14.05.10 - vie

As oportunidades de investimento em debêntures este ano

Este pode ser o ano das debêntures. Com a aceleração do crescimento e as perspectivas de novos investimentos, a captação de recursos via emissão de debêntures deve estar entre as primeiras opções das companhias de capital aberto. Já podemos trabalhar com a expectativa de manutenção da trajetória de crescimento desse mercado.
No ano passado, as empresas captaram R$ 11 bilhões por meio de debêntures. O volume representou um aumento de 38% ante 2008, ano afetado pela crise mundial. Este ano, até o fim de abril, com 29 operações realizadas, as debêntures emitidas já somavam R$ 14,7 bilhões. O destaque foi a operação da Cemig, que conseguiu captar R$ 2,7 bilhões. O que mais impressionou, no entanto, foi a forte demanda pelo papel. Ao todo, a procura pelos títulos chegou a R$ 6 bilhões, ou seja, R$ 3,3 bilhões a mais que a oferta inicial.
A movimentação deste início de ano indica um grande apetite dos investidores por títulos de dívida de empresas e apenas reforça a expectativa de cenário positivo para o mercado de debêntures. Um exemplo é o programa de emissão da empresa de participações do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que prevê a emissão de até R$ 6 bilhões. Registrado na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) em 2008, o programa até agora emitiu cerca de R$ 3,3 bilhões, ou seja, ainda pode haver emissões de até R$ 2,7 bilhões.
Antes de investir nesses papéis, porém, é preciso entender como eles funcionam. De modo geral, as debêntures são títulos de renda fixa, emitidos por empresas de capital aberto para captação de recursos. Funcionam como um empréstimo dado à empresa emissora, com taxas de juros muito mais atrativas que as de outros títulos de dívida, como CDB ou os papéis públicos. No entanto, é importante ressaltar que se trata de um papel mais arriscado, uma vez que está atrelado diretamente ao risco de crédito da empresa emissora.
Tradicionalmente, as debêntures são adquiridas por investidores institucionais ou fundos de investimentos. Esses agentes, de modo geral, mantêm os títulos na carteira até o prazo final, quando recebem de volta o principal investido já com a correção dos juros totais. Porém, com o novo cenário e a disseminação desse tipo de aplicação, as debêntures têm sido cada vez mais requisitadas também pelo investidor pessoa física.
Ingressar nesse mercado, contudo, não é para qualquer um. Além do fato de as emissões serem divididas e apenas uma pequena parcela ser destinada às pessoas físicas, esse investidor, por sua vez, precisa se enquadrar no que chamamos de "investidor qualificado". Isso significa ter um patrimônio mínimo de R$ 300 mil em investimentos.
Mesmo o investidor qualificado tem que ficar atendo a uma série de fatores. Primeiramente, o investidor deve estar ciente de que, no longo prazo, existe o risco de variação da taxa de juros durante o período de vigência da debênture. Esse quesito pode inibir a troca de posições quando surgem oportunidades de aplicações mais atraentes, dificultando a negociação do papel no mercado secundário de debêntures. Assim, desfazer-se do título ou negociá-lo antes do vencimento pode não ser uma tarefa fácil. Como são títulos de baixa liquidez, caso o investidor deseje resgatar os recursos antes do vencimento, terá de arcar também com a chamada taxa de deságio.
Outro ponto de fundamental importância é a análise da empresa emissora. Entre outros aspectos, é preciso acompanhar os últimos balanços, o potencial de crescimento, a capacidade de endividamento e os motivos que a levaram a realizar a emissão. Também é preciso estar atento a prazos de vencimento, amortização e taxas de juros, quesitos essenciais para escolher um bom papel. Todas essas informações mostram a saúde financeira da empresa e precisam ser levados em consideração no momento de escolher uma debênture que se enquadre no perfil do investidor.
Ao que tudo indica, o ano de 2010 deve trazer ótimas opções de debêntures para os investidores. Essa modalidade é uma excelente alternativa para diversificação de investimentos em renda fixa. Mas é preciso avaliar todas as oportunidades e acompanhar o desempenho das companhias para selecionar as melhores alternativas e aprimorar a carteira de investimento
13.05.10 - jue

Hapag-Lloyd apresenta recuperação no primeiro trimestre

A Hapag-Lloyd anunciou recuperação dos lucros nos primeiros três meses do ano, após cinco trimestres consecutivos de perdas. O armador alemão registrou lucro operacional (lucro antes de juros, impostos e amortizações) de 13,4 milhões de euros. No mesmo intervalo do exercício anterior, a companhia havia computado perda operacional de 221,7 milhões de euros.
O faturamento aumentou em 18%, saindo do 1,1 bilhão de euros do ano passado para 1,3 bilhão de euros neste primeiro trimestre, devido ao aumento de 4,7% nos volumes transportados no período.
As taxas de frete também registraram aumentos, ficando 8% acima da média dos três primeiros meses de 2009. A empresa tem perspectivas positivas para o ano, dada a evolução contínua do transporte de contêineres.
13.05.10 - jue

A.P. Moller-Maersk volta a registrar lucro

Divisão de contêineres movimentou 20% de Feus a mais que no primeiro trimestre de 2009.
A A.P. Moller-Maersk voltou aos lucros no primeiro trimestre, com o aumento nas taxas de frete em decorrência da retomada do comércio global. O lucro líquido da empresa computou 3,4 bilhões de coroas dinamarquesas (US$ 584 milhões), em comparação à perda de 2,13 bilhões de coroas dinamarquesas do ano passado.
Parte desta recuperação foi possível graças aos aumentos de frete aplicados pela Maersk Line, divisão de contêineres do grupo, principalmente no trade entre Ásia e Europa, refletindo reposição de estoques e maior demanda do mercado europeu. A recuperação dos valores de frete no tráfego atingiu 18%.
A companhia registrou lucro líquido de US$ 168 milhões neste primeiro trimestre, ante perda de US$ 581 milhões no mesmo intervalo do ano anterior. De janeiro a março, a divisão transportou o equivalente a 1,8 milhão de Feus (unidade equivalente a um contêiner de 40 pés), 20% a mais que nos primeiros três meses de 2009.
O braço de petróleo e gás do grupo teve lucro líquido de US$ 450 milhões, saindo dos US$ 256 milhões do primeiro trimestre de 2009. O setor foi ajudado pelos preços do petróleo, que foram em média 70% maiores do que no primeiro trimestre de 2009.
O resultado atual aponta que o grupo A.P. Moller-Maersk está se recuperando de sua primeira perda anual em pelo menos meio século, depois da contração do mercado marítimo no ano passado. A companhia afirmou que o ano começou melhor do que o esperado, e por isso a empresa tem perspectivas de lucros maiores em relação à previsão modesta que mantinha.
Segundo estimativas do FMI (Fundo Monetário Internacional), os volumes do comércio mundial devem aumentar 7% até o final do ano e 6,1% em 2011, após a contratação de 11% do exercício passado.
Capacidade
Durante o primeiro trimestre, a Maersk Line colocou 17 embarcações em lay-up, perfazendo total de 72 mil Teus de capacidade ociosa. Porém, a empresa reativou três navios fretados e demoliu duas unidades menores. Durante o período, a companhia recebeu duas novas embarcações com capacidade total para 5 mil Teus.
No final do primeiro trimestre, o grupo A.P. Moller-Maersk mantinha 16 navios multipropósito e 539 porta-contêineres, sendo que 250 eram próprios e 289 fretados - com capacidade total de 2,1 milhões de Teus.
A companhia ainda tem 41 porta-contêineres e quatro embarcações multipropósito encomendadas. Uma unidade de cada segmento deve ser entregue ainda este ano.
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