23.04.12 - lun

Exportações de cooperativas atingem recorde de US$ 1,293 bilhão

De janeiro a março deste ano, as exportações de cooperativas cresceram 6,5% em comparação ao mesmo período no ano passado, alcançando um total de US$ 1,293 bilhão. Esse foi o maior resultado alcançado desde o início da série histórica, em 2006.

As importações também tiveram expansão de 12,7% e totalizaram US$ 54,7 milhões. Com isso, o saldo da balança comercial das cooperativas alcançou US$ 1,238 bilhão no primeiro trimestre de 2012.

O resultado, recorde para o acumulado trimestral, superou em 6,3% o registrado em 2011 (US$ 1,165 bilhão). A corrente de comércio dos três primeiros meses de 2012 também foi a que apresentou o melhor resultado da série: US$ 1,347 bilhão, com expansão de 6,8% em relação ao mesmo período do ano passado.

Entre os principais produtos exportados pelas cooperativas, de janeiro a março de 2012, destacam-se o açúcar refinado (com vendas de US$ 297,3 milhões; 23% do total); o café em grãos (US$ 177,5 milhões; 13,7%); o farelo de soja (US$ 139,5 milhões; 10,8%); e os pedaços e miudezas comestíveis de frango (US$ 138,4 milhões; 10,7%).

No primeiro trimestre de 2012, 125 cooperativas sediadas em dezessete estados brasileiros realizaram vendas externas e o Paraná teve o maior valor exportado pelo segmento: US$ 419,9 milhões, representando 32,5% do total. Em seguida ficaram São Paulo (US$ 350 milhões; 27,1%); Minas Gerais (US$ 191,7 milhões; 14,8%); Santa Catarina (US$ 103 milhões; 8%); e Rio Grande do Sul (US$ 101,4 milhões; 7,8%). Os produtos exportados pelas cooperativas, no período, foram destinados a 118 países.

No primeiro trimestre deste ano, as cooperativas importaram principalmente ureia (teor N>45), com compras de US$ 9,1 milhões, representando 16,6% do total; máquinas e aparelhos para preparação de carnes (US$ 5,6 milhões; 10,2%); diidrogeno-ortofosfato de amônio (US$ 4,1 milhões; 7,5%); cloretos de potássio (US$ 3,6 milhões; 6,6%); e sulfato de amônio (US$ 2,9 milhões; 5,4%).

Em relação aos mercados de origem (33, no total), destacam-se os Estados Unidos, com compras de US$ 8,1 milhões, representando 14,8% do total do segmento; o Japão (US$ 5,3 milhões; 9,7%); o Paraguai (US$ 5 milhões; 9,1%); a Espanha (US$ 4,1 milhões; 7,4%); e a Ucrânia (US$ 4 milhões; 7,4%).

Por Guia Marítimo.

20.04.12 - vie

Porto de Imbituba deve sofrer com aprovação da Resolução 72

O Porto de Imbituba deve sofrer com a aprovação da Resolução 72, que unifica o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) para produtos importados no país. Segundo Jeziel Pamato, administrador do porto, o complexo pode sofrer uma redução de cerca de 15% na movimentação total de cargas.

Segundo ele, a medida atinge especialmente cargas como fertilizantes e grãos, entre trigo, cevada e outros. “A unificação do ICMS colocará o Porto de Imbituba, assim como todos os portos de Santa Catarina, em desvantagem competitiva em relação aos outros portos brasileiros. As empresas deram preferência a Imbituba, justamente pelas boas condições operacionais e menores custos, mesmo tendo que suportar custos maiores no transporte rodoviário. Agora, com a alíquota única, há a possibilidade de estas importações passarem a serem feitas mais próximas da origem/destino”, afirma Pamato.

“Faremos o possível para que as empresas continuem importando por Imbituba. Agora, temos que esperar se a medida será aprovada e quais os benefícios que o Governo Federal nos oferecerá em contrapartida”, ressalta o administrador do porto.

Por Guia Marítimo.

19.04.12 - jue

Análise do plenário sobre medida que acaba com “guerra dos portos” ficou para próxima semana

Eduardo Braga (PMDB-AM), líder do governo no Senado, enfatizou, nesta quarta-feira, que a proposta de resolução 72/11, que unifica a alíquota do ICMS (Imposto sobre Mercadorias e Serviços), cobrada sobre produtos importados em operações interestaduais e que deve pôr fim à chamada “Guerra dos Portos”, será votada apenas na próxima semana no plenário do Senado.

A votação estava prevista para esta quarta, mas por causa de prazos regimentais ela teve que ser postergada: “Temos um interstício [intervalo regimental] de duas sessões ordinárias para a aprovação do requerimento de urgência, e este interstício não poderá ser quebrado. Há entendimento para que possamos votar esta matéria no plenário na próxima terça-feira”, afirmou Braga.

A medida visa acabar com a disputa entre os estados pela entrada de produtos estrangeiros no país. Atualmente, a alíquota praticada nas operações interestaduais é diferenciada, já que alguns governos estaduais oferecem incentivo fiscal, por meio da redução da alíquota, para atrair mercadorias importadas para os seus portos. A proposta foi aprovada nesta terça na CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado.

Por Guia Marítimo.

 

 

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