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Rio Grande recebe equipamentos de grande porte
Os STSs são utilizados para carregar e descarregar embarcações, com capacidade de 50 toneladas, e podem alcançar até 22 contêineres de largura. Já os RTGs tem a função de movimentar as cargas no pátio, capacidade de 40 toneladas e podem operar seis recipientes mais um de altura, e sete contêineres mais um de largura.
Os equipamentos transportados já estarão montados a bordo do Zen Hua 23, e a operação de desembarque será feita diretamente do navio para os locais onde os equipamentos serão utilizados. A administração do Porto do Rio Grande espera um ganho substancial de produtividade na movimentação de contêineres com as novas aquisições. Dragagem
Entre os dias 25 e 26, A SUPRG (Superintendência do Porto de Rio Grande), em conjunto com o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) e representantes da SEP (Secretaria Especial de Portos), promoverá audiências públicas para tratar das obras de dragagem de aprofundamento dos canais de acesso e bacias de evolução do Porto Novo e do Porto de São José do Norte. O encontro desta terça, sobre o complexo de São José do Norte, será às 18h30 no auditório da Promotoria Pública do município.
Importação em alta muda rotina nos portos
As importações estão ocupando cada vez mais espaço nos terminais portuários de contêineres, por onde são movimentados produtos de alto valor agregado. Em Santos, as cargas de importação nos pátios dos principais terminais superam os contêineres carregados para exportação. Hoje 55% dos contêineres cheios no Tecon Santos, principal terminal do setor no Brasil, são de produtos importados e 45% correspondem a caixas carregadas para exportação. Historicamente, a relação no terminal foi inversa.
No conjunto, o porto de Santos movimentou 1,27 milhão de contêineres de janeiro a setembro, 18,7% acima do volume de pouco mais de um milhão de unidades registrado em igual período de 2009. Na importação, o fluxo de contêineres no porto atingiu 645,8 mil unidades até setembro de 2010, com aumento de 20,5% em relação ao mesmo período do ano passado. Na exportação, o crescimento foi de quase 17%.
No terminal da Portonave, em Itajaí (SC), as importações aumentaram 103% em nove meses de 2010 na comparação com o mesmo período de 2009. "Câmbio e incentivos fiscais existentes em Santa Catarina ajudam a explicar esse crescimento", disse o gerente comercial da Portonave, Juliano Perin. O mix de carga na empresa se alterou de forma importante. Em 2008, 20% da movimentação do terminal equivaliam a fluxos de importação, percentual que este ano, na média até setembro, situou-se em 45%, disse Perin.
Nos terminais da Wilson, Sons a exportação é maior do que a importação. Em Rio Grande, em 2008, de cada 100 contêineres movimentados 25 eram de importação e 75 de exportação. Em 2010, essa relação alterou-se para 30-70. O forte crescimento da importação compensa a queda da exportação na movimentação dos terminais, disse Sérgio Fisher, vice-presidente de terminais e logística da empresa.
Uma carga que tem se beneficiado da oferta de cofres é o açúcar. Tradicionalmente embarcada solta ou ensacada em navios graneleiros, a commodity vem sendo conteinerizada. Além disso, a remuneração do contêiner cheio na movimentação portuária é superior à do vazio, mas o executivo não disse quanto.
Gustavo Pecly, diretor-presidente da Libra Terminais, disse que o ideal é que o movimento entre exportação e importação seja equilibrado. Assim, é mais fácil administrar a ocupação dos terminais ainda mais em Santos, onde a gestão de espaços é importante. Pecly disse que, em Santos, cerca de 55% dos contêineres cheios são de cargas de importação e 45% de exportação, percentuais iguais aos da Santos Brasil. "A relação já foi meio a meio", disse Pecly.
Agnes Barbeito de Vasconcellos, presidente do Tecondi (Terminal para Contêineres da Margem Direita) de Santos, afirma que em tempos de pujança das importações as cargas permanecem mais tempo nos terminais e isso acaba se refletindo nos acessos ao porto, que ficam mais congestionados. De janeiro a agosto, os desembarques no Tecondi - que tem cerca de 15% de participação na movimentação de contêineres de Santos - totalizaram 94,5 mil TEUs (unidade de medida equivalente a um contêiner de 20 pés), 86,3% a mais do que no mesmo período de 2009. As exportações em oito meses fecharam em 78,9 mil TEUs, aumento de 20,6% sobre o mesmo período de 2009.
Complexo portuário recebe técnicos para elaboração do Plano Diretor
Integrantes do GEA (Grupo Executivo de Apoio) da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) estiveram no Porto de Paranaguá na semana passada para realizar estudos para a elaboração do PNLP (Plano Nacional de Logística Portuária). A intenção da visita foi aplicar questionário detalhado que servirá de base para compor plano emergencial, o qual será entregue à SEP (Secretaria Especial de Portos) até dezembro.
De acordo com um dos membros do GEA, João Affonso Dentice, o PNPL irá contemplar os 35 portos brasileiros. No entanto, para 15 portos considerados estratégicos, serão realizados planos específicos e o Porto de Paranaguá é um deles. "Iniciamos o trabalho de campo há duas semanas e estamos aplicando um questionário detalhado para fazer todo o cadastramento dos portos. Nossa intenção é especificar todas as características e operações para, a partir disso, desenvolver um plano emergencial", explicou Dentice.
Os trabalhos em Paranaguá foram finalizados no dia 22. Os dados obtidos junto aos 15 portos estratégicos serão tabulados e vão compor o plano emergencial. "Este relatório preliminar deve ser entregue ainda em dezembro, na transição dos governos, para falar sobre as ações emergenciais e prioritárias de cada porto", explicou Dentice. A Universidade de Santa Catarina dividiu os 15 portos estratégicos em quatro grupos e o Porto de Paranaguá integra o grupo dos portos do Sul, junto com os portos de Rio Grande e Itajaí.
Depois desta primeira etapa, o grupo de técnicos ampliará o raio-x nos portos brasileiros para juntar informações suficientes para a elaboração do plano nacional, que traçará estratégias de médio, curto e longo prazo.
O PNLP será elaborado pela Universidade de Santa Catarina com consultoria do Porto de Roterdã (Holanda), no que se refere aos planos diretores para os 15 portos considerados estratégicos. A Secretaria Especial de Portos assinou um termo de cooperação que prevê repasse de R$ 30 milhões à UFSC. O prazo para a entrega do plano é de dois anos.



