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Investimento externo vai aumentar no Brasil, aponta pesquisa
A China, que lidera o crescimento econômico mundial, foi a principal receptora de investimentos de empresas nos últimos cinco anos, além de ser apontada como mais atrativa para expansões dos negócios até 2012. Ao todo, 32% dos empresários apontaram os chineses como prioridade em seus planos de expansão internacional. Brasil e Estados Unidos aparecem com 14%, atrás da Índia, com 20%, e à frente da Rússia, que recebeu 9% das menções.
"Mas entre os Bric vejo a liderança partilhada entre Brasil e China, que estão claramente à frente dos demais", diz Newman, para quem "se olharmos apenas pelo lado institucional", o Brasil leva a melhor.
No quesito satisfação com os investimentos realizados nos últimos anos, o Brasil aparece na segunda colocação, com 53% de aprovação, atrás apenas dos 56% registrados pelos russos. Nesse quesito, onde a China aparece em terceiro, com 50%, à frente da Alemanha, com 48%, a Índia surge em penúltimo - com 33%, apenas.
"O otimismo dos empresários é muito maior com o Brasil justamente porque fizemos a lição de casa que boa parte dos emergentes não fez, por isso, inclusive, os investimentos realizados aqui tiveram tanto sucesso", diz Peppe. "Enquanto na Índia um empresário, para vender seu produto, precisa antes contar que a população tenha dinheiro para comprar, no Brasil já estamos fazendo isso há mais tempo, com o Bolsa Família e elevações dos salários."
Exportações japonesas tem alta de 14%
Porém, na comparação anual, a tendência de crescimento desacelerou pelo sétimo mês consecutivo, após registrar aumento de 45,3% em fevereiro.
Apesar da desaceleração nas exportações, os embarques do país para os Estados Unidos cresceram a um ritmo mais rápido em setembro, aumentando 10,4% para US$ 11,39 bilhões. Foi a ascensão durante o nono mês consecutivo. Em agosto, as exportações do Japão para os EUA aumentaram 8,8% ante o ano anterior.
Como resultado, o superávit comercial do Japão com os EUA aumentou pelo nono mês sucessivo em setembro, expandindo 19,8% para US$ 5,51 bilhões.
Complexos portuários movimentam 29 milhões de toneladas
Os portos públicos do Paraná movimentaram mais de 29,2 milhões de toneladas de mercadorias nos nove primeiros meses de 2010. Com isso, os terminais de Paranaguá e Antonina tiveram aumento de 18% nas operações, em comparação com o mesmo período de 2009, e registraram receita cambial de US$ 9,4 milhões. Todos os produtos movimentados, como carga geral, granéis sólidos e líquidos, veículos e contêineres tiveram alta na comercialização entre os meses de janeiro e setembro.
As importações cresceram quase 50%, passando de 6 milhões de toneladas no ano passado, para 9 milhões de toneladas em 2010. As exportações saltaram de 18,7 milhões de toneladas, nos primeiros nove meses do ano anterior, para 20,1 milhões de toneladas, no acumulado deste ano. A cabotagem (navegação pela costa brasileira) aumentou 13% e somou 9.097.061 toneladas.
"Para isso, seguimos a orientação do governador Orlando Pessuti, de investir em melhorias na infraestrutura e em medidas que garantam vantagens logísticas e tarifárias para nossos usuários", completou. Desde maio, os terminais paranaenses oferecem preferência para navios carregados de açúcar e fertilizante, passaram a receber navios de contêineres de até 301 metros de comprimento e permitem que o abastecimento de combustível das embarcações seja feito durante o período que elas estão atracadas.
A exportação de grãos foi destaque, seguindo o perfil graneleiro do Porto de Paranaguá. A exportação de soja mais que triplicou no comparativo entre os meses de setembro de 2009 (55,2 mil toneladas) e de 2010 (231,1 mil toneladas). Assim, no acumulado dos nove meses deste ano, o terminal parnanguara atingiu a marca de 5.121.525 toneladas de soja comercializadas no mercado internacional.
As exportações de açúcar no acumulado de 2010, tanto em sacas, quanto em granéis (direto no porão do navio), também subiram. As movimentações destas cargas chegaram a 437,3 mil toneladas e 2,6 milhões de toneladas, respectivamente.
Com a vantagem do frete de retorno, pelo qual caminhões e trens chegam com grãos para exportação e na volta, ao invés de retornarem vazios, carregam os produtos para produção de adubo, a importação de fertilizantes aumentou 45,7% nos últimos nove meses. Entre janeiro e setembro de 2009, foi de pouco mais de 3 milhões e, neste ano, já soma 4,4 milhões de toneladas.
A importação e exportação de veículos, como carros de passeio, caminhões, maquinário agrícola e ônibus, teve alta de quase 45% no comparativo entre os primeiros nove meses de 2009 e de 2010. Subiu de 88.505 para 128.236 unidades.
O Porto de Antonina registrou crescimento de 74% nas movimentações e em nove meses deste ano operou 126,3 mil toneladas, o equivalente a 70% da quantidade movimentada em todo o ano anterior, quando foram 88,3 mil toneladas. Entre os produtos comercializados, destacam-se os fertilizantes (39.276 toneladas), congelados (35.144 toneladas) e açúcar (51.606 toneladas).



