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Importação de produtos químicos cresce 12% em maio
Na comparação com maio de 2009, o crescimento corresponde a 44%. Já as exportações brasileiras de produtos do setor somaram US$ 1,08 bilhão, crescimento de 4,6% ante abril e de 40% na comparação anual.
Com o desempenho de maio, o déficit acumulado na balança comercial de produtos químicos é superior a US$ 7,2 bilhões, 41% acima do apurado nos cinco primeiros meses do ano passado.
Segundo a Abiquim, as compras de intermediários para fertilizantes - principal produto da pauta de importação - somam, até maio, mais de US$ 1,5 bilhão, o que representa 12,6% do total das compras externas. Já as vendas de resinas termoplásticas para o exterior alcançaram US$ 717,4 milhões no período, valor 13% superior ao do mesmo período do ano passado.
O preço médio das importações de produtos químicos, de US$ 1,2 mil por tonelada, caiu 14,6% em relação aos cinco primeiros meses de 2009, enquanto o valor médio das exportações, de US$ 1 mil por tonelada, cresceu 17,8% na mesma base de comparação.
País é o que mais cresce fora da Ásia
O crescimento brasileiro no início de 2010 ficou abaixo do obtido pela China nos últimos anos, mas certamente ficou dentro do padrão asiático, região que melhor enfrentou a crise no ano passado e que deve ser o principal motor global agora.
O Brasil, com a expansão de 9%, é o único país não asiático entre as dez economias que mais cresceram no primeiro trimestre deste ano na comparação com o mesmo período de 2009.
O país aparece em sexto lugar em uma lista de 45 nações (aquelas que já divulgaram suas estatísticas entre as 60 grandes economias) e que é liderada por Taiwan.
O predomínio asiático entre os que mais crescem não é surpresa. Os países em desenvolvimento da região (grupo formado, entre outros, por China, Índia, Tailândia e Malásia) se expandiram em 6,6% no ano passado, um dos raros pontos positivos na economia global, que ficou 0,6% menor no período.
O avanço dos países asiáticos é marcado pelo aumento das exportações (com a China se destacando na compra dos vizinhos), pelo impacto das vendas da indústria para o exterior e por um crescimento da demanda interna.
O Brasil e os asiáticos também são destaque quando a comparação do PIB é feita com os últimos três meses do ano passado. O país aparece em terceiro lugar, empatado com Taiwan e atrás de Tailândia e Filipinas.
Nesse caso, a lista leva em conta 37 países (também entre as 60 grandes economias). O número é menor porque alguns países, casos de China e Índia, não fazem esse tipo de comparação.
Outro ponto que chama a atenção no caso brasileiro é que a taxa de crescimento se acelerou do quarto trimestre de 2009 (2,3%) para os três meses seguintes (2,7%).
Enquanto isso, a maior parte da economia global perdeu força nesse período. Os EUA, que representam 25% do PIB mundial, cresceram 0,8% de janeiro a março, 0,6 ponto percentual menos que no trimestre anterior.
Os países europeus, que em sua maioria também perderam força, estão no fim do ranking do avanço global.
TAM faz encomenda de US$ 2,9 bi para 25 aviões da Airbus
"Este novo pedido coloca a TAM entre os 10 clientes mais importantes da Airbus no mundo, com um total de 127 aviões em operação e 176 jatos comprados", comenta o vice-presidente da Airbus para América Latina, Rafael Alonso. A TAM também já é a maior operadora de jatos da fabricante europeia no Hemisfério Sul.
Em uma conferência de imprensa realizada nas instalações da ILA, o presidente e CEO da Airbus, Tom Enders, disse estar confiante com a possibilidade de a TAM fazer novas encomendas para atender ao crescimento da demanda impulsionada pela Copa do Mundo de 2014 e pelas Olimpíadas de 2016.
"Aviões novos significam menor custo de operação para a companhia aérea e mais qualidade e conforto para o passageiro. O novo modelo A350, por exemplo, além de oferecer 30% mais assentos que o A330, é 20% mais leve, o que significa que consome menos combustível", disse.
Segundo a previsão global de mercado da Airbus, o tráfego aéreo no Brasil obteve incremento de 36% em relação aos níveis registrados no ano 2000. A fabricante europeia de aviões comenta que os últimos cinco anos foi o período de maior êxito nas suas vendas da na América Latina, com um total de 325 aviões vendidos e uma carteira de mais 230 jatos para serem entregues. Atualmente, 23 empresas operam mais de 370 aviões Airbus na região, o que representa mais de 40% da frota em serviço.
Os novos aviões encomendados à Airbus, segundo Barroso, começam a operar em 2014 e as entregas se estendem até 2016. A Airbus, de acordo com o vice-presidente Rafael Alonso, ainda tem outros 94 aviões para serem entregues à TAM, sendo 64 do modelo A320, três A330 e 27 A350, incluindo os novos pedidos anunciados ontem.
A estratégia a ser implementada pela Airbus em relação ao futuro do A320, de acordo com Alonso, será definida até o final deste ano. "Um novo motor traria um benefício de redução de custos entre 13% e 16% e essa solução poderia ficar pronta até 2016, o que atenderia a expectativa das companhias aéreas até que um novo avião fosse desenvolvido". O executivo ressalta que a Airbus tem feito estudos sobre as duas alternativas e que ainda não existe nenhuma decisão a esse respeito. Segundo Alonso, o desenvolvimento de uma nova aeronave demandaria um investimento da ordem de US$ 10 bilhões.



