09.06.10 - mié

Exportações chinesas saltam 50% em maio ante 2009

O índice acionário chinês subiu quase 3 por cento. O aumento das exportações acalmou investidores que temiam que a fraqueza da economia global pesaria sobre a China.

Os preços ao consumidor do país subiram 3,1 por cento em maio sobre o ano passado, acelerando ante a alta de 2,8 por cento em abril, disse uma autoridade sênior do governo em uma conferência interna com investidores, segundo fontes que participaram da apresentação.

A autoridade também disse que os novos empréstimos alcançaram 630 bilhões de iuans (92,2 bilhões de dólares) em maio, ante 774 bilhões de iuans em abril.

09.06.10 - mié

Venezuela adota hoje o "dólar paralelo"

Há três semanas o governo resolveu intervir no "câmbio paralelo", o único que flutuava livremente no país, quando a cotação alcançou recorde histórico: US$ 1 fechou valendo 8,2 bolívares fortes.

Há dois câmbios em vigor desde janeiro: 2,6 bolívares fortes por US$ 1 para bens essenciais, e 4,3 bolívares fortes por US$ 1 para os demais.

Ontem, o presidente do Banco Central, Nelson Merentes, afirmou que pessoas físicas terão acesso ao novo sistema, mas indicou que os pedidos serão atendidos de acordo com "necessidades", e não "para especulação".

Dadas as restrições, analistas avaliam que o novo esquema é positivo, pela maior transparência em relação ao anterior, mas alertam que haverá mercado negro de dólares, a ser usado principalmente por pessoas físicas.

A inflação em maio fechou em 2,6%, menos da metade de abril. Entre janeiro e maio, a Venezuela acumula inflação de 14,2%, numa economia cujo PIB (Produto Interno Bruto) recuou 5,8% no primeiro trimestre do ano.

09.06.10 - mié

MERCOSUL impõe condições à UE para liberalizar indústria automotiva

O MERCOSUL exigirá transferência de tecnologia e mecanismos de monitoramento do comércio, com a previsão de salvaguardas, para garantir a entrada de veículos e autopeças da UE sem tarifa de importação. Pode haver até mesmo a inclusão de algum tipo de compromisso de investimento pelos fabricantes europeus, segundo o Ministério das Relações Exteriores da Argentina, que exerce a presidência temporária do MERCOSUL.

A grande aposta do MERCOSUL para avançar nas conversas com a UE é fazer concessões no setor automotivo e de autopeças. Com isso, espera-se chegar mais perto dos 90% de cobertura dos bens que devem ter tarifas de importação reduzidas, até alcançar alíquota zero. Quando as negociações foram interrompidas, em 2004, o bloco sul-americano havia proposto liberalizar menos de 80% do comércio - percentual rejeitado pelos europeus.

De acordo com o embaixador, o MERCOSUL poderá finalmente aprovar um código aduaneiro comum em julho, na próxima reunião de cúpula dos presidentes. O código é harmonizaria as normas alfandegárias entre os quatro sócios - de requisitos gerais que devem ser cumpridos por despachantes aduaneiros à valoração de produtos nas fronteiras. Desde meados da década os países do bloco tentam, sem sucesso, chegar a um acordo.

"Há posições intermediárias que serão analisadas politicamente", disse Sigal, sem revelar detalhes. O código aduaneiro é um primeiro passo para eliminar a dupla cobrança da Tarifa Externa Comum (TEC) a produtos de fora do MERCOSUL que circulam dentro do bloco. "Há um momento em que se chega ao limite técnico e se requer uma decisão política."

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