnologia, e o valor do contrato nos leva a crer que o produto sueco tem grande chance de ganhar. Além do mais, a relação com os suecos é muito transparente e positiva."
Porto ganhará via expressa de 3,5 km
O Porto de Santos passará a contar com uma via expressa de 3,5 quilômetros de extensão nos próximos dias, com a abertura ao tráfego da pista de entrada do Contorno de Outeirinhos, parte da Avenida Perimetral da Margem Direita do complexo. A via expressa vai facilitar a chegada de caminhões aos terminais do Macuco e Ponta da Praia.
A entrega da via irá aliviar a circulação de veículos pesados entre os terminais açucareiros e facilitar a chegada às instalações do Macuco e da Ponta da Praia.
A pista de entrada poderá ser usada com a liberação da descida do Viaduto do Paquetá por sua alça à direita, que desemboca na nova via. Com isso, os caminhões que se dirigem aos terminais do Macuco e da Ponta da Praia não vão precisar percorrer a Avenida Eduardo Guinle, por meio da alça à esquerda do viaduto.
Companhias de porte menor já incomodam gigantes do setor aéreo
Os números são de fevereiro e representam o dobro da participação no mercado em relação ao mesmo mês de 2009, quando tinham 6,94% do total, segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Atualmente, a cada 100 passageiros de voos domésticos, 16 voam em companhias menores, revela o levantamento da Anac.
O aumento de renda da população brasileira, as tarifas mais competitivas das novatas e a entrada dessas companhias em mercados pouco explorados elevaram a demanda de passageiros nos voos. Mesmo que de leve, a participação maior de mercado das companhias menores afetou as gigantes do setor, Gol e TAM. Em fevereiro, as duas tinham juntas 84,03% do mercado doméstico de aviação, contra 90,02% em fevereiro de 2009.
A participação de mercado da TAM no número de passageiros transportados despencou em fevereiro, passando de 49,82% no mês em 2009 para 42,42% este ano. Mas isso não significa que o número de passageiros da empresa caiu no período. Ao contrário, cresceu 21,66%. O resultado da fatia menor do mercado é explicado pelo salto no tráfego aéreo nos voos domésticos no mês passado, que registrou crescimento de 43% sobre fevereiro de 2009. Foi o maior crescimento percentual já registrado desde setembro de 2003, quando os dados começaram a ser computados. Já a Gol apresentou alta na participação do mercado em fevereiro: 41,61%, contra 40,20% no mesmo mês de 2009. O número de passageiros transportados no período aumentou 47,91%.
Novata - A novata Azul, que iniciou as operações em dezembro de 2008, conecta hoje 17 cidades com cerca de 100 voos por dia. A frota da empresa é composta por 15 jatos – e mais seis aeronaves vão chegar até dezembro. Para este ano, a companhia aérea pretende conectar 25 cidades em todo o país. “A Azul trouxe diferenciais importantes. Primeiro, usamos um aeroporto que estava abandonado, que é o de Viracopos (SP). Depois, passamos a atuar em cidades que não estavam sendo atendidas”, afirma Pedro Janot, presidente da Azul.
O baixo custo do bilhete aéreo é outro atrativo da companhia. “Quem compra com 30 dias de antecedência, paga o preço da passagem de ônibus na Azul. Dessa forma, trouxemos mais pessoas para o transporte aéreo. O passageiro largou o sofá de casa e foi voar. Os pequenos empresários também passaram a viajar de avião com mais frequência”, diz Janot. A companhia aérea transportou 2,2 milhões de passageiros em 2009 e este ano quer dobrar o número, para 4 milhões. “O mercado aéreo cresce como um todo, mas acredito que as companhias aéreas menores devem crescer mais. A tendência é que os grandes percam mercado”, observa Janot. Segundo ele, de 15% a 20% dos passageiros da Azul são pessoas que nunca viajaram de avião.
A Trip Linhas Aéreas também tem metas ambiciosas para 2010. Em 2009, a empresa aérea transportou 1,5 milhão de passageiros e, este ano, pretende transportar 2,4 milhões nas 78 cidades em que opera no país. Em Minas Gerais, são 11 municípios. “O nosso crescimento acontece pelo aumento de renda do brasileiro e da demanda maior de passageiros no interior”, ressalta Evaristo Mascarenhas de Paula, diretor de Marketing e Vendas da Trip. Até o fim do ano, a companhia espera estar presente em 86 cidades no país e 14 em Minas. “Apesar das obras nos aeroportos, nem todos estão prontos para decolar”, observa Mascarenhas. Nos próximos meses, a empresa pretende inaugurar voos em mais três cidades mineiras: Varginha, Manhuaçu e Paracatu.
O presidente da Gol Linhas Aéreas, Constantino de Oliveira Júnior, afirma que a entrada de novatas no segmento aéreo traz uma nova dinâmica à competição nos ares. “As iniciativas das companhias menores estimulam a demanda. A nossa política é de preços baixos. Os passageiros que estreiam nas menores, em uma nova oportunidade vão escolher a Gol”, diz.
Mercado - O engenheiro Cristiano Silva da Fonseca viaja de duas a três vezes por semana para o interior de Minas com a Trip. Ele também já usou os serviços da Azul. “Acredito que algumas novatas estão focando um mercado que as grandes ainda não atingiram, que é o interior”, afirma Fonseca.
A médica Maria de La Gracias estreou na semana passada com um voo de Confins para Viracopos (Campinas/SP) pela Azul. Ela comprou a passagem com apenas um dia de antecedência e pagou R$ 600, ida e volta. “O valor foi alto, mas comprei em cima da hora”, diz. A justificativa é válida. Ela foi se encontrar com o filho que acabou de passar no vestibular.
O médico carioca Leandro Duarte usou a Webjet pela primeira vez para a viagem do Rio de Janeiro a Belo Horizonte, em um congresso. “O preço estava melhor e achei que, para uma viagem doméstica, o voo não deixa nada a desejar. Só o espaço entre as poltronas que é pequeno. Em uma viagem mais longa pode ser desconfortável”, diz. O voo foi de Confins para Santos Dumont (RJ). “E ainda vou ter a vantagem de chegar no Santos Dumont, que é mais central do que o Galeão”, diz.



