11.08.10 - mié

Brasil é 2º mercado para a Monsanto

País supera Europa em importância para multinacional ligada ao setor de transgênicos, atrás apenas dos EUA. Brasil também está em segundo lugar no ranking mundial de hectares plantados com grãos transgênicos
Depois de dois anos na presidência da Monsanto no Brasil, o engenheiro André Dias, 42, acredita que a empresa consolida "uma mudança de imagem".
A multinacional americana foi alvo de críticas de ambientalistas desde o início da produção da soja geneticamente modificada nos Estados Unidos, em 1995. Dez anos depois, veio a regulamentação no Brasil.
Agora, com o aumento do uso de sementes transgênicas pelos produtores locais, o país representa o segundo maior mercado para a empresa globalmente. A seguir, trechos da entrevista exclusiva à Folha.

O mercado localO Brasil resistiu bem à crise de 2008, inclusive na agricultura. Além disso, o ambiente regulatório melhorou muito na área de biotecnologia.
Em 2009, o Brasil assumiu o segundo lugar no ranking mundial dos países com mais hectares plantados com biotecnologia (transgênicos), superando a Argentina, segundo o ISAAA (instituto internacional que faz o acompanhamento do setor).
A área chegou a 21 milhões de hectares, com um aumento de 35% em relação à verificada no ano anterior. E, também para a Monsanto, o país se tornou o segundo mercado mais importante.
Está à frente da região que envolve Europa, Oriente Médio e África e atrás apenas dos Estados Unidos, que têm biotecnologia há mais de dez anos. Aqui, a primeira soja transgênica tolerante ao herbicida glifosato e produzida com tecnologia Monsanto foi aprovada em 2005.
Já em relação ao milho transgênico, o primeiro ano de plantação foi 2008, com o grão resistente a insetos. A empresa no país Mais de 80% do negócio da Monsanto hoje -tanto globalmente quanto no Brasil- vem da área de sementes e biotecnologia.
Os outros 20% correspondem à proteção de cultivos (defensivos agrícolas).
É muito provável que, nos próximos anos, pelo crescimento da demanda por sementes modificadas, a área de proteção de cultivos diminua na empresa. Também produzimos sementes convencionais. Curiosamente, a nossa marca de soja convencional -a Monsoy- é líder de mercado.

Lançamentos no Brasil

Planejamos, para os próximos dois anos, o lançamento, exclusivamente no Brasil, da segunda geração da soja RR, que vai ser resistente a insetos (variedade BTRR 2).
Esse produto foi desenvolvido especificamente para o mercado brasileiro porque, nos Estados Unidos, não há o problema do ataque de insetos à soja. Além disso, neste próximo verão, haverá o lançamento da segunda geração de milho tolerante a insetos (tecnologia VT PRO).

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Tem mudado a forma como somos vistos tanto pelo produtor agrícola quanto pelo consumidor final dos alimentos. Por várias razões. O agricultor percebeu quantos benefícios a biotecnologia traz. As parcerias que estabelecemos com outras empresas, universidades e fundações ajudaram a reduzir o estranhamento que poderia haver com o nosso trabalho.
E, por fim, vários mitos sobre os transgênicos começaram a cair por terra para o consumidor. Se já estamos onde gostaríamos? Não. Meu objetivo é que a empresa seja admirada no Brasil. Como diz um colega aqui, ainda existe uma distância muito grande entre a Avenida Paulista e o campo.
11.08.10 - mié

Caos aéreo não terá impacto financeiro, afirma Gol

Presidente reconhece falha e pede desculpas "à sociedade"; empresa tem prejuízo de R$ 51,9 mi no 2º trimestre
O presidente da Gol, Constantino de Oliveira Júnior, afirmou que os problemas operacionais que levaram ao cancelamento de mais de 300 vôos no final de julho e início de agosto não vão gerar impacto financeiro para a companhia.
"Os problemas foram pontuais e não tiveram uma relevância material diante do tamanho das operações da companhia", afirmou ele durante teleconferência de divulgação do balanço do segundo trimestre. A companhia realiza, em média, 860 vôos por dia.
Com o aumento da demanda de vôos fretados em julho, grande parte dos tripulantes chegou ao final de julho tendo atingido o limite máximo de horas trabalhadas permitido por lei, obrigando a companhia a cancelar vôos no último final de semana do mês. O empresário reconheceu que houve "falha da companhia" e pediu desculpas "à sociedade e aos clientes".
Se a companhia espera resultados melhores para o terceiro trimestre, o último trimestre foi de prejuízo: R$ 51,9 milhões, ante lucro de R$ 353,7 milhões no segundo trimestre de 2009. De acordo com a Gol, o resultado foi afetado por despesas pontuais com a manutenção de aeronaves que foram devolvidas.
Apesar do prejuízo, a companhia obteve uma recuperação no preço das tarifas por passageiro por quilômetro da ordem de 6,9% na comparação com o primeiro trimestre. Ainda assim, o indicador ficou 3% abaixo do valor do segundo trimestre de 2009.
O tráfego de passageiros subiu 16,6% no segundo trimestre, ante igual período de 2009. Em contrapartida, a oferta de assentos da Gol cresceu 17,8%. A empresa diz que "agiu com responsabilidade" ao promover um crescimento da oferta abaixo das taxas médias do setor.
O setor aéreo acumula um crescimento de 25,99% de janeiro a julho, segundo dados divulgados ontem pela Anac.
Para Cleveland Prates, professor de regulação econômica da GV Law, com a perspectiva de crescimento do setor, a rentabilidade da Gol e da TAM estão "praticamente garantidas" para os próximos anos. "A rentabilidade de TAM e Gol está entres as maiores do mundo."
Na sua avaliação, as duas empresas "estão bem posicionadas nos aeroportos mais rentáveis e não há nenhuma infraestrutura nova sendo criada para competir com esses aeroportos existentes de forma a reduzir a concentração de mercado".
Para reduzir a concentração de mercado, diz ele, seria preciso haver competição entre aeroportos.
10.08.10 - mar

Após colisão de navios, Índia tenta evitar desastre ambiental

Após colisão de navios, Índia tenta evitar desastre ambiental

O MSC Chitra está à deriva na costa, inclinado devido ao acidente, o que causou o derramamento de óleo Autoridades indianas buscam soluções para evitar um desastre ambiental três dias após uma colisão entre dois navios próximo à costa de Mumbai. No último sábado, a embarcação panamenha MSC Chitra bateu no navio Khalijia, de São Cristóvão e Névis. O MSC Chitra derramou óleo no mar e ainda há o risco de recipientes de agrotóxicos caírem na água. As informações são da versão online da NDTV.

No momento da colisão, o navio tinha uma carga de 1.219 recipientes de 2.662 t de combustível, 283 t de diesel e 88,040 l de óleo lubrificante. Havia 31 contentores com pesticidas. O MSC Chitra está à deriva na costa, inclinado devido ao acidente, o que causou o derramamento de cerca de 400 t de óleo e, agora, aumenta o risco de queda dos recipientes de agrotóxicos.

O ministro do Estado de Maharashtra, Ashok Chavan, disse que "a mancha de petróleo ao largo da costa de Mumbai é uma preocupação séria e que o governo está se esforçando para conter os danos". O governo já emitiu um alerta para que pescadores e moradores da costa não naveguem e pediu que as pessoas evitem comer peixe.

 A NetMarinha entrou em contato com a administração da MSC no Brasil, que ficou de informar ainda hoje, quais serão os procedimentos aos exportadores que têm produtos no navio envolvido no acidente.

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