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26.05.10 - mié
Infraero vai instalar módulos nos aeroportos para aumentar capacidade
A Infraero vai investir R$ 5,4 bilhões até 2014 para preparar o país para o aumento da demanda por transporte aéreo que deverá ocorrer em função da Copa do Mundo (2014). A empresa planeja ainda gastar R$ 115 milhões na construção de 16 módulos operacionais provisórios (MOP), cujo custo é mais baixo e a instalação é mais rápida. O objetivo é ajudar a resolver os problemas de falta de capacidade nos terminais de passageiros.
Os módulos têm vida útil de 10 a 15 anos, mas poderão ser desmontados e transferidos para outros aeroportos. Trata-se de uma estrutura metálica, semelhante a modelos já usados nos Estados Unidos e no Canadá, para substituir, temporariamente, a ampliação dos terminais via construções civis. O primeiro aeroporto a receber um módulo foi o de Florianópolis, que já está em funcionamento.
O aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, vai receber três módulos provisórios, de portes diferentes, que poderão ficar prontos em até seis meses a partir do início das obras.
O aeroporto vai receber também investimentos definitivos. Cerca de 50% do Terminal 3 deverão ficar prontos até 2013, de acordo com o diretor de Engenharia da Infraero, Jaime Parreira.
O investimento inicial será num módulo remoto, em que o passageiro embarca no terminal já existente, toma um ônibus até o MOP para embarcar no avião. Esta unidade será entregue no final deste ano ou em janeiro de 2011 e vai agregar capacidade para mais 1 milhão de passageiros por ano. O custo será de R$ 12,5 milhões, para 6 mil metros quadrados de área montada.
O segundo módulo ficará no antigo terminal de carga de Guarulhos e terá capacidade para mais 3 milhões de passageiros por ano, com 14 mil metros quadrados de área construída. O custo será de R$ 32,5 milhões. A expectativa é que as obras sejam iniciadas em fevereiro de 2011 e terminem em dezembro de 2012.
O terceiro módulo provisório terá um custo de R$ 23,2 milhões, para elevar a capacidade do aeroporto em mais 2,5 milhões de passageiros. A previsão inicial é de que as obras dos mais de 10 mil metros quadrados vão de agosto de 2012 a abril de 2013.
O diretor da Infraero explicou que os módulos provisórios não substituem os investimentos na expansão dos aeroportos brasileiros, mas garantem que o aumento da demanda seja atendido, já que são rápidos de implementar. Além disso, o custo é mais baixo. A estimativa de gastos é de R$ 2,5 mil por metro quadrado para a estrutura metálica, enquanto uma construção de alvenaria fica em torno de R$ 6 mil por metro quadrado.
Dos investimentos totais de R$ 5,4 bilhões que serão realizados pela Infraero até a Copa do Mundo, a empresa vai arcar com 61% a partir de seus recursos próprios, enquanto a União vai bancar 39% do total.
"A Copa é um evento pontual. O planejamento, inclusive com os módulos provisórios, não visa atender só à Copa, mas à demanda que já é crescente ao longo do tempo", disse Parreira. Ele frisou também que as estruturas temporárias não serão erguidas em áreas onde são previstas expansões para não atrapalhar as obras. Depois de algum tempo, a demanda é verificada novamente, e, a partir disso, será decidido se os MOPs serão levados para aeroportos diferentes ou serão mantidos onde foram montados.
Os módulos têm vida útil de 10 a 15 anos, mas poderão ser desmontados e transferidos para outros aeroportos. Trata-se de uma estrutura metálica, semelhante a modelos já usados nos Estados Unidos e no Canadá, para substituir, temporariamente, a ampliação dos terminais via construções civis. O primeiro aeroporto a receber um módulo foi o de Florianópolis, que já está em funcionamento.
O aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, vai receber três módulos provisórios, de portes diferentes, que poderão ficar prontos em até seis meses a partir do início das obras.
O aeroporto vai receber também investimentos definitivos. Cerca de 50% do Terminal 3 deverão ficar prontos até 2013, de acordo com o diretor de Engenharia da Infraero, Jaime Parreira.
O investimento inicial será num módulo remoto, em que o passageiro embarca no terminal já existente, toma um ônibus até o MOP para embarcar no avião. Esta unidade será entregue no final deste ano ou em janeiro de 2011 e vai agregar capacidade para mais 1 milhão de passageiros por ano. O custo será de R$ 12,5 milhões, para 6 mil metros quadrados de área montada.
O segundo módulo ficará no antigo terminal de carga de Guarulhos e terá capacidade para mais 3 milhões de passageiros por ano, com 14 mil metros quadrados de área construída. O custo será de R$ 32,5 milhões. A expectativa é que as obras sejam iniciadas em fevereiro de 2011 e terminem em dezembro de 2012.
O terceiro módulo provisório terá um custo de R$ 23,2 milhões, para elevar a capacidade do aeroporto em mais 2,5 milhões de passageiros. A previsão inicial é de que as obras dos mais de 10 mil metros quadrados vão de agosto de 2012 a abril de 2013.
O diretor da Infraero explicou que os módulos provisórios não substituem os investimentos na expansão dos aeroportos brasileiros, mas garantem que o aumento da demanda seja atendido, já que são rápidos de implementar. Além disso, o custo é mais baixo. A estimativa de gastos é de R$ 2,5 mil por metro quadrado para a estrutura metálica, enquanto uma construção de alvenaria fica em torno de R$ 6 mil por metro quadrado.
Dos investimentos totais de R$ 5,4 bilhões que serão realizados pela Infraero até a Copa do Mundo, a empresa vai arcar com 61% a partir de seus recursos próprios, enquanto a União vai bancar 39% do total.
"A Copa é um evento pontual. O planejamento, inclusive com os módulos provisórios, não visa atender só à Copa, mas à demanda que já é crescente ao longo do tempo", disse Parreira. Ele frisou também que as estruturas temporárias não serão erguidas em áreas onde são previstas expansões para não atrapalhar as obras. Depois de algum tempo, a demanda é verificada novamente, e, a partir disso, será decidido se os MOPs serão levados para aeroportos diferentes ou serão mantidos onde foram montados.
25.05.10 - mar
Preços mais elevados compensam volume menor de vendas ao exterior
As exportações do primeiro quadrimestre foram sustentadas por uma recuperação de preços que compensou o fraco desempenho do volume de vendas ao exterior. O índice de termos de troca - que permite comparar o quanto os preços de exportação estão mais altos que os de importação - do primeiro quadrimestre teve elevação de 14,7% na comparação com o ano passado. Em relação a 2008, o aumento é de 9,5%. Os dados são da Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex), dessazonalizados pela LCA Consultores.
Em compensação, o índice de termos de comércio - que compara os volumes de exportação em relação aos de importação - teve no primeiro quadrimestre uma média mais baixa. O índice está 13,9% menor na comparação com o primeiro quadrimestre de 2008 e apresenta queda de 22,2% em relação ao mesmo período de 2009. Ou seja, os volumes de exportação estão crescendo em ritmo mais baixo do que o das importações e isso não se refletiu de forma tão representativa numa deterioração maior da balança por conta do aumento dos preços médios de venda e dos termos de troca.
Nas contas de Júlio Callegari, economista do JP Morgan, se tivessem sido mantidos os termos de troca de 2005, o saldo da balança comercial nos últimos 12 meses cairia de US$ 21 bilhões para US$ 1,5 bilhão. "Os preços é que estão fazendo diferença e compensando os volumes relativamente baixos de exportação."
A principal explicação para o fraco desempenho das exportações em relação às importações está no crescimento do mercado nacional. "Enquanto a demanda interna, que é o motor das importações, deve seguir um crescimento do PIB de 10%, o mercado internacional, que impulsiona as exportações, deve crescer cerca de 4%", diz Callegari. "O câmbio também faz diferença, mas não tanto quanto o diferencial de crescimento." Para os fabricantes brasileiros, o mercado interno também se torna mais atraente do que o internacional. "Mas, ao mesmo tempo, os produtores domésticos também sofrem mais concorrência, em razão da maior entrada de importados."
Welber Barral, secretário de Comércio Exterior, diz que o quadro atual causa preocupações. De acordo com dados da Secex, de janeiro a abril o volume de importações aumentou, em média, 41,2%, enquanto os preços aumentaram apenas 0,5%, na comparação com igual período do ano passado. Nos desembarques, destacam-se os bens de consumo duráveis, que tiveram alta de 78,2% em volume e redução de 6,4 nos preços médios. Nas exportações, o quantum cresceu bem menos: 8,5%, com elevação de preços médios de 15,2%. Os maiores aumentos de preços médios ficaram por conta dos básicos, com 17,6%, e os semimanufaturados, com 27,1%. Os preços dos manufaturados subiram 8,4%.
Nas exportações, explica Barral, os preços dos básicos e semimanufaturados acabaram seguindo a alta das commodities. "Nos manufaturados também houve elevação, porque os fabricantes brasileiros subiram os preços em dólar como forma de compensação do câmbio", diz.
O resultado do quadro atual, diz o secretário, poderá ser a perda de participação dos exportadores, com competição maior no mercado externo. "Ainda não houve recuperação dos mercados. Além disso há esse 'engasgo' da Europa, que pode gerar um aumento maior na oferta de produtos."
Barral diz que a Secex não avaliou um possível impacto da crise na União Europeia nas exportações brasileiras. Callegari acredita que parte da recente queda de preços em função da crise na UE está ligada à apreciação do dólar frente ao euro e lembra que a perda não é uniforme. "A queda é puxada principalmente pelos metais, com pouco efeito sobre as commodities agrícolas." Mantidas as atuais condições, diz, o Brasil pode ser afetado nos próximos meses, mas o alto índice de termos de troca irá fazer com que o efeito sobre a balança comercial seja mais ameno.
Bráulio Gomes, da LCA, acredita que o efeito da crise da UE nos preços de exportação deve ser momentâneo. A expectativa é de recuperação até o fim do ano. Em função dos preços altos, o impacto na balança não será grande. A LCA estima superávit de US$ 14,9 bilhões e, com a crise na UE, pode ser revisado para cerca de US$ 12 bilhões.
Em compensação, o índice de termos de comércio - que compara os volumes de exportação em relação aos de importação - teve no primeiro quadrimestre uma média mais baixa. O índice está 13,9% menor na comparação com o primeiro quadrimestre de 2008 e apresenta queda de 22,2% em relação ao mesmo período de 2009. Ou seja, os volumes de exportação estão crescendo em ritmo mais baixo do que o das importações e isso não se refletiu de forma tão representativa numa deterioração maior da balança por conta do aumento dos preços médios de venda e dos termos de troca.
Nas contas de Júlio Callegari, economista do JP Morgan, se tivessem sido mantidos os termos de troca de 2005, o saldo da balança comercial nos últimos 12 meses cairia de US$ 21 bilhões para US$ 1,5 bilhão. "Os preços é que estão fazendo diferença e compensando os volumes relativamente baixos de exportação."
A principal explicação para o fraco desempenho das exportações em relação às importações está no crescimento do mercado nacional. "Enquanto a demanda interna, que é o motor das importações, deve seguir um crescimento do PIB de 10%, o mercado internacional, que impulsiona as exportações, deve crescer cerca de 4%", diz Callegari. "O câmbio também faz diferença, mas não tanto quanto o diferencial de crescimento." Para os fabricantes brasileiros, o mercado interno também se torna mais atraente do que o internacional. "Mas, ao mesmo tempo, os produtores domésticos também sofrem mais concorrência, em razão da maior entrada de importados."
Welber Barral, secretário de Comércio Exterior, diz que o quadro atual causa preocupações. De acordo com dados da Secex, de janeiro a abril o volume de importações aumentou, em média, 41,2%, enquanto os preços aumentaram apenas 0,5%, na comparação com igual período do ano passado. Nos desembarques, destacam-se os bens de consumo duráveis, que tiveram alta de 78,2% em volume e redução de 6,4 nos preços médios. Nas exportações, o quantum cresceu bem menos: 8,5%, com elevação de preços médios de 15,2%. Os maiores aumentos de preços médios ficaram por conta dos básicos, com 17,6%, e os semimanufaturados, com 27,1%. Os preços dos manufaturados subiram 8,4%.
Nas exportações, explica Barral, os preços dos básicos e semimanufaturados acabaram seguindo a alta das commodities. "Nos manufaturados também houve elevação, porque os fabricantes brasileiros subiram os preços em dólar como forma de compensação do câmbio", diz.
O resultado do quadro atual, diz o secretário, poderá ser a perda de participação dos exportadores, com competição maior no mercado externo. "Ainda não houve recuperação dos mercados. Além disso há esse 'engasgo' da Europa, que pode gerar um aumento maior na oferta de produtos."
Barral diz que a Secex não avaliou um possível impacto da crise na União Europeia nas exportações brasileiras. Callegari acredita que parte da recente queda de preços em função da crise na UE está ligada à apreciação do dólar frente ao euro e lembra que a perda não é uniforme. "A queda é puxada principalmente pelos metais, com pouco efeito sobre as commodities agrícolas." Mantidas as atuais condições, diz, o Brasil pode ser afetado nos próximos meses, mas o alto índice de termos de troca irá fazer com que o efeito sobre a balança comercial seja mais ameno.
Bráulio Gomes, da LCA, acredita que o efeito da crise da UE nos preços de exportação deve ser momentâneo. A expectativa é de recuperação até o fim do ano. Em função dos preços altos, o impacto na balança não será grande. A LCA estima superávit de US$ 14,9 bilhões e, com a crise na UE, pode ser revisado para cerca de US$ 12 bilhões.
25.05.10 - mar
No ano, saldo comercial já encolheu 50%
A balança comercial registrou saldo positivo de US$ 546 milhões na terceira semana do mês (entre os dias 17 e 23), com média diária de US$ 109,2 milhões. As exportações somaram US$ 3,970 bilhões, com média diária de US$ 794 milhões, e as importações, US$ 3,424 bilhões, média diária de US$ 684,8 milhões. O saldo acumulado no ano, porém, ainda é a metade do registrado no ano passado se comparada com a média por dia útil.
Até o dia 23 , o saldo mensal acumula US$ 2,015 bilhões, com média diária de US$ 134,3 milhões, resultado que representa crescimento de 2,4% em comparação com igual período de 2009. No ano, o saldo chegou a US$ 4,189 bilhões, com média diária de US$ 43,6 milhões, queda de mais da metade (50,3%) do registrado em igual período do ano passado
Até o dia 23 , o saldo mensal acumula US$ 2,015 bilhões, com média diária de US$ 134,3 milhões, resultado que representa crescimento de 2,4% em comparação com igual período de 2009. No ano, o saldo chegou a US$ 4,189 bilhões, com média diária de US$ 43,6 milhões, queda de mais da metade (50,3%) do registrado em igual período do ano passado



