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Arquivo de Notícias: novembro - 2009
27.11.09 - sex
Anúncio de metas da China, dos EUA e do Brasil melhora chances de acordo em Copenhague
O compromisso apresentado hoje (26) pela China de reduzir as emissões de gases de efeito estufa entre 40% e 45% até 2020 e os recentes anúncios dos Estados Unidos e do Brasil sobre os números que levarão à Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-15) melhoram as possibilidades de resultados efetivos na reunião, que começa daqui a duas semanas em Copenhague.
“Os números do Brasil e da China poderiam ser mais ambiciosos e os dos Estados Unidos é vergonhoso. Mesmo assim, politicamente, é muito importante colocar as metas na mesa e a disposição dos chefes de Estado de irem a Copenhague”, avalia o diretor-executivo do Greenpeace Brasil, Marcelo Furtado.
Na quarta-feira (25), a Casa Branca confirmou a ida do presidente Barack Obama à Copenhague e anunciou que a meta dos Estados Unidos é reduzir as emissões em 17% até 2020, podendo chegar a 83% em 2050. O compromisso brasileiro é reduzir entre 36,1% e 39,8% as emissões nacionais de gases de efeito estufa até 2020.
A dez dias da reunião, Furtado se diz mais “otimista” em relação a Copenhague, mas alerta para o risco de a COP-15 produzir acordos retóricos, sem respeitar as recomendações científicas de redução urgente das emissões globais para evitar o colapso climático.
“Os números do Brasil e da China poderiam ser mais ambiciosos e os dos Estados Unidos é vergonhoso. Mesmo assim, politicamente, é muito importante colocar as metas na mesa e a disposição dos chefes de Estado de irem a Copenhague”, avalia o diretor-executivo do Greenpeace Brasil, Marcelo Furtado.
Na quarta-feira (25), a Casa Branca confirmou a ida do presidente Barack Obama à Copenhague e anunciou que a meta dos Estados Unidos é reduzir as emissões em 17% até 2020, podendo chegar a 83% em 2050. O compromisso brasileiro é reduzir entre 36,1% e 39,8% as emissões nacionais de gases de efeito estufa até 2020.
A dez dias da reunião, Furtado se diz mais “otimista” em relação a Copenhague, mas alerta para o risco de a COP-15 produzir acordos retóricos, sem respeitar as recomendações científicas de redução urgente das emissões globais para evitar o colapso climático.
“Temos que tomar cuidado para que a COP não seja um evento que termine em um acordo ruim, com números pequenos, mas celebrada como o melhor resultado possível. Isso seria um exercício de maquiagem verde”, compara.
De acordo com o diretor do Greenpeace, não há mais tempo para fechar um acordo legalmente vinculante em Copenhague, mas é possível garantir que os 192 países da Convenção-Quadro da ONU sobre Mudanças Climáticas cheguem a resultados bem mais ambiciosos que uma declaração política.
“As decisões da COP terão que relacionar metas, financiamento, mecanismos para compensação de redução nas florestas. E com algum nível de segurança de que esses compromissos não serão apenas discursos. Está claro para a sociedade que essa não é uma reunião ambientalista, e, sim, um evento que vai decidir consequências para todo o planeta."
fonte:netmarinha
De acordo com o diretor do Greenpeace, não há mais tempo para fechar um acordo legalmente vinculante em Copenhague, mas é possível garantir que os 192 países da Convenção-Quadro da ONU sobre Mudanças Climáticas cheguem a resultados bem mais ambiciosos que uma declaração política.
“As decisões da COP terão que relacionar metas, financiamento, mecanismos para compensação de redução nas florestas. E com algum nível de segurança de que esses compromissos não serão apenas discursos. Está claro para a sociedade que essa não é uma reunião ambientalista, e, sim, um evento que vai decidir consequências para todo o planeta."
fonte:netmarinha
26.11.09 - qui
Projeto Tradings elevará exportações de pequenas empresas
A meta estabelecida é aumentar em 10%, em 2010, o número de micro e pequenas empresas exportadoras em relação a 2008
A Apex-Brasil vem buscando novas estratégias para promover o aumento das exportações brasileiras. Uma dessas alternativas – o Projeto Tradings – se concretiza a partir de agora e envolve as comerciais exportadoras (ou tradings), pequenas e médias empresas e compradores internacionais. A meta estabelecida é aumentar em 10%, em 2010, o número de micro e pequenas empresas exportadoras em relação a 2008. Nesse ano, elas foram 11.120 empresas, responsáveis por 1,2% das vendas brasileiras no período (US$ 2,37 bilhões).
No Brasil, 28% das empresas exportadoras são tradings (5.670 pelos dados de 2008). No ano passado, elas foram responsáveis por US$ 21 bilhões em exportações. O Projeto, no entanto, foca suas ações em um número menor de tradings, cujo perfil atende às metas estabelecidas.
A Agência lançou, no início do ano, um banco de dados na Internet (dtb.apexbrasil.com.br/ ), de acesso gratuito, que hoje abrange 538 tradings operando no país, selecionadas pela Apex-Brasil. Todas estão envolvidas nas ações de promoção da Apex-Brasil, junto às pequenas empresas brasileiras por meio de encontros de negócios no Brasil, e no exterior, por meio de missões comerciais e reuniões com grandes importadores. O Diretório das Tradings do Brasil é um catálogo eletrônico, que classifica as tradings conforme o seu perfil de produtos, país de destino, faixa de valores e localização geográfica.
“A idéia de envolver as tradings nas ações de promoção comercial surgiu em 2008, quando iniciamos o trabalho de mapeamento e análise histórica do setor, seguido pelo levantamento dos principais gargalos e sugestões que viabilizassem uma atuação mais arrojada do setor, propondo soluções para os principais entraves”, explica o presidente da Apex-Brasil, Alessandro Teixeira.
Diagnóstico e Proposições
Com o intuito de aprofundar o conhecimento sobre as tradings e propor soluções para as dificuldades enfrentadas pelo setor, a Apex-Brasil contratou a Fundação Getúlio Vargas (FGV), que realizou uma análise histórica, levantou obtáculos e indicou sugestões para a dinamização do setor.
Um dos problemas levantados é a baixa procura pelos serviços de tradings, devido ao pouco conhecimento das pequenas e micro empresas. Há carência na divulgação de dados que, adequadamente, as apresente como facilitadoras do comércio internacional.
As tradings criticam o elevado número de garantias exigidas para as linhas de financiamento nas operações internacionais. Outro ponto delicado refere-se ao fato de que a maioria das micro e pequenas indústrias não percebem a exportação como estratégia para o aumento de negócios. Consequentemente, iniciam e interrompem o fluxo de contratos com as tradings, dificultando a formação de parcerias duradouras.
Desde os anos 80, o setor deixou de ser monitorado e avaliado por falta de uma organização ativa. Ao não constituir uma voz representativa, as tradings se deparam com obstáculos para pleitear suas necessidades junto ao poder público.
Para solucionar parte dos problemas, a Apex-Brasil prepara um programa de capacitação que irá munir as tradings com novas competências. A meta é aprimorar o relacionamento entre elas e seus fornecedores (fabricantes brasileiros). Também já está em discussão uma proposta envolvendo BNDES, Banco do Brasil e Apex-Brasil para melhor utilização das linhas de crédito para o setor.
Há ainda um consenso para que a Apex-Brasil apóie, institucional e tecnicamente, a formação de grupos que estruturem uma nova entidade representativa do setor.
Ações para 2010
Março – Projeto Comprador África em São Paulo (importadores de países africanos virão ao Brasil participar de Rodadas de Negócios com tradings brasileiras).
Maio – Projeto Vendedor no Oriente Médio (Rodada Internacional de Negócios em Dubai –Emirados Árabes – com importadores da região)
No Brasil, 28% das empresas exportadoras são tradings (5.670 pelos dados de 2008). No ano passado, elas foram responsáveis por US$ 21 bilhões em exportações. O Projeto, no entanto, foca suas ações em um número menor de tradings, cujo perfil atende às metas estabelecidas.
A Agência lançou, no início do ano, um banco de dados na Internet (dtb.apexbrasil.com.br/ ), de acesso gratuito, que hoje abrange 538 tradings operando no país, selecionadas pela Apex-Brasil. Todas estão envolvidas nas ações de promoção da Apex-Brasil, junto às pequenas empresas brasileiras por meio de encontros de negócios no Brasil, e no exterior, por meio de missões comerciais e reuniões com grandes importadores. O Diretório das Tradings do Brasil é um catálogo eletrônico, que classifica as tradings conforme o seu perfil de produtos, país de destino, faixa de valores e localização geográfica.
“A idéia de envolver as tradings nas ações de promoção comercial surgiu em 2008, quando iniciamos o trabalho de mapeamento e análise histórica do setor, seguido pelo levantamento dos principais gargalos e sugestões que viabilizassem uma atuação mais arrojada do setor, propondo soluções para os principais entraves”, explica o presidente da Apex-Brasil, Alessandro Teixeira.
Diagnóstico e Proposições
Com o intuito de aprofundar o conhecimento sobre as tradings e propor soluções para as dificuldades enfrentadas pelo setor, a Apex-Brasil contratou a Fundação Getúlio Vargas (FGV), que realizou uma análise histórica, levantou obtáculos e indicou sugestões para a dinamização do setor.
Um dos problemas levantados é a baixa procura pelos serviços de tradings, devido ao pouco conhecimento das pequenas e micro empresas. Há carência na divulgação de dados que, adequadamente, as apresente como facilitadoras do comércio internacional.
As tradings criticam o elevado número de garantias exigidas para as linhas de financiamento nas operações internacionais. Outro ponto delicado refere-se ao fato de que a maioria das micro e pequenas indústrias não percebem a exportação como estratégia para o aumento de negócios. Consequentemente, iniciam e interrompem o fluxo de contratos com as tradings, dificultando a formação de parcerias duradouras.
Desde os anos 80, o setor deixou de ser monitorado e avaliado por falta de uma organização ativa. Ao não constituir uma voz representativa, as tradings se deparam com obstáculos para pleitear suas necessidades junto ao poder público.
Para solucionar parte dos problemas, a Apex-Brasil prepara um programa de capacitação que irá munir as tradings com novas competências. A meta é aprimorar o relacionamento entre elas e seus fornecedores (fabricantes brasileiros). Também já está em discussão uma proposta envolvendo BNDES, Banco do Brasil e Apex-Brasil para melhor utilização das linhas de crédito para o setor.
Há ainda um consenso para que a Apex-Brasil apóie, institucional e tecnicamente, a formação de grupos que estruturem uma nova entidade representativa do setor.
Ações para 2010
Março – Projeto Comprador África em São Paulo (importadores de países africanos virão ao Brasil participar de Rodadas de Negócios com tradings brasileiras).
Maio – Projeto Vendedor no Oriente Médio (Rodada Internacional de Negócios em Dubai –Emirados Árabes – com importadores da região)
Agosto – Projeto Vendedor Eurásia (Rodada Internacional de Negócios em Istambul – Turquia – com importadores da região).
Outubro – Projeto Vendedor Sudeste Asiático (Rodada Internacional de Negócios em Xangai – China – com importadores da região).
fonte:netmarinha
Outubro – Projeto Vendedor Sudeste Asiático (Rodada Internacional de Negócios em Xangai – China – com importadores da região).
fonte:netmarinha
26.11.09 - qui
Exportador amplia venda de dólares
Os exportadores ampliaram a tendência de fechar câmbio com mais disposição na terceira semana de dezembro e impulsionaram de forma determinante a entrada de dólares no país, contribuindo para sua desvalorização de 1,76% até ontem em novembro, para R$ 1,7250.Na semana passada, o volume de câmbio contratado para exportação até mesmo superou as exportações efetivas em US$ 138 milhões, chegando a US$ 3,045 bilhões. Na segunda semana do mês, maiores ingressos de recursos externos das exportações já haviam se verificado, com o câmbio contratado para esse fim perdendo para as vendas externas efetivas em apenas US$ 60 milhões. Ao que tudo indica, os exportadores estão ampliando o ingresso de recursos e até mesmo tomando crédito externo para fazer caixa para o fim do ano diante de gastos com 13º salário, formação de estoques para o Natal e o início do ano e pagamento de impostos no momento do fechamento de balanço.
No mês, no entanto, o total do câmbio contratado para exportação está US$ 808 milhões abaixo das exportações efetivas, o que veio se somar ao total de US$ 11,56 bilhões que os exportadores deixaram de ingressar até outubro em 12 meses. Diretor de banco nacional não vê razão para a reversão da tendência de o exportador deixar seu dinheiro no exterior neste momento, a não ser fatores sazonais típicos de final de ano.
Os analistas do BNP Paribas estimam que as posições compradas dos bancos no mercado à vista de dólar estejam em US$ 2,7 bilhões. Já as posições vendidas no mercado futuro dos mesmos bancos estavam a US$ 3,5 bilhões anteontem, segundo a NGO Corretora de Câmbio. A diferença de apenas US$ 800 milhões mostra que há redução de posições das instituições financeiras e seus clientes em um fim de ano calmo. O Banco Central fez compras de US$ 1,9 bilhão até o dia 18, maiores do que o fluxo líquido externo de US$ 1,5 bilhão até o dia 20 de novembro.
A ata do Fed, banco central americano, divulgada anteontem, sinalizando que os juros americanos vão continuar perto de zero por um "período estendido", trouxe mais calmaria. A queda nos pedidos de seguro desemprego nos EUA divulgada ontem contribuiu para o otimismo. A perspectiva de recuperação econômica maior puxou para cima os juros projetados nos mercados futuros, que foram a 10,20% ao ano nos contratos de vencimento em janeiro de 2011, em alta de 0,69% no dia.
No mês, no entanto, o total do câmbio contratado para exportação está US$ 808 milhões abaixo das exportações efetivas, o que veio se somar ao total de US$ 11,56 bilhões que os exportadores deixaram de ingressar até outubro em 12 meses. Diretor de banco nacional não vê razão para a reversão da tendência de o exportador deixar seu dinheiro no exterior neste momento, a não ser fatores sazonais típicos de final de ano.
Os analistas do BNP Paribas estimam que as posições compradas dos bancos no mercado à vista de dólar estejam em US$ 2,7 bilhões. Já as posições vendidas no mercado futuro dos mesmos bancos estavam a US$ 3,5 bilhões anteontem, segundo a NGO Corretora de Câmbio. A diferença de apenas US$ 800 milhões mostra que há redução de posições das instituições financeiras e seus clientes em um fim de ano calmo. O Banco Central fez compras de US$ 1,9 bilhão até o dia 18, maiores do que o fluxo líquido externo de US$ 1,5 bilhão até o dia 20 de novembro.
A ata do Fed, banco central americano, divulgada anteontem, sinalizando que os juros americanos vão continuar perto de zero por um "período estendido", trouxe mais calmaria. A queda nos pedidos de seguro desemprego nos EUA divulgada ontem contribuiu para o otimismo. A perspectiva de recuperação econômica maior puxou para cima os juros projetados nos mercados futuros, que foram a 10,20% ao ano nos contratos de vencimento em janeiro de 2011, em alta de 0,69% no dia.
fonte:netmarinha



