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Brasil adotará salvaguardas para garantir competitividade dos seus produtos
Nesta terça-feira, a presidente Dilma Roussef afirmou que o Brasil redobrará esforços para garantir exportações indicando que negociadores brasileiros irão a todas as instâncias possíveis para assegurar a competitividades dos produtos nacionais.
A presidente condenou medidas protecionistas adotadas por alguns países ricos e a desvalorização da moeda para beneficiar a produção local, como fazem os chineses.Ela também adiantou que o governo vai adotar “todas as salvaguardas possíveis” que assegurem a dos produtos nacionais no exterior.
Segundo Dilma, é fundamental a defesa de um mercado mais equilibrado e justo por meio de boas práticas: “Nós também temos de lutar contra a concorrência predatória e desleal, contra o dumping, contra práticas protecionistas ilegítimas e diante disso vamos agir com firmeza nos organismos internacionais e adotar todas as salvaguardas possíveis para defender nossas empresas, nossos empregos e a renda dos nossos trabalhadores”, disse, durante o lançamento de medidas de estímulo à indústria e incentivo à economia, no Palácio do Planalto.
A presidenta reiterou ainda que decisões tomadas pelo governo, como as recentes alterações no regime automotivo brasileiro, não devem ser interpretadas como protecionismo, mas como ações de preservação do mercado interno.
Por Guia Marítimo.
Importação de vinhos cresce 34,4% no País
“É um volume que justifica ainda mais o nosso pedido de salvaguarda ao vinho fino brasileiro”, afirma o diretor-executivo do Ibravin, Carlos Raimundo Paviani. Provavelmente, este grande aumento nas importações de vinhos verificado em janeiro e fevereiro possa ser atribuído à formalização da entrada de vinho no País. “Isto comprova que o selo inibe o descaminho, o contrabando”, avalia Paviani. “As estatísticas também provam que o selo fiscal não impediu as importações de vinhos pelo Brasil, ao contrário do que defendiam os seus críticos antes da implantação definitiva, em janeiro de 2011”, acrescenta o diretor-executivo do Ibravin.
Atualizando a divisão do mercado de vinhos finos no Brasil, com os números do primeiro bimestre do ano, há 88,4% de domínio dos rótulos estrangeiros e 11,6% para os produtos brasileiros. “Começamos o ano, antes mesmo do pedido de salvaguarda ser divulgado em 15 de março, com apenas 11% do mercado nacional de vinhos”, ressalta Paviani. Com isso, segundo ele, “o setor está correndo sério risco”.
No ano passado, o Brasil registrou o maior volume de vinho já importado pelo Brasil, com o ingresso de 77,6 milhões de litros de vinho estrangeiro, de 31 países. Desde 2004, quando 39,1 milhões de litros de vinho estrangeiro entraram no Brasil, o crescimento nas importações praticamente dobrou, somando 98,7%.
Os vinhos chilenos seguem na liderança do ranking de importação brasileira. Em janeiro e fevereiro, entraram 2,88 milhões de litros daquele país, um crescimento de 27,8% em relação a igual período de 2011. Em seguida, aparecem os argentinos, com 1,91 milhões de litros e aumento de 32,86%. A Itália aparece na terceira posição, com o envio de 1,52 milhão de litros de vinho ao Brasil (acréscimo de 12,43%), seguida de perto por Portugal, com 1,39 milhão de litros, mas com 92,5% de incremento ante o primeiro bimestre do ano passado.
Por Conexão Marítima.
China se destaca como principal destino de exportações brasileiras no primeiro trimestre
A China encerrou fechou o primeiro trimestre deste ano se destacando como principal destino das exportações brasileiro, já que foi responsável por 14,3% dos embarques externos dos 27,8% exportados para o seu continente. Nos dois primeiro meses de 2012, o principal comprador havia sido os Estados Unidos.
De acordo com Tatiana Prazeres, secretária de Comércio Exterior do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior), por enquanto ainda é difícil avaliar os principais destinos de exportações brasileiras no cenário de instabilidade econômica.
“Houve a retomada da China como o principal destino de exportações brasileiras. Os sinais são pouco claros no contexto internacional. É difícil ainda, neste momento, traçar cenários claros a respeito de destino das exportações brasileiras. Mas a retomada da posição da China é atribuída ao aumento das vendas de soja em grão”, explicou Tatiana.
A secretária ainda classifica a China como “motor” das vendas externas brasileiras ao continente asiático, mas destaca o aumento das exportações a outros países como fator para o resultado positivo da relação comercial com países da região como um todo. “A China retomou a posição de maior exportador, mas o aumento de 8,8% mostra que não é a China que está puxando o crescimento para a Ásia. As exportações para a Índia cresceram 132% no mesmo período”, acrescentou.
Por Guia Marítimo.



