31.08.10 - mar

Recuperação valoriza ações das empresas aéreas

Recuperação valoriza ações das empresas aéreas

"Claramente os mercados financeiros estão esperando um desempenho muito melhor das empresas aéreas na fase de alta deste ciclo", destacou a Iata.

A Iata divulgou que 47 aéreas de grande escala mostraram lucro líquido de US$ 3,9 bilhões no segundo trimestre. O desempenho das companhias, no entanto, foi desigual. As empresas na América do Norte e na região da Ásia-Pacífico mostraram o melhor resultado, enquanto as da Europa viram suas ações e lucros ficarem para trás em comparação aos dessas regiões.

Apesar da recuperação em termos gerais, o mercado mundial de empresas aéreas não ficou livre das quebras. A endividada Mexicana, uma das duas maiores do México, deixou de vender passagens após entrar este mês em processo equivalente à recuperação judicial. Em janeiro, a JAL, líder no Japão, também havia entrado em processo similar.

A empresa sustenta que estava em situação razoavelmente saudável até a erupção, mas como havia passado pelos anos anteriores da crise mundial não tinha caixa suficiente para lidar com os problemas provocados pela nuvem gigantesca de cinzas vulcânicas.

Também há receios de que as empresas se apressem em voltar a colocar em atividade aeronaves hoje paradas ou em comprar novos aviões, criando excesso de capacidade de vôo e possíveis problemas no futuro.

27.08.10 - vie

Governo descarta adotar novas barreiras para conter importação

Governo descarta adotar novas barreiras para conter importação

"São estimativas extra-oficiais", alertou o ministro, que não costuma fazer previsões sobre o saldo do comércio exterior. Ele rejeitou enfaticamente o pedido de "fechamento" da economia.

Para o secretário de Comércio Exterior, Welber Barral, as queixas da Fiesp juntam problemas diferentes enfrentados pelos produtores brasileiros, nenhum deles solucionável com o aumento de tarifas de importação. "Não adianta fechar a economia", diz Barral. "Contrabando não se resolve com tarifa mais alta; fraudes, subfaturamento, contrabando se combatem com fiscalização", enumerou o secretário.

Miguel Jorge e Welber Barral reconhecem que a valorização do real em relação ao dólar também desequilibra a competição em prejuízo aos produtores nacionais. "Apesar disso, se pegarmos o coeficiente de importação do Brasil, ele ainda é mais baixo que em países comparáveis", argumenta Miguel Jorge, exibindo um gráfico montado pelo ministério, segundo o qual as importações representaram, nos últimos anos, entre 9% a pouco mais de 11% do Produto Interno Bruto.

"Temos o problema do câmbio", admitiu Barral. "Mas a proporção de bens de consumo importados é pequena, 17% do total", argumenta. "Não temos número significativo de setores ameaçados pelo aumento de importação", garante Miguel Jorge. "Quando vem aqui um setor ameaçado, em geral é subfaturamento ou fraude", complementou Barral, lembrando o caso de produtos como escova de cabelo ou óculos (estes últimos contrabandeados em quantidade equivalente a 70% do mercado nacional). "Ou falta de competitividade", critica o ministro.

"Agora há importadores reclamando da medida anti-circunvenção; se estiverem importando mesmo de fábricas do Vietnã, não têm do que se preocupar", diz o ministro. "Mas quem estiver trazendo produto da China como se fosse da Malásia tem de se preocupar mesmo, vai sair do mercado".

O diretor-titular do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp, Roberto Giannetti da Fonseca, diz que Steinbruch foi mal interpretado pelos que o acusam de defender o protecionismo. "Benjamin não fala em voltar ao protecionismo geriátrico dos anos 80, faz uma defesa da industria por não estarmos em uma conjuntura competitiva, de cambio, tributos, logística e capital", argumenta Giannetti, que acusa o Ministério da Fazenda de impedir medidas de redução de tributos que prejudicam os produtores nacionais na competição com os importados.

A Fiesp apóia algumas reivindicações de aumento de tarifas, como a dos fabricantes de máquinas e equipamentos para a indústria, que querem elevar as tarifas de 16% para 35%, como forma de se proteger dos concorrentes chineses. "Teremos um déficit no setor de manufaturados de US$ 60 bilhões neste ano; em 2006 era um superávit de US$ 5,9 bilhões", critica, em referência ao estudo da Fiesp que considera o total das exportações e importações do setor industrial.

25.08.10 - mié

Portonave anuncia que Iceport volta a operar em 2011

Portonave anuncia que Iceport volta a operar em 2011

No dia 24 de maio teve início a montagem do armazém vertical da Iceport. Entre as diferenças em relação à câmara anterior, que foi totalmente desmontada, está a utilização de eficientes barreiras anti-fogo e a troca do material isolante térmico EPS (poliestireno expandido) por PIR (poliisocianurato).

O PIR possui características de melhor reação ao fogo e a altas temperaturas. Sua composição forma uma espuma isolante de alta densidade que garante um bom coeficiente de isolação, em torno de 10%, o que possibilita redução no consumo de energia para manter a temperatura interna da câmara.

Depois de reconstruída ela terá a mesma capacidade anterior, que é de 16 mil posições pallets, o equivalente a 18 mil toneladas estáticas de carga congelada.

A trading company da Iceport (empresa que realiza transações comerciais com o mercado externo) continua em funcionamento e os colaboradores estão participando de uma série de palestras de reciclagem que vai até o final deste ano. Além disso, novos treinamentos estão sendo estruturados para a retomada da operação, prevista para o início de 2011.

Movimentação da Portonave cresce 72%

 

A Portonave S/A – Terminais Portuários de Navegantes registrou, nos seis primeiros meses de 2010, a movimentação de 273.211 TEUs (Twenty-Foot Equivalent Unit), 72,4% a mais que no mesmo período do ano passado. As importações cresceram 150%, impulsionadas pela manutenção do dólar baixo, crescimento nacional e aumento do consumo interno.      O faturamento bruto foi de R$ 97.724 milhões, registrando um crescimento de 68,51% frente a 2009, quando a empresa faturou R$ 57.994 milhões.

“De certa forma, a crise mundial impulsionou o comércio exterior brasileiro, facilitando as importações, em sua maioria vindas dos Estados Unidos e China. Os produtos brasileiros também foram exportados em maior quantidade pela Portonave, superando em 30% a marca do primeiro semestre de 2009”, analisa o diretor-superintendente administrativo da Portonave, Osmari de Castilho Ribas.

Os resultados do Terminal de Navegantes são ainda melhores se comparados aos números apresentados pelo comércio exterior brasileiro nos seis primeiros meses deste ano. As exportações nacionais tiveram aumento de 26% e as importações foram 43,8% maiores, segundo dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

“As carnes congeladas, principalmente aves, continuam liderando as exportações do Terminal e representam cerca de 50% do volume enviado para o exterior. Entre os produtos que entram no país, destaque para plásticos, máquinas, eletrônicos, ferro, aço, borrachas e papel, além de itens variados”, explica Castilho.

Semestre de conquistas

Os primeiros seis meses do ano foram marcados por conquistas na Portonave. Por duas vezes a empresa superou as melhores marcas já registradas desde o início das operações. Em junho, conquistou a ISO 14001 pelos trabalhos de preservação do meio ambiente e o programa de responsabilidade social da empresa, o Portonave de Todos: de mãos dadas pela responsabilidade social, recebeu o prêmio Empresa Cidadã ADVB 2010.

Obras de infraestrutura

A conclusão das obras da Via Portuária, prevista para o final do ano, será de grande importância para os negócios da Portonave. São 1.800 metros que ligarão o Terminal às BRs 101 e 470. O novo trajeto evitará que caminhões grandes e pesados tenham que trafegar pelo centro da cidade e também agilizará a entrada e saída para carga e descarga de contêineres.

As obras de dragagem do canal de acesso ao Complexo do Rio Itajaí-Açú estão em processo de licitação e também devem impulsionar a movimentação da Portonave. “Com a profundidade passando de 10,5 para 14 metros será possível receber navios maiores e mais pesados e, conseqüentemente, aumentar o número de contêineres movimentados em cada navio atracado de 500 para cerca de 700”, pondera Renê. A Portonave custeou os estudos de viabilidade que tornam possível e segura a dragagem do rio.

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