Arquivo de Notícias: agosto - 2009

25.08.09 - ter

Para Pequim, estímulo ainda é necessário

 O primeiro-ministro da China, Wen Jiabao, disse que a economia de seu país "ainda enfrenta muitas novas dificuldades e problemas" e que o governo manterá suas políticas de estímulo uma vez que recuperação ainda carece de bases sólidas.
Wen disse que apesar de melhoras nas condições da economia chinesa, não se pode ser "cegamente otimista". As declarações foram feitas ontem durante visita ao sul do país e veiculadas pelo site do gabinete do premiê.
"Ainda há muitos fatores de instabilidade e de incerteza pela frente e a situação econômica futura é ainda muito grave, embora tanto a economia mundial quanto a economia nacional estejam passando por mudanças positivas neste momento."
O premiê advertiu também que os efeitos de algumas das medidas do governo podem começar a perder força enquanto outras levarão algum tempo até apresentarem resultados. No comunicado do gabinete com as declarações de Wen não há mais detalhes dos problemas mencionados por ele.
A cautela do líder chinês contrasta com um otimismo crescente entre muitos analistas que dizem que a China está fazendo progressos impressionantes para deixar para trás os efeitos da crise. Muitos têm repetido que a China será a primeira grande economia a sair da maior retração mundial desde os anos 30.
Wen prometeu que Pequim continuará aplicando suas políticas para incrementar a demanda doméstica, ampliar o crédito e melhorar eficiência. O país está pondo em prática a um plano de estímulo de US$ 586 bilhões previsto para durar dois anos. O objetivo é injetar recursos do Estado na economia para estimular o consumo doméstico por meio de maiores gastos públicos em obras e ampliação de crédito.
O Banco da Construção da China afirmou ontem, no entanto, que há o excesso de recursos no sistema bancário está criando uma bolhas do mercado, o que deu asas a temores de que autoridades chinesas estejam preparando - ao contrário da promessa de Wen - um aperto no crédito.
"Há incerteza na economia e bolhas no mercado de capitais", disse Guo Shuqing, presidente do banco, o segundo maior do país. "O sistema bancário chinês ainda tem excesso de liquidez."
No primeiro trimestre, bancos do país concederam um valor recorde de US$ 1,1 trilhão em novos empréstimos para ajudar a por em prática o pacote de estímulo do governo.
Foi o pacote que contribuiu para que a economia chinesa tivesse um crescimento de 7,9% no último trimestre - ante os 6,1% do trimestre anterior. O premiê e outras autoridades chinesas têm alertado, no entanto, que muitas empresas no país ainda registram resultados ruins e que outras áreas mostram que a fase de recuperação ainda não está bem fundada.
"A fundação da recuperação econômica não está estável, não está firme, não está equilibrada e certamente não podemos ser cegamente otimistas", disse Wen.
A meta de crescimento do governo para este ano é de 8%. Estimativas de analistas privados variam de 7% a 9,4%.

Fonte:NetMarinha
25.08.09 - ter

China supera a Alemanha como maior exportador

 O primeiro-ministro da China, Wen Jiabao, disse que a economia de seu país "ainda enfrenta muitas novas dificuldades e problemas" e que o governo manterá suas políticas de estímulo uma vez que recuperação ainda carece de bases sólidas.
Wen disse que apesar de melhoras nas condições da economia chinesa, não se pode ser "cegamente otimista". As declarações foram feitas ontem durante visita ao sul do país e veiculadas pelo site do gabinete do premiê.
"Ainda há muitos fatores de instabilidade e de incerteza pela frente e a situação econômica futura é ainda muito grave, embora tanto a economia mundial quanto a economia nacional estejam passando por mudanças positivas neste momento."
O premiê advertiu também que os efeitos de algumas das medidas do governo podem começar a perder força enquanto outras levarão algum tempo até apresentarem resultados. No comunicado do gabinete com as declarações de Wen não há mais detalhes dos problemas mencionados por ele.
A cautela do líder chinês contrasta com um otimismo crescente entre muitos analistas que dizem que a China está fazendo progressos impressionantes para deixar para trás os efeitos da crise. Muitos têm repetido que a China será a primeira grande economia a sair da maior retração mundial desde os anos 30.
Wen prometeu que Pequim continuará aplicando suas políticas para incrementar a demanda doméstica, ampliar o crédito e melhorar eficiência. O país está pondo em prática a um plano de estímulo de US$ 586 bilhões previsto para durar dois anos. O objetivo é injetar recursos do Estado na economia para estimular o consumo doméstico por meio de maiores gastos públicos em obras e ampliação de crédito.
O Banco da Construção da China afirmou ontem, no entanto, que há o excesso de recursos no sistema bancário está criando uma bolhas do mercado, o que deu asas a temores de que autoridades chinesas estejam preparando - ao contrário da promessa de Wen - um aperto no crédito.
"Há incerteza na economia e bolhas no mercado de capitais", disse Guo Shuqing, presidente do banco, o segundo maior do país. "O sistema bancário chinês ainda tem excesso de liquidez."
No primeiro trimestre, bancos do país concederam um valor recorde de US$ 1,1 trilhão em novos empréstimos para ajudar a por em prática o pacote de estímulo do governo.
Foi o pacote que contribuiu para que a economia chinesa tivesse um crescimento de 7,9% no último trimestre - ante os 6,1% do trimestre anterior. O premiê e outras autoridades chinesas têm alertado, no entanto, que muitas empresas no país ainda registram resultados ruins e que outras áreas mostram que a fase de recuperação ainda não está bem fundada.
"A fundação da recuperação econômica não está estável, não está firme, não está equilibrada e certamente não podemos ser cegamente otimistas", disse Wen.
A meta de crescimento do governo para este ano é de 8%. Estimativas de analistas privados variam de 7% a 9,4%.

Fonte:NetMarinha
24.08.09 - seg

Sobre Itajaí e nossa letargia

 O Porto de Itajaí é, sem dúvida, o mais característico e tradicional de Santa Catarina. Está perto das principais regiões industriais do Estado, como Joinville e Blumenau, e é bem servido por rodovias. Por muitos anos foi o orgulho de Santa Catarina pelas constantes quebras de recordes de movimentação e pelo boom de desenvolvimento que trouxe a Itajaí e região.
Por isso causa estranheza a forma como o porto foi tratado até agora, depois de ter dois berços destruídos pelas enchentes de novembro do ano passado. O sentimento de indignação dos catarinenses, de forma geral, e dos itajaienses, especificamente, é imenso e perceptível nas conversas com empresários da região. Por que tamanha demora para recuperar um dos mais importantes portos do País?
É contraditório saber que o País precisa elevar o comércio com o resto do mundo, mas deixa uma das principais entradas e saídas de mercadorias fechada por nove meses. E sabe-se lá quantos mais até as obras saírem do papel e estarem concluídas. Cálculos otimistas: mais oito ou dez meses. Enquanto isso, a movimentação de cargas despencou, em média, 65% sobre igual período do ano passado em benefício de outros terminais, como São Francisco do Sul, Navegantes e Paranaguá (PR).
Como seria na China caso ocorresse o mesmo problema? Uma grande enchente avassaladora? Pelo que conheço do país, em poucos dias depois da catástrofe ter ocorrido já haveria projetos prontos e as obras de recuperação estariam iniciadas a todo vapor. Ou melhor, em vez de recuperar, estariam fazendo um porto maior, melhor, mais moderno e mais seguro.
Portanto, mais do que saber como essa história acabará, é primordial estabelecer o que nós, brasileiros, idealizaremos e almejaremos para o nosso País. Vamos continuar nesse modelo letárgico de subdesenvolvimento? Vamos levar com a barriga obras importantes sustentando a morosidade burocrática e política do governo? Permaneceremos a deixar em segundo plano as atividades ligadas ao comércio exterior e a imagem de um País idôneo para o mundo?
Santa Catarina tem a possibilidade de ter um excelente sistema portuário e se tornar o maior centro logístico do Sul e Sudeste. O Estado terá, em breve, cinco portos com características diversas: Imbituba, Itajaí, Navegantes, São Francisco do Sul e Itapoá.
Para sairmos do universo das possibilidades e, de fato, nos tornarmos este hub logístico é preciso integração entre os governos federal, estadual e das cidades, além de um ambiente mais acessível para os investidores aplicarem dinheiro em infraestrutura.
Apatia e lentidão não só desestimulam o mercado, mas obrigam os que dependem da atividade do comércio exterior a buscar alternativas. Além disso, geram descrédito generalizado. É como virar as costas para o mundo. Mesmo com os problemas econômicos globais, é preciso continuar exportando e importando, pois será este comércio exterior crescente que ajudará o Brasil a se tornar um jogador global de respeito.

ALEXANDRE SCHAEFER | Diretor da Komport

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