09.09.10 - jue

Exportadores terão de conviver com o real forte

Exportadores terão de conviver com o real forte

A expectativa de que virão de investidores estrangeiros de 20% a 30% dos R$ 128 bilhões que a Petrobras vai levantar deu impulso adicional à tendência de queda da moeda. Isso pode significar uma enxurrada de US$ 15 bilhões a US$ 20 bilhões no mercado, entre o fim do mês e o início de outubro.

Há outros motivos para se esperar que a cotação do dólar, embora recue em um primeiro momento, não despenque sem piso. Um deles é que parte dos recursos captados pela Petrobras serão destinados à importação de equipamentos que serão usados na exploração do petróleo da camada do pré-sal, o que enxugará parte das divisas recebidas.

O problema dos exportadores está longe, porém, de ser resolvido por esses movimentos de curto prazo, típicos de mercado. O Brasil assumiu, há alguns anos, a posição de "queridinho" dos investidores internacionais. O sucesso da estabilização econômica, a perspectiva de crescimento e o bom retorno dos juros altos tornaram o país alvo certo no fluxo de capital internacional, o que contribui para a apreciação do real.

Não é por outro motivo que o real ganhou importância no mercado internacional de câmbio. Desde a crise internacional, em 2007, os negócios com reais no mercado global de moedas quase dobraram, de 0,4% para 0,7% do total, com US$ 28 bilhões transacionados por dia em um mercado que movimenta US$ 4 trilhões. O real é a moeda mais negociada em derivativos no mundo, depois do dólar.

Agilizar a devolução dos créditos de impostos cobrados sobre produtos exportados é uma das poucas promessas cumpridas, ainda assim parcialmente. Desde agosto, os exportadores podem pedir a devolução acelerada de até 50% dos créditos do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e do PIS/Cofins referentes a exportações realizadas entre abril e junho. Nas exportações feitas entre julho e setembro, o ressarcimento só poderá ser pedido em outubro. Os outros 50% dos impostos pagos indevidamente serão recebidos no prazo habitual, que pode chegar a cinco anos. Ao lançar o pacote , o governo havia se comprometido a restituir 50% dos créditos de impostos em 30 dias.

09.09.10 - jue

Mercosul quer dobrar cota para venda de banana à UE

Mercosul quer dobrar cota para venda de banana à UE

"Recebemos a garantia escrita do Itamaraty e do Ministério da Agricultura de que essa será agora a demanda do Mercosul", diz Newton Assunção, diretor da multinacional Del Monte e presidente do grupo setorial de frutas do Ceará.

Com a cota livre de tarifa, os produtores brasileiros teriam ganho de € 3 por caixa, ou seja, de € 39 milhões no total, para 13 milhões de caixas. "Se isso não vier, para compensar o que perdemos com a valorização cambial, teremos um desastre, porque a América Central fez acordo com a União Europeia e terá redução gradual de tarifa para entrar com a banana produzida na região", afirma Assunção.

O comissário europeu estará semana que vem em Brasília mais preparado para evitar casca de banana em seu caminho, do que em acelerar uma negociação que é rejeitada pela França, país que tem 'parceria estratégica' com o Brasil.

08.09.10 - mié

Importação cresceu 5 vezes mais que exportações

Importação cresceu 5 vezes mais que exportações

"Nas exportações, enquanto tivemos uma queda dos manufaturados em termos de quantidade, as commodities aumentaram no aspecto preço. É o contrário do que se tem nas importações, em que há um aumento de produtos manufaturados tanto em quantidade quanto em valor", afirma o presidente em exercício da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, sobre os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Antes considerado o vilão do setor exportador, o câmbio tem recebido menos atenção. Segundo Nathan Blanche, da consultoria Tendências, o câmbio no patamar atual evita uma escalada da inflação e um aumento maior dos juros. "O câmbio tem sido o herói deflacionário. Se não estivesse a R$ 1,70, as taxas de juros já deveriam estar em torno de 14%."

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