Arquivo de Notícias: novembro - 2009

23.11.09 - seg

Economistas elevam previsão de expansão dos EUA em 2010

Um grupo de economistas de empresas dos Estados Unidos elevou suas previsões para o crescimento econômico do país no ano que vem, mas previu que o desemprego seguirá elevado, segundo pesquisa divulgada nesta segunda-feira.
A Associação Nacional de Economistas Empresariais estima que o Produto Interno Bruto (PIB) norte-americano crescerá 2,9%, acima da estimativa de outubro de 2,6%.
Para 2009, os economistas preveem uma contração de 2,4%, uma ligeira melhora ante o cenário de queda de 2,5% de outubro.
O desemprego deve manter-se em uma média de 10% do quarto trimestre deste ano até o segundo de 2010, para depois cair a 9,6% até o fim do ano que vem.
A pesquisa feita com 48 membros da associação foi conduzida entre 24 de outubro e 5 de novembro.

fonte:netmarinha
20.11.09 - sex

OMC autoriza Brasil a aplicar sanções contra EUA

A Organização Mundial do Comércio (OMC) autorizou nesta quinta-feira que o Brasil comece a aplicar sanções comerciais aos Estados Unidos por causa dos subsídios dados aos produtores do algodão. A autorização inicial para a retaliação havia sido concedida pela entidade no dia 31 de agosto.
O Brasil, no entanto, ainda não está pronto para iniciar as sanções, já que segue em consulta pública uma lista de 222 produtos americanos que poderão ser sobretaxados na importação em uma retaliação comercial contra os EUA. O prazo dado pelo governo brasileiro para a consulta vai até o fim de novembro.
A ideia é que os empresários brasileiros escolham, entre os itens da lista, aqueles para os quais o aumento do imposto de importação não será prejudicial à produção nacional.

fonte:netmariinha
 
20.11.09 - sex

Retaliação contra EUA pode baratear remédios

Além da taxação de remessas de royalties vinculados à propriedade intelectual (patentes, marcas, copyright) pagos a empresas americanas, outra parcela da retaliação que o Brasil prepara, no contexto do contencioso do algodão entre os dois países, pode ter efeito imediato e prevê a suspensão dos direitos de propriedade intelectual na importação paralela. Ou seja, a importação de remédios genéricos será permitida mesmo se a patente do produto de laboratórios americanos ainda for protegida no país. Isso é considerado especialmente bom para o setor de saúde, que pode importar remédios mais baratos.
A suspensão em geral de direitos de patentes, marcas e copyright está prevista entre as modalidades do projeto. A retaliação cruzada tem gerado muita discussão no governo. Mas parece aumentar a força dos que consideram que o Brasil será "desmoralizado" se não retaliar também na área de propriedade intelectual, depois de anos lutando para isso no confronto contra subsídios agrícolas americanos.
Em agosto, a Organização Mundial do Comércio (OMC) decidiu pela retaliação em duas etapas: primeiro, o Brasil pode aplicar sanção fixa de US$ 147,3 milhões ao ano, por causa de subsídios americanos que provocam prejuízo grave aos produtores brasileiros. Segundo, introduziu um montante variável sobre os subsídios proibidos, o que pode elevar enormemente a retaliação. Pela fórmula, a partir de um determinado montante o país pode retaliar na área de propriedade intelectual.
Uma lista unicamente com bens agrícolas e industriais com valor de US$ 2,7 bilhões foi submetida à consulta pública. É de onde sairá parte da lista final. Outra consulta pública deverá ser feita na parte de propriedade intelectual, por exemplo, se vale a pena ou não suspender os royalties para filmes americanos ou para programas de computador.
O diretor do Departamento Econômico do Itamaraty, ministro Carlos Márcio Conzandey, estima que até o fim de janeiro haverá uma decisão sobre o pacote da retaliação contra os americanos.
Na OMC, ontem, os EUA disseram não acreditar que será necessário o Brasil utilizar a autorização de retaliar, argumentando que isso traria "desafios econômicos e outros, tanto para o Brasil como para os EUA". A delegação americana insistiu que valoriza a relação com o Brasil e que espera da parte de Brasília "ideias para identificar a solução para esses problemas".
Para o embaixador brasileiro na OMC, Roberto Azevedo, a prioridade brasileira é obter a retirada dos subsídios considerados ilegais e que afetam os produtores brasileiros. Se os EUA não o retirarem, o caminho será a sanção. Se aplicada, será a primeira vez que o Brasil imporá retaliação obtida na OMC. Contra o Canadá, na briga dos aviões, e contra os próprios EUA num caso de antidumping, o país preferiu não aplicar sanções.
fonte:netmarinha
 
«   4 5 6 7 8 9 10  ›  »