19.03.12 - lun

Argentina minimiza tensão comercial na América do Sul

Hernan Lorenzino, ministro de Economia da Argentina, minimizou, no último sábado, as recentes tensões comerciais existentes na América do Sul dizendo que as disputas comerciais são comuns depois de períodos de rápido crescimento econômico.

Enfrentando críticas de parceiros comerciais da região por ser agressiva na colocação de barreiras comerciais, tanto formais quanto informais, a Argentina tem enfrentado críticas.

“Todos os países da região cresceram muito nos últimos anos e nós temos importantes laços comerciais”, Lorenzino disse nos intervalos de conferência do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), realizado em Montevidéu, no Uruguai.

O ministro disse também que em todo período de importante crescimento ocorrem tensões. “Eu penso que existe um objetivo comum de dar uma melhor qualidade de vida para nosso povo e isso resolve qualquer tensão”, afirmou.

A América do Sul tem registrado quase uma década de crescimento graças à demanda da Ásia por matéria-prima que elevou os preços dos produtos exportados da região, como petróleo, grãos, metais e outras commodities.

Por Guia Marítimo.

19.03.12 - lun

Itajaí registra aumento de 16% nas operações do bimestre

O Porto de Itajaí movimentou, no primeiro bimestre deste ano, 1,78 milhão de toneladas, em 204 escalas, número que representa alta de 16% em comparação ao mesmo período em 2011. Só no mês de fevereiro, o número de içamentos contabilizou 884,55 mil toneladas.

Segundo Heder Cassiano Moritz, diretor executivo do porto, o quadro de movimentação de cargas de fevereiro foi parecido com o registrado no exercício anterior. No terminal da APM Terminals e no Cais Comercial, fevereiro somou 36,28 mil Teus (unidade de medida equivalente a um contêiner de 20 pés), com 316,18 mil toneladas, o que representa alta de 7% em relação ao mesmo mês no ano passado.

“O somatório do bimestre apresenta 74,58 mil Teus, com 634,16 mil toneladas. Registramos um crescimento de 9% em relação ao mesmo período de 2011, quando verificamos o montante de 68,71 mil Teus, com 579,71 mil toneladas”, diz Moritz.

A movimentação de contêineres cheios acumulada no primeiro bimestre foi de 47,51 mil Teus, sendo que, no mesmo período do ano anterior a movimentação foi de 42,38 mil Teus, apresentando um crescimento de 12%.

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Por Guia Marítimo.

13.03.12 - mar

Exportações para os EUA fortalecem saldo positivo da balança comercial

A retomada das importações dos Estados Unidos ajudou a fortalecer o resultado positivo da balança comercial brasileira, cotada em US$ 1,715 bilhão, já que, pelo segundo mês consecutivo, o mercado americano foi o principal destino das exportações brasileiras, que, no acumulado do ano, chegaram a US$ 34,169 bilhões, o que representa um crescimento de 38,2% em comparação ao mesmo período em 2011.

A participação americana ficou 13,6% mais alta nas vendas externas, somando US$ 4,645 bilhões em compras brasileiras. A média diária dos embarques externos para os Estados Unidos passou de US$ 85,2 milhões, há um ano, para US$ 119,2 milhões, no mesmo período.

Apesar dos resultados positivos destacarem os Estados Unidos, no próximo mês a situação deve mudar, já que terão início as exportações de soja, produto mais consumido pela China – país que liderou os embarques externos brasileiros no ano passado.

“Existe uma queda contínua da participação americana, que já chegou a 25%. Ainda sem as exportações da soja, os Estados Unidos se recuperaram, mas a China é de fato o primeiro destino das exportações brasileiras. Esse cenário atual vai mudar”, comenta José Augustro Castro, vice-presidente da AEB (Associação de Comércio Exterior do Brasil). Entre os itens mais exportados estão o petróleo, máquinas e equipamentos, siderúrgicos, aeronaves e partes, entre outros.

Março apresenta superávit

Nos sete dias úteis de março (1° a 11), as exportações brasileiras foram de US$ 6,517 bilhões, com resultado médio diário de US$ 931 milhões. Pela média, houve aumento de 1,4% em relação ao valor do mês de março de 2011 (US$ 918,4 milhões). Neste comparativo, houve crescimento nas vendas das três categorias de produtos.

Nos produtos básicos (5,7%), o aumento ficou por conta, principalmente, de algodão em bruto, petróleo em bruto, fumo em folhas, carne de frango e suína e minério de ferro. Decresceram, no entanto, as vendas de semimanufaturados (-3,8%), devido às quedas em semimanufaturados de ferro e aço, açúcar em bruto, zinco em bruto, ferro fundido, e couros e peles. Houve retração também nas vendas de manufaturados (-2,9%), em razão de automóveis, óleos combustíveis, veículos de carga, calçados e suco de laranja não congelado.

As importações, em março, estão em US$ 6,257 bilhões (média de US$ 893,9 milhões). O resultado ficou 5,8% acima da média de março do ano passado (US$ 844,5 milhões). Neste comparativo, aumentaram os gastos, principalmente, com adubos e fertilizantes (63,1%), instrumentos de ótica e precisão (22,3%), farmacêuticos (22%), químicos orgânicos e inorgânicos (17,9%), siderúrgicos (13,2%), borracha e obras (9,5%), e equipamentos mecânicos (8,1%).

Por Guia Marítimo.

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