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Arquivo de Notícias: agosto - 2009
10.08.09 - seg
CEOs do Japão se mostram temerosos
Uma tropa de políticos japoneses de oposição, do Partido Democrata do Japão (PDJ), visitou nesta semana a sede do Keidanren, maior lobby empresarial do país, para "vender" suas políticas econômicas aos executivos.
Houve falta de compradores: o presidente do Keidanren, Fujio Mitarai, da Canon, considerou "fracos" os planos do partido para acelerar o crescimento da economia.
A perspectiva de vitória do PDJ nas eleições marcadas para o dia 30 traz nervosismo a muitos líderes empresariais. O partido de centro-esquerda lidera as pesquisas com frente de até 20 pontos percentuais e deverá tirar do poder o premiê Taro Aso e seu Partido Liberal Democrático (PLD).
O apoio das empresas é um dos grandes motivos pelos quais o PLD manteve o poder em 52 dos últimos 53 anos. Desde 2004, quando o Keidanren começou a fazer análises anuais sobre as políticas do PLD e da oposição, as doações de seus membros aos governistas superaram as feitas ao PDJ em mais de 30 vezes. Os democratas, por sua vez, afirmam que proibirão as doações políticas de empresas após 2012, caso ganhem o poder.
"Com uma história tão longa [de governo do PLD], naturalmente vinha ocorrendo um relacionamento entre o partido governante e as empresas", afirma Fumio Ohtsubo, CEO da Panasonic, que também se mostra desconfiado quanto à mudança no governo. "Dificilmente é bom para a gestão das empresas que os políticos e as políticas fiquem mudando."
Os candidatos do PDJ raramente mostram-se contrários às empresas em discursos. O partido prefere atacar a burocracia excessiva do Japão, outra fonte de apoio do PLD. Ainda assim, executivos estão assustados com os planos do PDJ de endurecer os padrões trabalhistas e ambientais, além de temer que o governo do partido eleve o endividamento do país, já nas alturas, o que traria a necessidade de grandes aumentos nos impostos.
Duas políticas do PDJ azedaram a atmosfera no encontro no Keidanren. Uma foi a promessa de reduzir no Japão, até 2020, as emissões de gases causadores de efeito estufa em 25% na comparação com os níveis 1990. As metas são muito mais ambiciosas do que o corte de 8% prometido por Aso.
A segunda fonte de discórdia é a promessa do PDJ de restabelecer o veto ao uso de trabalhadores com contratos temporários de trabalho na indústria. Desde que a proibição foi levantada, em 2004, o número de empregos desse tipo aumentou, embora vários tenham perdido os empregos na recessão.
O PDJ, por sua parte, tenta parecer conciliador. Seu secretário-geral, Katsuya Okada, disse ao Keidanren que seu compromisso com as emissões apenas se aplicaria se os EUA, China e Índia mostrassem forte comprometimento por conta própria. Afirmou, ainda, que um governo do PDJ apoiaria a meta de crescimento econômico de 2% traçada por Aso.
Fonte:NetMarinha
Houve falta de compradores: o presidente do Keidanren, Fujio Mitarai, da Canon, considerou "fracos" os planos do partido para acelerar o crescimento da economia.
A perspectiva de vitória do PDJ nas eleições marcadas para o dia 30 traz nervosismo a muitos líderes empresariais. O partido de centro-esquerda lidera as pesquisas com frente de até 20 pontos percentuais e deverá tirar do poder o premiê Taro Aso e seu Partido Liberal Democrático (PLD).
O apoio das empresas é um dos grandes motivos pelos quais o PLD manteve o poder em 52 dos últimos 53 anos. Desde 2004, quando o Keidanren começou a fazer análises anuais sobre as políticas do PLD e da oposição, as doações de seus membros aos governistas superaram as feitas ao PDJ em mais de 30 vezes. Os democratas, por sua vez, afirmam que proibirão as doações políticas de empresas após 2012, caso ganhem o poder.
"Com uma história tão longa [de governo do PLD], naturalmente vinha ocorrendo um relacionamento entre o partido governante e as empresas", afirma Fumio Ohtsubo, CEO da Panasonic, que também se mostra desconfiado quanto à mudança no governo. "Dificilmente é bom para a gestão das empresas que os políticos e as políticas fiquem mudando."
Os candidatos do PDJ raramente mostram-se contrários às empresas em discursos. O partido prefere atacar a burocracia excessiva do Japão, outra fonte de apoio do PLD. Ainda assim, executivos estão assustados com os planos do PDJ de endurecer os padrões trabalhistas e ambientais, além de temer que o governo do partido eleve o endividamento do país, já nas alturas, o que traria a necessidade de grandes aumentos nos impostos.
Duas políticas do PDJ azedaram a atmosfera no encontro no Keidanren. Uma foi a promessa de reduzir no Japão, até 2020, as emissões de gases causadores de efeito estufa em 25% na comparação com os níveis 1990. As metas são muito mais ambiciosas do que o corte de 8% prometido por Aso.
A segunda fonte de discórdia é a promessa do PDJ de restabelecer o veto ao uso de trabalhadores com contratos temporários de trabalho na indústria. Desde que a proibição foi levantada, em 2004, o número de empregos desse tipo aumentou, embora vários tenham perdido os empregos na recessão.
O PDJ, por sua parte, tenta parecer conciliador. Seu secretário-geral, Katsuya Okada, disse ao Keidanren que seu compromisso com as emissões apenas se aplicaria se os EUA, China e Índia mostrassem forte comprometimento por conta própria. Afirmou, ainda, que um governo do PDJ apoiaria a meta de crescimento econômico de 2% traçada por Aso.
Fonte:NetMarinha



