06.04.10 - mar

Carga em avião cresce 42% na América Latina

·         A demanda no transporte aéreo de carga na América Latina aumentou 41,9% em fevereiro, a maior alta e quase o dobro da expansão de 26,5% globalmente, comparado ao mesmo mês de 2009, revelou ontem a Associação Internacional do Transporte Aéreo (Iata). Na América do Norte, a expansão foi de 34,1% e na Ásia-Pacífico, de 34,5%. Em fevereiro, o tráfego aéreo internacional de passageiros também continuou a ter mais demanda. Comparado ao mesmo período de 2009, o crescimento foi de 9,5%. Na América Latina, a alta nesse segmento ficou em 8,5%. A expectativa é de que as companhias aéreas na região terão ganho de US$ 800 milhões este ano, segundo ano consecutivo de balanço positivo. "Estamos indo na direção certa. Em dois ou três meses a indústria deve voltar aos níveis de tráfego pré-crise" , afirmou o presidente da Iata, Giovanni Bisignani. Embora tenha comemorado os resultados, ele lembrou que a base comparativa é fraca, uma vez que fevereiro de 2009 marcou o pior momento da recessão para o transporte aéreo. "Esta não é uma recuperação total. A próxima tarefa é nos ajustar a dois anos de crescimento perdido", acrescentou Bisignani. Segundo a Iata, o tráfego de passageiros precisa crescer 1,4% e o transporte de carga subir 3% para retornarem aos níveis pré-crise. A forte alta no transporte de carga é atribuída à restauração de estoques pelas empresas. A taxa vai diminuir no segundo semestre, depois de os estoques terem atingido níveis normais, na expectativa da Iata. A partir daí, o menor crescimento em cargas será liderado pelo consumo e expansão do comércio mundial. Nos Estados Unidos, enquanto o PIB cresceu 5,9% no quarto trimestre de 2009, os gastos em consumo só aumentaram 1,7%. Apesar da alta da demanda pelo transporte aéreo, a Iata nota o fraco desempenho das companhias europeias. A expectativa é de que elas perderão US$ 2,2 bilhões este ano, comparado a prejuízo total de US$ 2,8 bilhoes das companhias.
06.04.10 - mar

Escoamento de carga terá novo trecho até Paranaguá

A empresa estatal Estrada de Ferro Paraná Oeste S.A. (Ferroeste) confirmou ter sido contemplada pelo Plano de Aceleração do Crescimento (PAC-2) para a construção da Ferrovia da Integração Oeste, que interligará os Municípios de Dourados (MS) e Panorama (SP), e do Corredor Ferroviário, entre Dourados e Cascavel (PR). Estima-se que o projeto receberá aproximadamente R$ 4 bilhões, valor ainda não confirmado pela empresa. O projeto terá 625 quilômetros e interligará os dois maiores municípios produtores de soja do Estado do Mato Grosso do Sul, Dourados e Maracaju, ao Porto de Paranaguá (PR).
A obra deverá ser executada com a supervisão do Exército. "Precisamos fortalecer as regiões do interior do Brasil que são produtoras de alimentos e que não contam com ferrovias, melhorando a sua infraestrutura logística e sua integração com os demais modais de transporte. A construção dessa malha é fundamental para o desenvolvimento econômico e social do sul brasileiro", comentou o presidente da empresa, Samuel Gomes, em entrevista exclusiva ao DCI.
Planejamento
Em relação à criação da Ferrovia da Integração do Sul S.A. (Ferrosul), com o propósito de planejar, construir e operar, sob controle público, ferrovias e sistemas logísticos nos quatro estados da região, conforme decisão do Conselho de Desenvolvimento e Integração Sul (Codesul), Gomes disse que já encaminhou à Assembleia Legislativa do Paraná o anteprojeto da constituição da nova empresa. "Estamos aguardando a decisão da Assembleia Legislativa para somente então começarmos a transformação da Ferroeste em Ferrosul."
A participação de Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e Rio Grande do Sul no capital da Ferrosul precisará ser autorizada pelas Assembleias Legislativas e a gestão, a ser compartilhada pelos quatro estados, será assegurada por acordo de acionistas. Os trechos ferroviários existentes e os direitos de concessão da Ferroeste passarão a ser de propriedade da Ferrosul. Segundo a posição dos governadores e dos presidentes das Assembleias Legislativas dos quatro estados do Codesul, as novas ferrovias de bitola larga que unirão a região às demais regiões do País deverão ser planejadas, construídas e operadas pela Ferrosul.
"Precisamos fortalecer as regiões do interior do Brasil que são produtoras de alimentos e que não contam com ferrovias, melhorando sua infraestrutura logística e sua integração com os demais modais de transporte. É o caso do sudoeste do Mato Grosso do Sul, do noroeste do Paraná, do sudoeste do Paraná, do oeste de Santa Catarina e do noroeste do Rio Grande do Sul", afirmou Samuel Gomes.
Trechos
O presidente da empresa também comentou que, com a Ferrosul, serão criados aproximadamente 2.600 quilômetros de ferrovia, e para isso ele pretende obter aportes de até R$ 6 bilhões. "Este é um modelo vencedor, não temos de ficar privatizando tudo. Ao invés de o governo federal gastar o dobro com empresas privadas, ele gastará menos da metade com a Ferrosul, que terá a supervisão do Exército", como frisou Gomes. Serão construídos os trechos Maracaju-Cascavel, de 500 km; Guarapuava (PR)-Cascavel, de 250 km; Guarapuava-Paranaguá, 365 km; Cascavel-Foz do Iguaçu (PR), de 170 km; Chapecó (SC)- Rio Grande (RS), de 600 km; e, por fim, Dionisio Cerqueira-Itajaí, com 550 km.
Gomes relembrou que a dificuldade de conseguir aportes antes fez com que o Estado do Paraná arcasse com os custos da construção de duas ferrovias. "É impressionante a dificuldade de conseguir investimentos do governo federal. Para empresas privadas a história é diferente."
Parceria
Em relação à participação do Exército na construção e na supervisão dos novos trechos da Ferroeste/Ferrosul, Gomes ressaltou que confia muito no trabalho do exército e que foram os militares que construíram o trecho de aproximadamente 250 km entre Guarapuava e Cascavel. "Com essa parceria asseguramos que as ferrovias construídas terão a melhor manutenção possível; queremos que o Exército se responsabilize de modo permanente pela conservação dos trechos novos. A participação do Exército na construção e na manutenção das ferrovias brasileiras é garantia de preços justos e de qualidade das obras. Acreditamos no profissionalismo e no patriotismo da engenharia militar brasileira", comemorou Gomes.
O presidente da empresa esteve no lançamento do Plano Catarina, na última quarta-feira (1º), em Florianópolis (SC). O evento foi criado para posicionar melhor o estado no mercado turístico, e desenvolvido pela Secretaria de Estado de Turismo, Cultura, Esporte e Lazer (SOL) e pela Santa Catarina Turismo (Santur).
Novo projeto da estatal Ferroeste terá 625 quilômetros para ligar os dois maiores municípios produtores de soja do Mato Grosso do Sul ao Porto de Paranaguá, com investimento previsto de R$ 4 bilhões.
06.04.10 - mar

Movimentação de contêineres aumenta em 9%

Resultado do primeiro bimestre aponta recuperação do setor.
O Porto de Santos apresentou no primeiro bimestre aumento de 9,1% em Teus, em relação ao mesmo período de 2009. Segundo dados da Codesp (Companhia Docas de São Paulo), o complexo portuário registrou 354.699 Teus movimentados. Em 2009, o montante foi de 322.265 Teus.
A Santos Brasil foi o terminal que movimentou mais unidades, representando 45,4% do total de Teus escoados (161.303 Teus). Em seguida, aparecem os terminais da Libra, com o T37 e o T35 totalizando 115.901 Teus, correspondendo a 32,6% do porto.
O Tecondi (Terminal para Contêineres da Margem Direita) computou 53.279 Teus (fatia de 15% do total) e registrou maior crescimento percentual em relação ao mesmo período do ano passado, quando movimentou 10,8% de unidades de 20 pés.
Já a Rodrimar movimentou 20.630 Teus (5,8%), apresentando queda de 4 pontos percentuais em relação ao ano passado, quando registrou 31.675 Teus, com 9,8% do market share do porto.
Segundo levantamento gerado pela Cepal (Comissão Econômica para América Latina e Caribe), no ano passado o Porto de Santos teve queda de 15,76% nas movimentações de contêineres, computando 2,555 milhões de Teus movimentados em relação aos 2,677 milhões de Teus de 2008. Ainda assim, o complexo portuário manteve a liderança entre os portos da América Latina e Caribe.
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