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Rio Grande contabiliza prejuízos com o fechamento da Barra
Segundo o presidente do órgão em Rio Grande, o prático Marcelo Antunes, a praticagem mede as condições e apresenta o relatório à Capitania, que é quem tem o real poder de decidir pela interrupção das atividades portuárias.
O próprio porto do Rio de Janeiro, o mais movimentado do Brasil, viu-se obrigado a paralisar suas atividades por três vezes este ano devido às más condições do tempo. Para diminuir os transtornos, a Capitania pode também optar por fechar parcialmente a barra. Assim, alguns navios conseguem realizar suas operações em casos específicos - embarcações leves e pequenas não podem operar sob vento e correnteza fortes, correndo risco de serem arremessadas, enquanto as grandes e pesadas não conseguem com ondas muito altas, já que podem tocar o fundo do canal.
O porto rio-grandino é sazonal. Sua freqüência não é mantida durante os 365 dias. Nas épocas de safra tem um crescimento enorme, assim como uma queda forte fora destes períodos. Por isso não há uma média padronizada da quantidade de navios que entram anualmente pela barra.
De acordo com o diretor executivo do Sindicato dos Operadores Portuários do Rio Grande (Sindop), Vidal Áureo Mendonça, é muito difícil fazer um cálculo específico de quanto custa às empresas um navio impossibilitado de ingressar no porto rio-grandino.
Em síntese, o cálculo oficial do prejuízo passaria também por adicionar à conta as taxas portuárias de atraso, as multas por não cumprimento de prazos com outros clientes, o trabalho de profissionais e o aluguel dos navios. "Dependendo do tipo da empresa, do material a ser exportado e da negociação, cada dia de barra fechada pode representar um prejuízo de 20 a 40 mil dólares (cerca de R$ 35 mil a R$ 70 mil)", aponta.
Balsa principal de apoio à reforma da Ponte Hercílio Luz é lançada ao mar
A montagem da balsa foi concluída na quinta-feira passada. No dia seguinte foi feita a pintura do casco e na última segunda-feira, preparada a base para lançamento do equipamento ao mar, com a colocação de toras de madeira sob o casco, e a mobilização do maquinário, que colocou a balsa na água.
Na terça-feira eram 7h, quando a estrutura começou a ser levada para o mar. Além de mais de 20 homens, dois tratores, uma retro escavadeira, dois guindastes de apoio e o rebocador posicionado na água tiraram a estrutura da terra. O local onde a balsa estava sendo montada, nas proximidades da Passarela Nego Quirido, será recuperado, com a reposição de calçamento, do gramado e do talude.
Até começarem os trabalhos de estaqueamento da estrutura provisória da Hercílio Luz, o que deve acontecer em 30 dias, a plataforma ficará ancorada na parte continental de Florianópolis, nas proximidades da Ponte Colombo Salles. O intervalo de tempo será necessário para a liberação de novas autorizações de navegação pela Marinha e também para a chegada de equipamentos especiais para a realização do trabalho no vão central, entre eles guindaste de 70 toneladas, perfuratrizes de rochas e peças como âncoras e correntes, que fundearão a balsa Ilha III no fundo do mar.
Com 32 metros de comprimentos e 17 de largura, a Ilha 3 tem capacidade de sustentar até 400 toneladas de equipamentos. Uma balsa menor, que já estava na água, vai auxiliar nos trabalhos fazendo o transporte de betoneiras, entre outros equipamentos de suporte. “Será um serviço muito criterioso. A balsa será utilizada como base para equipamentos destinados a sondagens de estruturas, para os guindastes, as perfuratrizes, bombas de injeção e reservatórios”, explicou o engenheiro Cassio Magalhães, responsável pela obra.
A previsão é que a montagem da estrutura provisória ocorra até o final do ano. “A Ponte Hercílio Luz é um patrimônio catarinense e é nosso dever recuperá-la”, destacou o secretário de Estado da Infraestrutura, Rubens Spernau. O prazo para conclusão da reforma da ponte, conforme previsto em contrato com as empresas responsáveis, é junho de 2012.
MDIC zera alíquota de Imposto de Importação sobre automóveis adaptados para portadores de necessidades
O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, assinou, hoje (17/8), portaria que reduz de 35% para zero a alíquota do Imposto de Importação (II) incidente sobre a importação de automóveis de passageiros usados e adaptados para portadores de necessidades especiais. A medida tem como objetivo principal facilitar a transferência desses veículos para o Brasil por parte de brasileiros que já os tenham no exterior.
Os automóveis só poderão ser importados se atenderem os seguintes requisitos: serem de propriedade de brasileiros portadores de necessidade especiais que residam há no mínimo dois anos no exterior e desde que tenham sido adquiridos há mais de 180 dias da data de registro da licença de importação.
Depois de importados, os veículos não poderão ser transferidos ou alienados, a qualquer título, nem depositados para fins comerciais, expostos à venda ou vendidos, por um prazo mínimo de dois anos a contar da importação.
A portaria será publicada amanhã (18/8) no Diário Oficial da União e altera a Portaria Decex (Departamento de Comércio Exterior) nº 8 , de 13 de maio de 1991. A Secretaria de Comércio Exterior do MDIC (Secex) detalhará os critérios estabelecidos na portaria.



