Arquivo de Notícias: março - 2010

01.03.10 - seg

Exportações Paranaenses ao Mercosul registram alta de 33%

As exportações paranaenses para os países do Mercosul atingiram US$ 8,766 bilhões em sete anos, crescimento de 33%. Nas importações, de 2003 a 2009, o Paraná comprou US$ 6,811 bilhões em produtos do bloco, alta de 19%. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Com o resultado, o Paraná teve um saldo na balança comercial de US$ 1,955.
Segundo o secretário de Estado da Indústria, do Comércio e Assuntos do Mercosul, Virgílio Moreira Filho, os números revelam a aposta correta do empresariado estadual ao fortalecer negócios com os países vizinhos. “O Governo do Estado foi decisivo ao aproximar empresas, fomentar parcerias e transferências tecnológicas. Hoje o Mercosul é um bloco consolidado e um dos principais mercados do Paraná”.
Em 2002, as vendas do Paraná aos países integrantes do bloco – Argentina, Paraguai e Uruguai -, alcançavam US$ 263 milhões. Em 2003, o Estado já exportava US$ 501 milhões, alta de 90% sobre o ano anterior. A partir de 2006, o Paraná ultrapassou a barreira do bilhão em vendas (US$ 1,263), atingiu US$ 2,250 bilhões em 2008 e, mesmo no auge da crise econômica internacional, exportou US$ 1,327 bilhão em 2009.
País em processo de adesão final ao bloco do Mercosul, a Venezuela até 2002 comprava cerca de US$ 38 milhões em produtos paranaenses. De 2003 a 2009, o país sul-americano importou valores acima de US$ 1,616 bilhão do Paraná, sendo o ápice em 2008 (US$ 408 milhões). Em 2009, foram US$ 240 milhões, fechando 65% de alta na média dos últimos sete anos.
Governo busca elevar exportações
10.03.2009_paranagua-rodrigo-leal_fs.jpgAcordos de cooperação, missões internacionais e rodadas de negócios promovidos pelo Governo do Paraná marcaram a elevação no fluxo de comércio entre as regiões. “Durante o governo Requião, o Mercosul foi prioridade no comércio exterior e os resultados provam que a medida foi determinante para encontrar novos nichos de mercados para o Paraná”, acrescenta o secretário Moreira Filho.Uma das medidas mais efetivas para a consolidação de negócios foi o fomento entre empresas com produtos com alto valor agregado. Atualmente, entre os principais produtos vendidos para a Argentina por exemplo, destaque para automóveis, tratores, peças automotivas, papel, produtos derivados do ferro e refrigeradores. No ano passado, o mercado argentino foi o terceiro maior comprador geral do estado, vindo logo atrás da China e Alemanha.
Elevados índice de crescimento valem também ao Paraguai e Uruguai. Até 2002, o Paraná vendia US$ 98 milhões em produtos para o Paraguai e atingiu US$ 309 milhões no ano passado. Com o Uruguai, as exportações paranaenses somavam US$ 27 milhões em 2002, e terminaram 2009 com US$ 157 milhões.
Empresas
Forte número de empresas estaduais exportadoras para o Mercosul foram verificadas ao longo dos anos. Chega a 580 o total de empresas do Paraná que vendem para o Paraguai, 500 para a Argentina, 340 para o Uruguai e 193 empresas que realizam negócios com a Venezuela.
Para 2010, novas missões estão sendo agendadas e políticas públicas para a inserção de empresas estaduais no Mercosul serão implantadas, adianta o secretário.

fonte:netmarinha
01.03.10 - seg

Aprofundamento do canal será o diferencial do porto do Rio Grande

A maior profundidade do canal do porto do Rio Grande, que será ampliada de 14 para 16 metros, permitirá que o complexo gaúcho torne-se um porto concentrador de cargas do Mercosul, atraindo grandes embarcações para a região. "Não haverá condições semelhantes entre Portos de Buenos Aires até Paranaguá, diz o superintendente do Porto do Rio Grande, Jayme Ramis.
A dragagem do canal interno do porto, passando de 14 metros para 16 metros, já foi concluída. Agora, os esforços concentram-se no canal externo (fora dos molhes da Barra), onde a profundidade passará de 14 metros para 18 metros. A profundidade de 16 metros do canal interno ainda será verificada por técnicos da Secretaria Especial de Portos. Ramis prevê que a portaria oficializando o novo calado deve ser realizada ainda em março.
No total, com o canal interno e o externo, serão dragados em torno de 18 milhões de metros cúbicos. O diretor de contrato da construtora Odebrecht, Mauro Darzé, informa que a expectativa é de que todo o aprofundamento seja finalizado em maio deste ano. O investimento na iniciativa é de R$ 196 milhões e as ações começaram em agosto de 2009. Nesse procedimento está trabalhando uma draga com 16,5 mil metros cúbicos de cisterna que, de acordo com Darzé, é o maior equipamento que já operou na América Latina.
Para manter a nova profundidade, a perspectiva é que seja preciso dragar anualmente 2,5 milhões de metros cúbicos. "Para o tamanho do porto, é um volume muito pequeno", salienta Darzé. Ele compara com o porto de Buenos Aires que tem que retirar de 25 milhões a 30 milhões de metros cúbicos ao ano. "Então, com esse cenário, cada vez mais Rio Grande consolida-se como o porto do Mercosul", acrescenta o diretor.
Ramis destaca que hoje os navios que operam em Rio Grande (pós-panamax) e não aproveitam sua capacidade máxima de carga, devido ao calado, poderão completá-la com o aprofundamento, diminuindo os custos de frete. Além disso, com um calado maior o porto terá condições de se habilitar para captar cargas como grãos da Argentina, Paraguai e Bolívia; minério do Mato Grosso do Sul e da Bolívia; madeiras do Uruguai; e contêineres da Argentina, Uruguai e Paraguai.
O porto gaúcho terá condições de atender aos grandes graneleiros para cargas secas e líquidas, com capacidade para 60 mil toneladas, 150 mil toneladas e 200 mil toneladas e os navios porta-contêineres de 6 mil TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés) ou até de 11 mil TEUs. As embarcações voltadas para o transporte de celulose e madeira também apresentam uma tendência a aumentarem de tamanho, exigindo profundidades maiores.
Outro ponto salientado por Ramis é que o aprofundamento será fundamental para que encomendas destinadas ao polo naval de Rio Grande cheguem ao município. Ele acredita que em cinco anos haverá uma grande mudança da matriz logística do porto. "O importante é propiciar a estrutura, o resto a iniciativa privada faz", sustenta o superintendente. Ele enfatiza ainda que o calado de São José do Norte, onde está prevista a expansão portuária no futuro, com o prolongamento dos molhes e a dragagem, saltará de 10 metros para 14 metros.

fonte:netmarinha
 
01.03.10 - seg

Fundo para manutenção e infraestrutura de municípios portuários

PEC irá beneficiar as cidades sede de terminais portuários assim como Itajaí, Rio Grande, Santos, Paranaguá e Antonina, e demais sedes portos no Brasil
Uma proposta de emenda constitucional que prevê a criação de um fundo que garanta dinheiro à manutenção e desenvolvimento dos municípios portuários do Brasil aguarda liberação na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania. O projeto é do senador paranaense Osmar Dias, que defende a criação de um fundo constitucional destinado ao investimento em infraestrutura nos municípios portuários. A Proposta de Emenda Constitucional (PEC-24/09) destina o repasse de 2% da arrecadação do imposto sobre a importação diretamente aos municípios portuários.
Os recursos serão destinados à manutenção, melhoria, ampliação e modernização da infra-estrutura, assim como nos serviços públicos e de assistência social das cidades que atendem às demandas do comércio internacional. “A movimentação de cargas e de pessoas é crescente nas cidades portuárias. No Paraná temos os portos de Paranaguá e Antonina que sentem o impacto dessas demandas. É certo que esses municípios são beneficiados pela presença dos portos, mas também têm demandas crescentes por água potável, saneamento, serviços sociais e de saúde, assim como problemas de infraestrutura viária gerados pelo tráfego pesado”, afirma. Segundo o Senador, é necessário e justo compensar esses municípios pelo suporte que oferecem à instalação dos portos de forma que possam ter mais infraestrutura e atender melhor à população local e aqueles que precisam se locomover na cidade trabalhando na importação e exportação de mercadorias.
Para o Diretor Comercial do Porto de Itajaí, tudo o que possa vir agregar às finanças dos municípios portuários, é bem-vindo. Pois estes municípios tendem a servir de pólo de atração às migrações do interior para o litoral, criando demandas em infra-estrutura urbana, saneamento, habitação etc. “Por outro lado, há uma demanda forte em infra estrutura  de acesso aos portos, tanto rodoviária, como ferroviária que transcendem os limites do município e também a questão do acesso hidroviário (dragagem, sinalização náutica, obras de proteção etc.) cujo conjunto tornam o porto mais ou menos eficiente para atender às demandas do comercio marítimo”, ressalta.
Para o Diretor-Superintendente do Porto de Navegantes, Osmari Castilho Ribas, Portos isolados pouco ou nada significam. “Para termos Portos eficientes, toda a infraestrutura que os cerca precisa avançar na mesma velocidade e criar condições para que não ocorram pontos de estrangulamento ao longo de toda a cadeia logística. Será preciso criar condições, desde que isto não represente um aumento de carga tributária, para que as cidades portuárias também tenham a oportunidade de um crescimento estruturado e sejam capazes de atender as demandas de um cenário favorável ao comércio internacional.”
Osmar Dias destaca ainda que o funcionamento de um porto é influenciado pelo contexto regional. Em sua opinião, um sistema viário urbano e bem sinalizado possibilita rápido acesso aos pátios de transbordo de carga. Da mesma forma, um eficiente sistema de saneamento assegura água potável, esgotamento sanitário e drenagem de águas pluviais.
Oferecer essas vantagens, segundo o senador pedetista, é fator determinante em qualquer empreendimento produtivo, em especial nos serviços portuários. A PEC 24/09, de autoria do senador paranaense, aguarda deliberação na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), onde será relatada pela senadora Ideli Salvatti (PT-SC).

fonte:netmarinha
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