04.11.10 - jue

Aumenta número de encomendas de porta-contêineres

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O total de encomendas para novos porta-contêineres no terceiro trimestre de 2010 é de aproximadamente 400 mil Teus (unidade equivalente a um recipiente de 20 pés). O resultado é considerado o maior nível trimestral para novas embarcações em mais de dois anos.
Segundo dados da Lloyds` List - publicação especializada no setor marítimo - o incremento nos pedidos entre julho e setembro é 10 vezes maior que a capacidade encomendada na primeira metade do ano. Estima-se que 228 navios já foram entregues à frota global neste ano.
Apesar da maior parte das encomendas ter sido realizada diretamente pelas transportadoras, o retorno dos armadores aos estaleiros aponta sinais positivos para a frota global de porta-contêineres, segundo a Clarkson Research Services.
A consultoria estima que o segmento de porta-contêineres continuará em bons ventos nos próximos meses, com o trade global apresentando expectativa de alta de 11,5% para o restante do ano, atingindo 138,5 milhões de Teus. "A taxa de incremento no volume do transporte de contêineres observado até o momento tem sido muito mais forte do que as expectativas iniciais", informou a Clarkson.
Cerca de 37% dos porta-contêineres previstos para entrega em 2010 nos primeiros nove meses do ano foram adiados ou cancelados, e 69 embarcações totalizando 113 mil Teus foram enviadas para demolição. No entanto, segundo a Clarkson, o risco de excesso de capacidade continua. "Um número considerável de navios ainda é aguardado para ser adicionado à frota, com uma carteira de encomendas que, apesar de reduzida em relação ao segundo trimestre, ainda equivale a 28% do total da capacidade mundial", conclui o estudo.

Com informações Guia Marítimo


04.11.10 - jue

Brasil teme uma guinada protecionista

As informações que começaram ontem a chegar de Washington a Brasília permitem prever um Congresso mais protecionista nos EUA e dificuldades para avançar com a agenda de liberalização comercial, disse uma autoridade brasileiro.
Mas nem o Itamaraty nem o Palácio do Planalto têm uma avaliação precisa do que esperar da nova configuração política americana.
O secretário de Comércio Exterior, Welber Barral, mostrou-se mais otimista, argumentando que a estratégia de superação da crise nos EUA exige uma atuação mais liberal no comércio. Ele não dá como certo que o novo Congresso tornará o país mais protecionista. "O objetivo do governo Obama é dobrar exportações e isso não será feito sem acordos", comentou."
Os novos parlamentares conservadores do movimento Tea Party, de forte tendência nacionalista, são considerados avessos a compromissos multilaterais.

Com informações valor Econômico
04.11.10 - jue

Para Bird, está mais difícil fazer negócios no Brasil

Brasil cai três posições e fica na 127ª posição entre os países onde é mais fácil empreender
Ficou ainda mais difícil fazer negócios no Brasil. O relatório Doing Business 2011, divulgado pelo Banco Mundial na quarta-feira, mostra que o País ficou ainda mais hostil às empresas aqui instaladas: o Brasil caiu da 124.ª posição no ano passado para 127.ª este ano, após ajustes na metodologia, entre 183 países.
O relatório analisa uma série de fatores que facilitam ou complicam a vida das empresas nos países: abertura de empresa, alvarás de construção, registro de propriedade, acesso a crédito, proteção a investidores, pagamento de impostos, facilidade para importação e exportação, cumprimento de contratos e fechamento de empresa.
Os países com melhor colocação foram Cingapura, em primeiro lugar, seguida de Hong Kong, Nova Zelândia, Grã-Bretanha e Estados Unidos. Os piores são Guiné, em 179.º, Eritreia, Burundi, República Centro-Africana e , por último, o Chade, em 183.º.
O Brasil piorou em quase todas as categorias. No item tempo para pagar impostos, o País é o campeão mundial da burocracia – no Brasil, são necessárias 2.600 horas para se pagar taxas, somando tempo para reunir comprovantes, procedimentos, e outros. Como comparação, em países como Emirados Árabes, são consumidas só 12 horas por ano.
Para abrir uma empresa no Brasil, são necessários 15 procedimentos. No Canadá e na Nova Zelândia, para comparar, basta um procedimento para abrir seu negócio. Enquanto no Brasil são necessários 120 dias para abrir a empresa, na Nova Zelândia basta um dia.
Também para se conseguir um alvará de construção, o Brasil bate recordes negativos – são necessários 411 dias. O Haiti é o lanterninha -–1.179 dias – para ter autorização para construir alguma coisa. Em Cingapura, são 25 dias.
A burocracia brasileira exige 14 procedimentos para se registrar uma propriedade. Na Geórgia, Noruega, e Portugal, é possível registrar uma propriedade com apenas um procedimento.

O Brasil tem um dos maiores custos para exportação – US$ 1.790 por contêiner. Na América Latina, só perde da Venezuela, onde o custo é de US$ 2.590 por contêiner. Na Malásia, por exemplo, o custo é de US$ 450 e, no Chile, US$ 745 – tudo isso prejudica a competitividade das exportações brasileiras.

Com informações jornal O Estado de S. Paulo

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