Arquivo
Arquivo de Notícias: novembro - 2009
25.11.09 - qua
Brasil "limpo" permitiria PIB maior, aponta estudo
A mudança climática terá um impacto sério na economia brasileira. Na melhor das hipóteses, a perda em 2050 será de R$ 719 bilhões e na pior, R$ 3,6 trilhões. A péssima notícia é que isto equivaleria a jogar fora um ano inteiro de crescimento nos próximos 40 anos. A notícia animadora é que a economia cresce mais no cenário ambientalmente limpo. Transporte coletivo e eficiência energética são vertentes que dão melhor retorno econômico do que a opção que emite mais gases-estufa.
As conclusões são do estudo "Economia da Mudança do Clima no Brasil: custos e oportunidades", uma espécie de Relatório Stern brasileiro. O economista britânico Nicholas Stern, ex-economista chefe do Banco Mundial e consultor do governo apresentou, em 2006, os custos da mudança climática para o mundo. Os países deveriam investir 1% do PIB mundial para cortar emissões em 80%, em 2050, em comparação aos níveis atuais. Sem isto, o custo anual seria de 20% do PIB.
No caso brasileiro o desastre parece ser menor, mas é preciso ter cautela com este indicador. Segundo os dados do estudo que será lançado hoje, em Brasília, o impacto no PIB será de 0,5% no pior cenário (na definição do IPCC, o braço científico das Nações Unidas, seria um aumento de temperatura entre 1,4°C e 3,8°C em 2100) ou 2,3% no melhor (aumento de temperatura entre 2°C e 5,4°C). No trabalho brasileiro, as projeções climáticas alimentaram modelos de setores da economia para prever os efeitos da mudança.
O impacto menor que parece ser sentido pela economia brasileira tem a ver com os limites do estudo. Foram considerados apenas os comportamentos médios das variáveis climáticas. Eventos extremos,
As conclusões são do estudo "Economia da Mudança do Clima no Brasil: custos e oportunidades", uma espécie de Relatório Stern brasileiro. O economista britânico Nicholas Stern, ex-economista chefe do Banco Mundial e consultor do governo apresentou, em 2006, os custos da mudança climática para o mundo. Os países deveriam investir 1% do PIB mundial para cortar emissões em 80%, em 2050, em comparação aos níveis atuais. Sem isto, o custo anual seria de 20% do PIB.
No caso brasileiro o desastre parece ser menor, mas é preciso ter cautela com este indicador. Segundo os dados do estudo que será lançado hoje, em Brasília, o impacto no PIB será de 0,5% no pior cenário (na definição do IPCC, o braço científico das Nações Unidas, seria um aumento de temperatura entre 1,4°C e 3,8°C em 2100) ou 2,3% no melhor (aumento de temperatura entre 2°C e 5,4°C). No trabalho brasileiro, as projeções climáticas alimentaram modelos de setores da economia para prever os efeitos da mudança.
O impacto menor que parece ser sentido pela economia brasileira tem a ver com os limites do estudo. Foram considerados apenas os comportamentos médios das variáveis climáticas. Eventos extremos,
como secas e enchentes, tornados e tempestades, foram deixados de lado pela dificuldade de ter maior precisão sobre estes desastres. O problema é que é precisamente aí que ocorre a quebra de safras ou traumas sociais de grandes proporções. O trabalho alerta também que as consequências mais graves do aquecimento global serão sentidas após 2050 - justamente o ano-limite do relatório.
Mesmo com esta perspectiva mais conservadora, o trabalho confirma que as regiões mais vulneráveis à mudança do clima são a Amazônia e o Nordeste. Na Amazônia, se o aquecimento for de 7° C a 8 °C em 2100, prenuncia-se uma "savanização" de um bom pedaço de floresta - o clima mais quente reduziria a cobertura florestal em 40% no lado oriental.
No Nordeste, menos chuvas causariam perdas agrícolas em todos os Estados. Menos água reduziria em 25% a capacidade de produção de gado de pasto na região. A vazão dos rios em bacias do Nordeste, como a do Parnaíba, seria afetada. O estudo calcula redução de vazões impressionantes, de até 90% entre 2070 e 2100. "Perda de confiabilidade no sistema de geração de energia hidrelétrica", diz o texto, com redução de 31,5% a 29,3% da energia que as usinas hidrelétricas efetivamente podem produzir. Os maiores impactos seriam no Norte e Nordeste - no Sul e Sudeste, os efeitos seriam mínimos neste tópico.
Na agricultura, confirma-se o estudo anterior da Embrapa e Unicamp. Com exceção da cana-de-açúcar, as outras culturas importantes perdem área de cultivo, especialmente soja, milho e café.
O trabalho, feito por uma equipe multidisciplinar de institutos e universidades públicas e privadas (USP, Unicamp, Embrapa, INPE, COPPE/UFRJ. Fiocruz, IPEA e FIPE, entre outras) sugere alguns caminhos para que o Brasil se adapte às mudanças do clima. Modificações genéticas seriam alternativas para reduzir problemas agrícolas. Na lacuna energética, é preciso instalar capacidade extra, de preferência usando gás natural, bagaço de cana e energia eólica, a um custo próximo a US$ 50 bilhões.
"A mudança climática é um problema bastante relevante para a agenda de desenvolvimento do Brasil", diz Sérgio Margulis, diretor técnico e coordenador do trabalho. A recomendação é que as políticas públicas incorporem a vertente climática nos setores de transportes, habitação, agricultura e indústria. Evidentemente, "estancar o desmatamento na Amazônia" é a sugestão fundamental. Segundo o trabalho, com preço médio de US$ 50 por tonelada de carbono, seria possível reduzir em 95% o desmatamento.
fonte:netmarinha
Mesmo com esta perspectiva mais conservadora, o trabalho confirma que as regiões mais vulneráveis à mudança do clima são a Amazônia e o Nordeste. Na Amazônia, se o aquecimento for de 7° C a 8 °C em 2100, prenuncia-se uma "savanização" de um bom pedaço de floresta - o clima mais quente reduziria a cobertura florestal em 40% no lado oriental.
No Nordeste, menos chuvas causariam perdas agrícolas em todos os Estados. Menos água reduziria em 25% a capacidade de produção de gado de pasto na região. A vazão dos rios em bacias do Nordeste, como a do Parnaíba, seria afetada. O estudo calcula redução de vazões impressionantes, de até 90% entre 2070 e 2100. "Perda de confiabilidade no sistema de geração de energia hidrelétrica", diz o texto, com redução de 31,5% a 29,3% da energia que as usinas hidrelétricas efetivamente podem produzir. Os maiores impactos seriam no Norte e Nordeste - no Sul e Sudeste, os efeitos seriam mínimos neste tópico.
Na agricultura, confirma-se o estudo anterior da Embrapa e Unicamp. Com exceção da cana-de-açúcar, as outras culturas importantes perdem área de cultivo, especialmente soja, milho e café.
O trabalho, feito por uma equipe multidisciplinar de institutos e universidades públicas e privadas (USP, Unicamp, Embrapa, INPE, COPPE/UFRJ. Fiocruz, IPEA e FIPE, entre outras) sugere alguns caminhos para que o Brasil se adapte às mudanças do clima. Modificações genéticas seriam alternativas para reduzir problemas agrícolas. Na lacuna energética, é preciso instalar capacidade extra, de preferência usando gás natural, bagaço de cana e energia eólica, a um custo próximo a US$ 50 bilhões.
"A mudança climática é um problema bastante relevante para a agenda de desenvolvimento do Brasil", diz Sérgio Margulis, diretor técnico e coordenador do trabalho. A recomendação é que as políticas públicas incorporem a vertente climática nos setores de transportes, habitação, agricultura e indústria. Evidentemente, "estancar o desmatamento na Amazônia" é a sugestão fundamental. Segundo o trabalho, com preço médio de US$ 50 por tonelada de carbono, seria possível reduzir em 95% o desmatamento.
fonte:netmarinha
25.11.09 - qua
Para Anac, governo deve subsidiar linhas, não empresas
Para o diretor da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Marcelo Guaranys, o órgão entende que uma forma de desenvolver o transporte aéreo no País, e principalmente as ligações regionais, seria o governo, ao invés de subsidiar empresas, subsidiar as linhas aéreas que apresentem interesses políticos.
Segundo Guaranys, “as novas regras de liberdade para o setor podem ter um lado ruim, porque não protegem as empresas pequenas da concorrência, mas, por outro, dão solidez e fazem com que elas (as empresas) busquem mais eficiência e atendimento de novos mercados sem precisar que o governo proteja ou subsidie a aviação regional”.
De acordo com o dirigente, ainda que esse subsídio fosse residual, “ele deveria ser aplicado na prestação de um serviço específico para uma linha com necessidades de desenvolvimento”, disse. “Mas isso ainda dependeria de uma lei específica”, finalizou.
Marcelo Guaranys participou da abertura do IV Congresso da Abetar, que segue até amanhã. Na ocasião, o presidente da entidade, Apostole Lazaro Chryssafidis, o Lack, falou sobre a questão do subsídio governamental para empresas aéreas regionais e disse que o setor não tem essa ânsia e que caminha com as próprias pernas, mas que exige contrapartidas do governo (leia mais).
Segundo Guaranys, “as novas regras de liberdade para o setor podem ter um lado ruim, porque não protegem as empresas pequenas da concorrência, mas, por outro, dão solidez e fazem com que elas (as empresas) busquem mais eficiência e atendimento de novos mercados sem precisar que o governo proteja ou subsidie a aviação regional”.
De acordo com o dirigente, ainda que esse subsídio fosse residual, “ele deveria ser aplicado na prestação de um serviço específico para uma linha com necessidades de desenvolvimento”, disse. “Mas isso ainda dependeria de uma lei específica”, finalizou.
Marcelo Guaranys participou da abertura do IV Congresso da Abetar, que segue até amanhã. Na ocasião, o presidente da entidade, Apostole Lazaro Chryssafidis, o Lack, falou sobre a questão do subsídio governamental para empresas aéreas regionais e disse que o setor não tem essa ânsia e que caminha com as próprias pernas, mas que exige contrapartidas do governo (leia mais).
fonte:netmarinha
25.11.09 - qua
Code-share US Airways e Taca vale a partir de dezembro
A Taca e a US Airways assinaram code-share para vendas a partir de dezembro e viagens a partir de 11 de janeiro. Com o acordo, as empresas aéreas passam a oferecer mais opções de voos a seus clientes, por meio da comercialização dos voos da Taca pela US Airways e vice-versa, dentro de uma mesma passagem.
“Estamos muito satisfeitos com as facilidades que podermos oferecer a nossos clientes a partir desse acordo, ampliando o acesso aos Estados Unidos por meio dos voos operados pela US Airways”, disse o o vice-presidente de Desenvolvimento Corporativo da Taca, Alex Benítez.
Para o vice-presidente de Marketing e Planejamento da US Airways, Andrew Nocella, o acordo traz apenas benefícios. “Nossa oferta de códigos compartilhados continua crescendo para nossos clientes em 2009, o que significa mais destinos em mais países.
Os passageiros poderão realizar suas compras diretamente na US Airways e aproveitar a conectividade em passagens e despacho de bagagens como se estivesse em nosso voo”, disse.
O code-share será implantado gradualmente, com a inclusão de destinos das duas aéreas, que agora começam a coordenar sua implementação nos programas de milhagens.
Inicialmente, os passageiros Taca poderão viajar para Filadélfia, Fênix, Las Vegas, Nova Jersey, Miniápolis, Búfalo, Nashiville e Indianápolis. Os passageiros da US Airways poderã chegar à Guatemala, Belize, El Salvador, Honduras, Nicarágua e Costa Rica, além do Peru.
“Estamos muito satisfeitos com as facilidades que podermos oferecer a nossos clientes a partir desse acordo, ampliando o acesso aos Estados Unidos por meio dos voos operados pela US Airways”, disse o o vice-presidente de Desenvolvimento Corporativo da Taca, Alex Benítez.
Para o vice-presidente de Marketing e Planejamento da US Airways, Andrew Nocella, o acordo traz apenas benefícios. “Nossa oferta de códigos compartilhados continua crescendo para nossos clientes em 2009, o que significa mais destinos em mais países.
Os passageiros poderão realizar suas compras diretamente na US Airways e aproveitar a conectividade em passagens e despacho de bagagens como se estivesse em nosso voo”, disse.
O code-share será implantado gradualmente, com a inclusão de destinos das duas aéreas, que agora começam a coordenar sua implementação nos programas de milhagens.
Inicialmente, os passageiros Taca poderão viajar para Filadélfia, Fênix, Las Vegas, Nova Jersey, Miniápolis, Búfalo, Nashiville e Indianápolis. Os passageiros da US Airways poderã chegar à Guatemala, Belize, El Salvador, Honduras, Nicarágua e Costa Rica, além do Peru.
fonteNetmarinha



