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Arquivo de Notícias: junho - 2009
Analistas do mercado melhoram previsão e vêem queda de 0,5% do PIB
A estimativa dos analistas do mercado financeiro para o Produto Interno
Bruto (PIB) de 2009 melhorou na última semana com a previsão de uma
queda de 0,50% para a economia neste ano, segundo números divulgados
nesta segunda-feira (29) pelo Banco Central por meio do relatório de
mercado, também conhecido como Focus.
Na semana anterior, a projeção do mercado financeiro era de um recuo
maior no PIB deste ano: de 0,57%. No ultimo mês, a expectativa dos
analistas do mercado financeiro vêm registrando crescimento. Há quatro
semanas atrás, por exemplo, eles previam uma queda de 0,73% para o PIB
brasileiro em 2009.
Primeira queda desde 1992
Se confirmada a previsão do mercado, de uma queda de 0,50%, será a
primeira retração desde 1992, quando o PIB recuou 0,54%, de acordo com a
série histórica disponibilizada pela autoridade monetária. Para 2010,
entretanto, a expectativa do mercado para o crescimento do PIB
permaneceu estável em 3,50%.
O Ministério da Fazenda mantém a meta de um crescimento de 1% para este
ano. O Banco Central, por sua vez, projetou, na útima sexta-feira (26),
por meio do relatório de inflação, uma expansão de 0,8% para o PIB de
2009, enquanto a Confederação Nacional da Indústria (CNI) prevê uma
contração de 0,4% para PIB deste ano.
Juros e inflação
O mercado financeiro manteve, na última semana, a sua aposta para o
corte dos juros básicos da economia brasileira na reunião do Comitê de
Política Monetária (Copom) do Banco Central de julho em 0,5 ponto
percentual. Com isso, a taxa Selic cairia dos atuais 9,25% para 8,75% ao
ano.
Segundo a previsão do mercado financeiro, porém, este será o último
corte de juros deste ano. A expectativa é que a taxa Selic feche 2009
justamente em 8,75% ao ano. Para o fim de 2010, porém, o mercado prevê
os juros em 9,25% ao ano. Deste modo, prevê um aumento de 0,50 ponto
percentual na taxa no decorrer do próximo ano.
No Brasil, vigora o sistema de metas de inflação, pelo qual o BC tem de
atingir metas pré-determinadas pelo governo, tendo como principal
instrumento a taxa de juros. Quando julga que a inflação está em
convergência com as metas, pode baixar os juros, mas quando vê pressões
inflacionárias, opta por subí-los para conter a demanda por produtos e
serviços. Para 2009 e para 2010, a meta central de inflação é de 4,50%.
Na última semana, a expectativa do mercado financeiro para o Índice de
Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2009 ficou estável em 4,40%. Deste
modo, ainda permaneceu abaixo da meta central de 4,50% fixada para este
ano. Para 2010, a estimativa do mercado para o IPCA subiu de 4,30% para
4,32%, também abaixo da meta central do período.
Taxa de câmbio
Na semana passada, dado que foi divulgado nesta segunda-feira (29), a
projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2009
permaneceu em R$ 2 por dólar. Para o fim de 2010, porém, a previsão
também ficou estável em R$ 2 por dólar na última semana.
Balança comercial
No caso da balança comercial brasileira, a projeção do mercado
financeiro para o saldo (exportações menos importações) de 2009 subiu de
US$ 20,8 bilhões para US$ 21,5 bilhões na última semana.
Em 2008, a balança comercial teve superávit de US$ 24,7 bilhões, com
forte queda de 38,2% frente ao ano de 2007, quando o resultado positivo
somou US$ 40 bilhões. Para 2010, a previsão subiu de US$ 17 bilhões para
US$ 18 bilhões de resultado positivo.
No caso dos investimentos estrangeiros diretos, a expectativa do mercado
financeiro para o ingresso de 2009 subiu de US$ 24 bilhões para US$ 25
bilhões na última semana. Para 2010, a projeção de entrada de
investimentos no Brasil avançou de US$ 25,5 bilhões para US$ 26 bilhões.
fonte: site terra
Conferência internacional discute presença da China na América Latina
Especialistas mundiais discutem hoje (30), em São Paulo, o impacto da expansão global chinesa nos países latino-americanos. Eles estarão reunidos na 3ª Conferência Internacional Presença da China na América Latina, promovida pelo Conselho Empresarial Brasil-China, das 9h às 18h30, na sede da Fecomercio. Serão identificados os impactos dessa presença para as empresas brasileiras, oportunidades de parcerias, setores estratégicos e a evolução do relacionamento político estratégico entre a China e a região. O relacionamento da China com países da América Latina se aprofundou nos últimos anos. De 2000 a 2007, a corrente comercial entre o país asiático e o continente aumentou aproximadamente dez vezes e, em 2008, ultrapassou US$ 140 bilhões. A abertura oficial do encontro será feita pelo embaixador da República Popular da China no Brasil, Qiu Xiaoqi; pelos representantes dos ministérios do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Ivan Ramalho, e da Agricultura, Célio Porto. Também participará como mediador o secretário de Comércio Exterior, Welber Barral.
fonte: netmarinha
Brasil e Índia estudam uso de moeda local em comércio
Depois de iniciar trabalhos com a China, o Brasil entra em entendimento com a Índia para estudar a adoção de moedas locais no comércio bilateral. Hoje, na Basileia, o presidente do Banco Central brasileiro, Henrique Meirelles, esteve reunido com autoridades indianas e determinaram o início dos trabalhos. Neste fim de semana, Meirelles já havia fechado um entendimento similar com a China, ainda que o projeto com Pequim esteja mais avançado. O objetivo do governo é dispensar gradativamente a moeda americana nas relações com seus principais parceiros e, assim, reduzir a volatilidade nas transações. No médio prazo, a esperança do Brasil é de que alguns produtos comecem a ser cotados não mais em dólares, mas em moedas locais. Para isso, porém, o número de acordos como o que o Brasil começa a fechar com a China e Índia terá de ser ampliado. No caso da Índia, a assessoria de imprensa do BC brasileiro indicou que ficou determinado que uma missão seria enviada pelo Brasil para discutir o projeto com Nova Deli.
fonte: netmarinha

