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Porto de Imbituba alcança melhor média mensal de movimentação
O destaque é pelo volume de cargas movimentadas em operações com granéis sólidos. No período de julho, 16 navios atracaram e operaram no Porto de Imbituba, sendo oito de granel sólido, seis de contêineres, um de congelados e um de granel líquido. Ao todo, 182.992 toneladas passaram por esta fronteira no mês.
Ducentésima reunião do CAPPI
Ele ultrapassa fronteiras pois sua missão é ser o guardião da modernização portuária. Entretanto, é fundamental que a este esforço se juntem, de forma eficiente, as autoridades federais intervenientes, cuja atuação é o principal fator condicionante do desenvolvimento do porto, uma vez que em termos de infraestrutura o setor privado já tem respondido à altura das oportunidades proporcionadas pela Lei de Modernização dos Portos", explicou o presidente do CAPPI, Gilberto Barreto.
No período da noite, cerca de 120 pessoas compareceram ao Imbituba Praia Clube para assistir às palestras sobre o desenvolvimento do Porto de Imbituba e a importância do CAP como ferramenta de implementação da Lei 8.630/1993. Após a programação, o CAPPI ofereceu um jantar de confraternização aos convidados.
Exportação de produtos florestais despenca
Os mercados de produtos florestais estão realmente globalizados, segundo a entidade. Não é mais necessário ter florestas para fazer esse tipo de produto. O maior exemplo disso é a ascensão meteórica da China como grande produtor, consumidor e comerciante, o que já afeta produtores tradicionais de móveis, como a Itália.
Depois da queda de 11,6% no consumo global de madeira e produtos de papel em 2009, a expectativa é de modesta recuperação este ano. Mas Ed Pepke, principal autor do relatório, estima que a demanda da construção residencial nos EUA não deve voltar aos níveis pré-crise. Isso afeta o Brasil. Nada menos de 70% da madeira que o país exporta segue ao mercado americano. As exportações do item madeiras (compensados, portas e janelas, folhas serradas, perfilados, painéis de fibra, outros painéis, mas não móveis) caíram de US$ 3,3 bilhões para US$ 1,6 bilhão entre 2007 e 2009.
As exportações de portas, janelas e outros produtos caíram 54,7%, de US$ 522 milhões para US$ 236 milhões no período. Mesmo as compras chinesas de perfilados de madeira caíram pela metade. Pequim importa o produto bruto, fabrica móveis e depois os vende para a Europa e EUA. O Brasil não faz a industrialização "porque os chineses não compram", diz Vasco Flandoli, da Associação Brasileira de Produtores e Exportadores de Madeira.
A produção chinesa de produtos florestais alcançou US$ 232 bilhões em 2009, alta de 9,8%, enquanto houve queda de 11,6% globalmente. O avanço chinês foi impulsionado pela maior demanda doméstica, já que as exportações caíram. Em todo caso, o país continuou a importar madeira, principalmente da Europa, para produzir móveis e exportá-los aos mercados industrializados. Só essas vendas renderam US$ 7,6 bilhões em 2009.
Além da globalização, o relatório aponta mais três razões para a mudança estrutural no mercado de produtos florestais. Começa com o forte declínio no consumo, produção e comércio, no rastro da recessão global, que leva a fusões, aquisições e fechamento de fábricas num ritmo superior aos ciclos normais de negócios. No setor de papel e celulose, as versões "digitais" erodiram a demanda por papel, por exemplo.
Há o efeito ainda do controle da origem da madeira importada, principalmente nos EUA e na Europa, e que deve atingir China e outros asiáticos. Além de provar que o produto é legal, é preciso atestar critério de sustentabilidade e outras obrigações na cadeia de suprimento, da floresta até a fábrica. Até agora, porém, apenas 9% das florestas foram certificadas, sendo 88% nos países ricos. No Brasil, a certificação cresceu.
Para a FAO, o comércio ilegal de produtos de madeira continua e joga "sombras" no setor florestal. Nesse cenário, Ed Pepke vê chances para o Brasil "ser muito ativo na nova situação do mercado, se controlar as condições exigidas", podendo recuperar vendas no segmento de compensados, por exemplo.
Mercosul aprova criação de código aduaneiro
O código aduaneiro somou-se a dois outros importantes avanços alcançados na reunião de cúpula: o fim da dupla cobrança da Tarifa Externa Comum (TEC) para mercadorias de terceiros países que circulam dentro do Mercosul e a assinatura de tratado de livre comércio com o Egito, o segundo fora da América do Sul. O primeiro foi fechado com Israel.
A conclusão do código aduaneiro foi costurada ontem, com a intervenção de Cristina junto ao presidente do Uruguai, José Mujica, cuja diplomacia resistia a aprovar o documento. A divergência se concentrava em um ponto: a aplicação de direitos (impostos) de exportação, seus valores e características. Os uruguaios reclamavam dos impostos que a Argentina mantém sobre a exportação de soja e outros produtos agropecuários, como trigo e carne. Para eles, esses impostos distorcem o mercado.
Contente com os resultados, Lula alfinetou o candidato do PSDB ao Palácio do Planalto, José Serra: "E tem gente que critica o Mercosul". Em seguida, demonstrou orgulho por ter ajudado a enterrar as negociações para a criação da Área de Livre Comércio das Américas (Alca), em 2003.
"A Alca, no fundo, era uma proposta que não tinha nenhuma intenção de ajudar os países mais pobres a se tornarem minimamente competitivos", afirmou Lula "Basta examinar o fluxo comercial e os avanços que houve na integração, principalmente política. Existe um processo de aumento da confiança que não existia há oito anos."

