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Arquivo de Notícias: janeiro - 2010
Estudo aponta o Brasil como a 5ª economia em 2013
O relatório leva em consideração o ritmo de crescimento e a valorização média das moedas de cada país para traçar perspectivas de médio e longo prazos. Para a PriceewaterhouseCoopers, E-7 e G-7 terão pesos equivalentes por volta de 2019. A diferença de riquezas vem caindo - em 2000, o PIB dos sete países mais ricos do mundo era o dobro dos países hoje considerados emergentes pela consultoria - e, este ano, deve sofrer sua maior redução: 35%. Após a ultrapassagem, a distância seguirá aumentando: em 2030, o E-7 será 30% mais rico que Estados Unidos, Canadá, Japão, Alemanha, França, Reino Unido e Itália (G-7).
"Em 2030, nossas projeções sugerem que o top 10 global do ranking de PIB terá a liderança da China, seguida dos Estados Unidos, Índia, Japão, Brasil, Rússia, Alemanha, México, França e Reino Unido", afirmou o relatório, assinado pelo diretor de Macroeconomia da PwC, John Hawksworth. Nesse horizonte, as 10 maiores economias serão, pela ordem: China, Estados Unidos, Índia, Japão, Brasil, Rússia, Alemanha, México, França e Reino Unido.
Entre os reposicionamentos, três chamam mais atenção: a China, que ultrapassa os EUA, a Índia, superando o Japão, e o Brasil deixando para trás todos os gigantes europeus. Outra constatação do estudo é que a economia indiana crescerá mais rápido que a chinesa na década de 20. "A influência do E-7 já é enorme e esta análise mostra que a questão não é se o E-7 ultrapassará o G-7, mas quando", explicou Ian Powell, economista da PwC.
Para Powell, as mudanças econômicas já resultam em uma nova geopolítica. "O G-7 já foi expandido para G-20 como o fórum-chave para decisões de economia global."
De acordo com a PwC, o Brasil contará com o crescimento e a exposição internacionais obtidas com a Copa do Mundo de 2014 e com a Olimpíada de 2016, no Rio de Janeiro. Já a Rússia conta com superpoderes na área de energia e a Índia, graças a seu crescimento demográfico, passará a crescer mais que a China.
As estimativas da PwC são ainda mais otimistas sobre a performance dos países em desenvolvimento do que as feitas por Jim O"Neill, chefe de pesquisa em Economia Global do banco de investimentos americano Goldman Sachs e autor do acrônimo Bric, sigla com a qual destacou a emergência de Brasil, Rússia, Índia e China na década passada.
Segundo O"Neill afirmara em novembro do ano passado, a China superará os Estados Unidos em 2027. Sua previsão anterior, feita há sete anos, indicava que a ultrapassagem aconteceria em 2041.
Requisições para construção de navios caem 70% no Japão
Construtores de navios do Japão atestaram uma queda de quase 70% nos pedidos de novas embarcações em 2009, em comparação ao total acumualado no ano anterior, de acordo com os últimos números divulgados pelo Japan Ship Exporters Association.
A associação informou que recebeu requisições para construção de 111 navios no último ano, totalizando 5,7 milhões de tonelagem bruta. É uma queda preocupante considearando que em 2008 a companhia recebeu 432 pedidos de fabricação, totalizando 19,4 milhões de tonelagem bruta.
O órgão, que tem como membros a IHI Marine United, Imabari Shipbuilding, Kawasaki Shipbuilding Corp, Mitsui Engineering & Shipbuilding, Namura Shipbuilding, Oshima Shipbuilding, Sasebo Heavy Industries e Universal Shipbuilding, informou ainda que seus estaleiros têm pedidos que se estendem até 2012. Segundo as previsões, apesar da queda, 343 navios de 16 milhões de tonelagem bruta devem ser entregues até o final de março de 2011. Além disso, cerca de 320 embarcações de quase 16 milhões de tonelagem bruta devem ser liberadas entre abril de 2011 e março de 2012.
Movimento nos portos aumenta 23% em 2009
Grão mato-grossense ‘invade’ os principais pontos de embarque marítimo do Brasil. Santos e Itacoatiara são destaques em volume exportado
O movimento de soja mato-grossense nos portos de exportação teve incremento de 23,69% em 2009, na comparação com o ano anterior. De acordo com levantamento divulgado ontem pela Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado (Aprosoja), a saída de soja, via portos, no ano passado, atingiu 10,647 milhões de toneladas, contra 8,608 milhões em 2008.O porto de Santos (SP), mais uma vez, respondeu pela maior concentração de cargas, com aumento de 46,97% no volume de exportações em 2009 (6,154 milhões de toneladas), ante as 4,187 milhões de toneladas do ano anterior.No ano passado, Santos foi responsável por 57,80% de toda a movimentação de soja de Mato Grosso nos portos exportadores.
O destaque do ano passado ficou com Paranaguá (PR) – apenas quarto colocado no ranking dos portos com maior volume de cargas transportadas – mas com o maior índice de crescimento. De 2008 para 2009, as cargas pelo porto aumentaram 72,73%, saltando de 548,897 mil toneladas para 948,144 mil toneladasCom 1,406 milhão de toneladas transportadas, o porto de Itacoatiara (AM), manteve a segunda posição no ranking, registrando crescimento de 8,40% em relação às 1,297 milhão de toneladas exportadas no ano anterior.
Outro porto que teve destaque em 2009 foi o de Vitória, no Espírito Santo. Mesmo com queda de 4,48%, o porto manteve o terceiro lugar entre os que mais receberam soja de Mato Grosso para exportação marítima. Dados da Aprosoja/MT apontam um montante de 983,938 mil toneladas, contra 1,030 milhão de toneladas em 2008.O porto de Santarém, no Pará, aparece em quinto lugar, com 646,930 mil toneladas em 2009, recuo de 23,19% em relação às 842,195 mil toneladas transportadas no ano anterior.
Em seguida aparecem os portos de São Francisco (400,719 mil toneladas transportadas em 2009), São Luiz (95,181 mil toneladas) e, Cáceres, 11,948 mil toneladas.



